Índia: abrem-se novas zonas de guerrilha

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http://www.anovademocracia.com.br/179/28.jpgO Partido Comunista da Índia (Maoísta) avança suas zonas de atividade guerrilheira, segundo notícia veiculada na imprensa em 30 de setembro de 2016.

Os reincidentes casos de troca de tiros entre forças da polícia genocida e combatentes do Exército Guerrilheiro Popular de Libertação (EGPL) dirigido pelo PCI (Maoísta) reforçam a tese de que os maoístas estabeleceram acampamentos permanentes nas selvas das fronteiras de Kerela-Tamil Nadu. Desde os últimos nove meses, os maoístas estão visitando lugares em Nilambur como Uchakkulm, Punchakolli, Pattakarimbu e Mundakkadavu.

Segundo o monopólio da imprensa indiana, o líder maoísta Kuppu Devaraj, também conhecido como camarada Shankar, está na região há alguns meses. É certo e admitido até mesmo pelo velho Estado indiano que o apoio que os maoístas recebem das populações tribais garantem sua permanência nas selvas de Nulambur.

Alguns dias antes, em 25 de setembro, o velho Estado indiano, ainda que reticente, admitiu o ressurgimento de atividades maoístas em Janglemahal, após mais de três anos de relativo repouso. O informe policial pegou a gerência de turno de contrapé, pois a mesma havia declarado situação de “normalidade” e decidido retirar as genocidas Forças Policiais de Reserva Centrais (FPRC).

O fato expressa também a profunda penetração do PCI (Maoísta) nas massas daquela região.

Celebra-se o 12º aniversário do PCI (Maoísta)

O comitê de Nadukani do PCI (Maoísta) celebrou o dia da fundação do Partido em Mukkavala, próximo aos bosques de Nilambur sobre Nadukani, em 24 de setembro.

Segundo comunicado da imprensa local, os líderes do Partido, inclusive membros do Comitê Central, assistiram ao programa. Conforme a nota, a celebração ocorreu em Kerala, Karnataka e Tamil Nadu, e foi iniciada com a marcha do EGPL.

Os líderes enfatizaram a necessidade de ligar a todos os dalits e populações tribais dos três estados sob a bandeira do Partido.

Por esta ocasião, o comitê zonal de Western Ghats publicou um comunicado exortando as massas de Kerala a lutarem contra as políticas exploradoras da gerência de turno e começaram uma luta pelo desenvolvimento da população tribal da região. A nota emitida exigiu também a retirada das forças armadas da Cachemira.

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Repressão às massas e ao partido

Como reação ao avanço da revolução democrática na Índia e à crise geral do capitalismo burocrático e, por pressuposto, do seu velho Estado burocrático-latifundiário, serviçal do imperialismo, principalmente o ianque, a burguesia e o latifúndio intensificam a repressão genocida ao Partido Comunista, aos combatentes e principalmente às massas de camponeses pobres e populações tribais.

Um comunicado de 28 de setembro assinado pelo comitê zonal especial Dandakaranya, do PCI (Maoísta), denunciou o recente constituído “Grupo de Ação para a Integridade Nacional” (AGNI, sigla original) como mais um grupo fascista gerado pela reação para combater a Revolução. O comunicado compara este ao anterior grupo fascista e criminoso Salwa Judum.

O porta-voz maoísta, camarada Vikalp, sublinhou que o objetivo principal deste grupo é amedrontar os setores democráticos e progressistas contrários à genocida operação “caçada verde” e denunciou que tanto seus dirigentes e seguidores são antigos membros do ilegal grupo citado.

O grupo, que se estende por toda a Índia, conta com apoio da gerência central do BJP, da polícia genocida e dos setores hinduístas mais reacionários. O PCI (Maoísta) reiterou que “seus dirigentes correrão a mesma sorte que os do Salwa Judum”. Vale lembrar que a maioria dos dirigentes deste grupo foi exterminada pelos maoístas.

Expressão dessa campanha odiosa de perseguição e tentativa de aniquilamento do PCI (Maoísta) está no ocorrido nos bosques de Karulai, em Nilambur, no começo da semana do dia 28 de setembro. Lá, uma unidade guerrilheira com sete combatentes do EGPL foi emboscada pela reação enquanto celebrava uma reunião junto a população adivasi de Mundakkadavu. No entanto, os combatentes escaparam e dispararam contra as forças policiais com o apoio decisivo das massas, que protestaram e libertaram-os das garras do velho Estado. Nenhuma baixa guerrilheira foi registrada.

Não somente de repressão ao Partido se ocupa a reação, senão também de reprimir, mediante a guerra genocida, as amplas massas democráticas e revolucionárias. No mesmo 28 de setembro, a imprensa local deu a conhecer a denúncia do assassinato de dois jovens estudantes que se dirigiam a uma escola em Raipur, no estado de Chhsttisgarh.

Os jovens estudantes, após mortos, foram apresentados publicamente como “resultado de enfrentamento com a guerrilha”. Esta tem sido a senha fascista para o velho Estado indiano ceifar vidas das massas e pessoas minimamente democráticas.

O Partido responde

Na sua condição de vanguarda proletária e dirigente da Revolução de Nova Democracia que marcha o povo indiano, o Partido Comunista produziu importantes respostas aos ataques da reação.

Em 29 de setembro, produziu-se uma greve geral convocada pelo PCI (Maoista) na região de divisa de Bansadhara-Ghumusar-Nagavali, mais especificamente nos distritos de Rayagada e Kalahandi. A motivação foi o incremento da repressão nos últimos meses. Durante a greve, o transporte rodoviário foi interrompido e um forte contingente policial foi mobilizado sem, no entanto, lograr sufocar a ação das massas.

Em 5 de outubro, tornou-se pública uma grande congregação organizada pelo PCI (Maoísta) com milhares de aldeões de seis conselhos dos povos do distrito de Malkangiri em Odisha. O encontro reforçou o caminho do boicote às podres eleições reacionárias na Índia, que ocorrerão em 2017, e fortalecer a guerra popular.

E, por fim, em 10 de outubro, o EGPL efetuou uma exitosa ação que destruiu um trecho da linha férrea do distrito de Bokaro, em protesto contra as atrocidades policiais, nas palavras do PCI (Maoísta).

Estado fascista pratica banho de sangue

Em 24 de outubro, a imprensa local noticiou o assassinato de mais de 28 pessoas pela repressão. Este episódio genocida ocorreu nos bosques da região fronteiriça entre Odisha e Andhra Pradesh. Os heróis tombados por este ataque sanguinário foram confirmados militantes do PCI (Maoísta) e massas do Novo Poder.

Entre os assassinados, estava o camarada Prabhakar, destacado militante do Partido e amplamente querido pelos camponeses e população tribal.

Em Berlim, uma manifestação foi convocada para repudiar ativamente o prosseguimento da política genocida e criminosa do velho Estado indiano.

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