Tributo à sanfona

A- A A+

http://www.anovademocracia.com.br/179/23a.jpg

Cantora e sanfoneira Adriana Sanchez lança novo projeto em homenagem a Luiz Gonzaga. Em Salve Lua a paulistana faz releitura de clássicos de Gonzaga, porém, com o seu olhar e arranjos que carregam suas influências e personalidade. Também pianista e sempre envolvida com música de qualidade, além do trabalho solo, Adriana foi fundadora e integra a banda Barra da Saia.

— Meu envolvimento com a música veio através da dança. Eu queria ser bailarina clássica, entrar em uma companhia internacional, viajar o mundo dançando e por isso fui estudar piano, como complemento dessa carreira, e foi assim que o piano erudito entrou na minha vida — conta.

— Isso me levou a conhecer alguns músicos, e com 17 anos fui convidada pra tocar profissionalmente em uma banda de baile, com quem aprendi vários estilos. Isso me fascinou, mas só mais tarde que a sanfona surgiu e a bailarina e a pianista viraram a sanfoneira — continua.

— Sempre digo que nem eu sei porque comecei a tocar a sanfona. Não fui eu que a escolhi, foi ela que me escolheu, sinto que ela se vestiu de mim e nos tornamos um só ser. Foi um presente da vida. A sanfona representa na minha vida tudo que sou — declara.

http://www.anovademocracia.com.br/179/23b.jpgSalve Lua é o primeiro trabalho solo de Adriana, que tem outros com a banda Barra da Saia. Ela também participou do grupo Orquídeas do Brasil.

— Neste CD tive convidados maravilhosos, e todos têm algo a ver com a minha história. Teve Zeca Baleiro, amigo dos tempos de Itamar,  cantando Assum Preto; Gero Camilo, o ator interpretou e atuou em Xote das Meninas ao lado das Orquídeas do Brasil — relata.

— No Qui Nem Jiló o rapper cearense RAPadura, que eu admiro muito, trouxe o rap embolada numa poesia linda feita para meu CD ao lado do arranjo de Renato Neto. Tive a querida Lola Membrillo do grupo argentino Perotá Chingo, que cantou Último Pau de Arara — continua.

Salve Lua foi lançado no final de 2015 e é uma alegria sem tamanho para Adriana, que tem recebido muitos elogios.

— Comecei a criar arranjos, gravar, ouvir, experimentar, porque queria dar minha cara ao trabalho. Preservar a essência do xote, do baião, mas, colocar também minha personalidade, influências, minhas ideias numa quase parceria — fala.

— Usar efeitos e pedais na sanfona, juntar batidas eletrônicas ao triângulo, apresentar a minha versão destes clássicos. Minha influência é uma mistura de sons, sou muito eclética, gosto de música boa sem pensar muito no rótulo — diz.

— Não tinha pressa, porque não havia a pressão de uma gravadora e tive o privilégio de contar com a direção musical  de Edson Guidetti e Bosco Fonseca, que dividiram os arranjos comigo, além do apoio do selo 11:11. Todos embarcamos nesse projeto, queríamos resultado e não prazo — continua.

Edição impressa

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Rua Gal. Almério de Moura 302/4º andar
São Cristóvão - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303
E-mail: anovademocracia@gmail.com

Comitê de apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro
Reuniões semanais de apoiadores
toda segunda-feira, às 18:45

Seja um apoiador você também!

Expediente

Diretor Geral 
Fausto Arruda

Editor-chefe 
Mário Lúcio de Paula
Jornalista Profissional
14332/MG

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas (In memoriam)
Fausto Arruda
José Maria Oliveira
José Ramos Tinhorão 
José Ricardo Prieto
Henrique Júdice
Hugo RC Souza
Mário Lúcio de Paula
Matheus Magioli
Montezuma Cruz
Paulo Amaral 
Rosana Bond

Redação 
Ellan Lustosa
Mário Lúcio de Paula
Patrick Granja