Temer oferece o Brasil na bandeja

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Decorridos menos de trinta dias da passagem de Michel Temer pela sede do império, oportunidade em que pintou de cor rósea a realidade brasileira, o Fundo Monetário Internacional (FMI) emitiu um relatório no qual cobrou agilidade na execução de suas promessas sobre o teto de gastos, reforma da previdência, reforma trabalhista e abertura do mercado.

O jornal Folha de São Paulo de 29 de setembro traz um informe de seu correspondente em Washington que, de posse de cópia do relatório da agência do imperialismo, relata suas cobranças: A política monetária deve continuar rígida até que as expectativas de inflação convirjam “mais claramente” para o centro da meta, recomenda o fundo. O relatório também destaca a importância de reformas estruturais, incluindo a correção de gargalos de infraestrutura, que pode ser facilitado com uma nova política de concessões, a abertura da economia, com a redução de barreiras tarifárias e não-tarifárias, a reforma trabalhista e a simplificação tributária.

Conspirador palaciano

Neste ano de 2016 coube a Michel Temer representar o velho Estado brasileiro, e o fez de maneira pouco interessada na “Paz Mundial”, com um discurso recheado de lugares-comuns, e muito mais querendo justificar sua condição de conspirador palaciano: Trago às Nações Unidas, por fim, uma mensagem de compromisso inegociável com a democracia. O Brasil acaba de atravessar processo longo e complexo, regrado e conduzido pelo Congresso Nacional e pela Suprema Corte brasileira, que culminou em um impedimento. Tudo transcorreu, devo ressaltar, dentro do mais absoluto respeito constitucional.

Como argumento para obter aceitação, principalmente dos países imperialistas, ofereceu o Brasil de bandeja à escroqueria internacional sinalizando que: Nosso processo de desenvolvimento passa, principalmente, por parcerias em investimentos, em comércio, em ciência e tecnologia,arrematando, a seguir, com o método através do qual assegurará a condição de subjugação nacional: Temos clareza sobre o caminho a seguir: o caminho da responsabilidade fiscal e da responsabilidade social.Sem dúvida, o que ele chama de responsabilidade social, no caso, são os projetos que enviou para o congresso nacional retirando direitos dos trabalhadores e restringindo a Previdência Social.

Sujeição ao imperialismo

Mas, foi no almoço promovido pelo Conselho das Américas, em Nova Iorque, que Temer confirmou sua conspirata, relembrando aos presentes que mesmo antes de virar “presidente” interino já anunciara sua sujeição à política imperialista de subjugação nacional através do documento “ponte para o futuro”. Em seu discurso, Temer afirmou: Há muitíssimos meses atrás, dez, doze meses, nós lançamos – até eu ainda vice-presidente –, lançamos um documento chamado Uma Ponte para o Futuro. Porque nós verificávamos que seria impossível o governo continuar naquele rumo e até sugerimos ao governo que adotasse as teses que nós apontávamos naquele documento chamado Ponte para o Futuro. Como isso não deu certo, não houve adoção, instaurou-se um processo que culminou agora com a minha efetivação como Presidência da República.

Com a cara mais deslavada que normalmente aparece, abriu seu coração vende-pátria: O que eu vim fazer aqui, estou fazendo aqui, estamos fazendo aqui, acompanhado de seis, sete ministros que nos acompanham, é falar da infraestrutura brasileira, que é exata e precisamente onde os senhores empresários poderão ter um interesse maior. Ato contínuo, foi debulhando o seu rosário entreguista: E por isso nós estabelecemos, volto a dizer, esse Programa de Parceria de Investimentos privados, capitaneada pelo Ministério de Minas e Energia, pelo Ministério de Transportes, Aviação Civil, Esportes e coordenada pelo Moreira Franco, que é o executivo dessa atividade importantíssima para o Estado brasileiro. E, só para exemplificar, nós estamos abrindo 34 oportunidades de concessões na área de portos, aeroportos, rodovias, ferrovias, energia, óleo, gás. Até porque – e o ministro Meirelles ainda relembrava há pouco –, um projeto que veio do Senado, do senador José Serra, que acabou com aquela obrigação de a Petrobras participar, necessariamente, de 30% dos investimentos que se fizerem nessa área. Essa matéria legislativa já avançou bastante e em brevíssimo tempo, nós vamos aprová-la.

Para chegar a esse ponto culminante do oferecimento, antes, Temer teve que fazer juras sobre uma tal estabilidade que só existe em sua vigarice, e apresentar seus projetos na categoria de fato consumado, como se o povo brasileiro fosse uma carneirada obediente e impassível diante do esbulho do povo e da nação: Quando nós mandamos a primeira das reformas, que é uma Proposta de Emenda Constitucional fixadora do teto de gastos para a União, ou seja, você só pode gastar aquilo que arrecada, esta é a ideia, a força motriz dessa Proposta de Emenda Constitucional. Nós mandamos na convicção de que nós vamos conseguir aprová-la. E, certo de que a aprovação de seus projetos de retirada de direito dos trabalhadores será um passeio, asseverou: Por isso também estamos preparando, ultimando as conversas e o preparo de uma reforma radical do sistema previdenciário.

Além de assegurar a docilidade do legislativo com a aprovação de seus avanços contra os direitos trabalhistas, alegando suas excelentes relações com o mesmo, comprometeu os Tribunais do Trabalho ao falar de sua concordância com a ideia de: Permitir que as convenções coletivas façam prevalecer o acordado entre trabalhadores e empregadores em função daquilo que está legislado.

Pensa que o céu é perto

Fizemos questão de citar trechos de seus dois discursos em Nova Iorque para que fique bastante evidente o papel desse escolado entreguista e sua petulância de expor toda a sua malignidade no território do inimigo do povo brasileiro para que, à distância, assistíssemos seu colonizado exibicionismo.

Se ele pensa que vai aprofundar a semicolonialidade às custas de mais sacrifícios de nosso povo, está redondamente enganado. O céu que está prometendo ao imperialismo é muito mais longe do que ele pensa. Do inferno que se converteu a vida das massas causado pelos governos antipovo e vende-pátria, se elevarão cada vez mais altas as labaredas da luta de classes, que marcha para uma situação revolucionária desenvolvida, e tornarão ainda mais desvelada a incapacidade dos dominantes de seguirem dominando como antes e a disposição dos dominados de não aceitarem mais a secular escravidão sob todas as formas.

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