O grande boicote às eleições municipais

O retumbante número de abstenções, votos nulos ou em branco em todo o país confirmou formidavelmente o repúdio geral das massas a farsa eleitoral. Os números do boicote, que ultrapassaram as marcas dos 20, 30 e 40% nas principais capitais e atingiram resultados muito mais elevados nos rincões do Brasil refletem bem o sentimento de nosso povo, impulsionado e animado pela vitoriosa campanha pelo boicote às eleições realizada pelas mais combativas organizações populares e democráticas no campo e cidade.

A realização das eleições municipais, questão-chave para a reação, particularmente no momento de crise que transita o país, escancarou o seu rechaço pelas massas,  expressão da completa falta de credibilidade e legitimidade do sistema político de governo e da falência de sua velha democracia. Tudo isso é reflexo do elevado grau de decomposição do velho Estado, em meio ao agravamento da crise geral do imperialismo. É também expressão do desenvolvimento da situação revolucionária no país e em todo o mundo, que se processa de maneira desigual.

Nas capitais, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, os candidatos melhor colocados receberam menos votos que a soma do número de abstenções, votos brancos e nulos. Em São Paulo, além do número recorde de 3.089.652 de abstenções, votos nulos e brancos que derrotaram o João Dória (PSDB), o PT foi fragorosamente derrotado e sequer foi capaz de levar a candidatura de Haddad ao segundo turno. No Rio de Janeiro, o total recorde de brancos, nulos e abstenções de 1.866.621 superou os dois candidatos que foram para o segundo turno, Marcelo Crivella (PRB) e Marcelo Freixo (PSOL), que juntos receberam 1.395.625 votos. Também em Belo Horizonte, a soma das abstenções, nulos e brancos superou os dois candidatos que vão ao segundo turno. João Leite (PSDB) e Alexandre Kalil (PHS) receberam, juntos, 710.797 votos, enquanto as abstenções (417.537), os votos nulos (215.633) e brancos (108.745) totalizaram 741.915. Uma vitória acachapante do boicote.

NÃO SAIA AINDA… O jornal A Nova Democracia, nos seus mais de 18 anos de existência, manteve sua independência inalterada, denunciando e desmascarando o governo reacionário de FHC, oportunista do PT e agora, mais do que nunca, fazendo-o em meio à instauração do governo militar de fato surgido do golpe militar em curso, que através de uma análise científica prevíamos desde 2017.

Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

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