Internacional

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Grécia: aposentados em luta

Com informações de Secours Rouge

Milhares de aposentados e pensionistas saíram em protesto contra os cortes na previdência social, na cidade de Atenas (capital da Grécia), em 3 de outubro. Os aposentados, gritando “Não podemos viver com 400 euros!” e “Deixe a plutocracia (sic) pagar a crise!”, chegaram até o palácio do governo, onde o acesso foi bloqueado pelas forças de repressão policial e sua tropa de choque, que logo reprimiu o combativo protesto.

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Aposentados enfrentam a repressão

Os aposentados e pensionistas, tocados pela revolta, tomaram a atitude mais combativa e, apesar da média de idade avançada, surpreenderam a todos, mostrando altivez frente à repressão. O confronto se sucedeu. Um veículo policial quase foi tombado pelos manifestantes. A repressão usou gás de pimenta para dispersar a multidão, sem sucesso.

A “reforma da previdência” na Grécia, tal como no Brasil, tem sido a principal imposição do imperialismo para as semicolônias garantir e destinar maiores quantias ao pagamento de sua cota para contrarrestar a crise do imperialismo que é permanente, mas que ora se apresenta de forma mais aguda. No caso da Grécia, é imposto pelos seus “credores”: o FMI (Fundo Monetário Internacional) e a União Europeia (sobretudo Alemanha e também França).

Os aposentados e pensionistas na Grécia, os maiores afetados, têm buscado barrar esse escandaloso ataque aos direitos do povo.


Filipinas: protestos anti-ianques e repressão

Uma onda de protestos de massas exigindo a retirada das tropas ianques do território filipino, particularmente de Mindanao, tem se intensificado na última quinzena. Em 19 de outubro, uma multidão de camponeses e aldeões protestou em frente à embaixada ianque, em Manila. Protestos se repetiram no dia 21.

No dia 19, durante o protesto, uma viatura policial atropelou barbaramente parte da multidão de camponeses, em frente à embaixada ianque. Vídeos mostram a viatura avançando e recuando ao menos três vezes, passando por cima dos camponeses estirados no chão, numa clara tentativa de assassinato. Toda a barbárie apresentada pela polícia genocida de Duterte foi gravada por vários veículos de imprensa e logo se viralizou.


Madagascar: aldeões protestam

Com informações de Secours Rouge

Aldeões de Soamahamanina, uma cidade localizada a 70 km a oeste da capital Antananarivo, vêm realizando intensos protestos exigindo a expulsão de uma mineradora chinesa que ali explora ouro. A empresa está instalada a um ano, no entanto, suas atividades estão suspensas pelos protestos.

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Manifestantes não se intimidam diante da repressão

Em 29 de setembro, a repressão intentou aplastar um desses protestos com violência e houve confrontos. Mais de mil aldeões bloqueavam uma rodovia logisticamente importante para a mineradora, quando a repressão policial, com menos de cem policiais, atacou o protesto com gás lacrimogêneo, jatos d’água e tiros. O resultado foram 11 feridos no total: 6 do lado dos aldeões e 5 agentes do lado da reação.

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