América Latina

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Farsa eleitoral barra acordo

Jailson de Souza

As Farc e o atual gerenciamento do velho Estado colombiano, serelepes com os “acordos de paz” e com a tendência da vitória do “sim” na farsa de referendo sobre os termos do “acordo de paz”, foram pegos de surpresa pela vitória do “não”.

Este resultado, como o de toda farsa eleitoral nas condições postas pela época histórica que vivemos, é produto final de todo um jogo onde vários interesses, sobretudo os das duas frações da grande burguesia colombiana, latifúndio e seus grupos de poder, lutam pela manipulação da opinião pública a seu favor. Se trata, portanto, de duas rotas que dão ao mesmo caminho.

Particularmente a vitória do “não”, cuja campanha esteve à frente o ex-gerente de turno colombiano Álvaro Uribe (amplamente conhecido por sua ligação com grupos de genocidas paramilitares), é expressão da crise política e da divisão no seio das classes dominantes colombianas, que também reflete na divergência de como tratar os guerrilheiros arrependidos das Farc. O número de abstenções na farsa, mais de 63%, também escancara a falta de credibilidade do velho Estado e do revisionismo armado.

Os partidários do “não” interpretam à risca o manual do velho Estado: atacar sanguinariamente os que se levantaram um dia em armas. Por isso afirmam que as propostas apresentadas pela negociação, de julgar em tribunais especiais e com penas mais brandas os guerrilheiros das Farc, além da sua incorporação no velho Estado — com direito de disputar eleição e até com oito cadeiras no podre parlamento —, são uma “ofensa à constituição”.

O gerente atual, Juan Manuel Santos, ganhou como prêmio político de consolo o inusitado “Nobel da paz”, dedicando-o ao “povo colombiano”, já preparando terreno para atenuar sua derrota.

Fato é que ambas as partes — gerência de turno e capitulacionistas das Farc — terão novamente que sentar para negociar os termos da capitulação daqueles, só que desta vez enfraquecidas pelo resultado adverso.

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