Tributo à sanfona

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Cantora e sanfoneira Adriana Sanchez lança novo projeto em homenagem a Luiz Gonzaga. Em Salve Lua a paulistana faz releitura de clássicos de Gonzaga, porém, com o seu olhar e arranjos que carregam suas influências e personalidade. Também pianista e sempre envolvida com música de qualidade, além do trabalho solo, Adriana foi fundadora e integra a banda Barra da Saia.

— Meu envolvimento com a música veio através da dança. Eu queria ser bailarina clássica, entrar em uma companhia internacional, viajar o mundo dançando e por isso fui estudar piano, como complemento dessa carreira, e foi assim que o piano erudito entrou na minha vida — conta.

— Isso me levou a conhecer alguns músicos, e com 17 anos fui convidada pra tocar profissionalmente em uma banda de baile, com quem aprendi vários estilos. Isso me fascinou, mas só mais tarde que a sanfona surgiu e a bailarina e a pianista viraram a sanfoneira — continua.

— Sempre digo que nem eu sei porque comecei a tocar a sanfona. Não fui eu que a escolhi, foi ela que me escolheu, sinto que ela se vestiu de mim e nos tornamos um só ser. Foi um presente da vida. A sanfona representa na minha vida tudo que sou — declara.

http://www.anovademocracia.com.br/179/23b.jpgSalve Lua é o primeiro trabalho solo de Adriana, que tem outros com a banda Barra da Saia. Ela também participou do grupo Orquídeas do Brasil.

— Neste CD tive convidados maravilhosos, e todos têm algo a ver com a minha história. Teve Zeca Baleiro, amigo dos tempos de Itamar,  cantando Assum Preto; Gero Camilo, o ator interpretou e atuou em Xote das Meninas ao lado das Orquídeas do Brasil — relata.

— No Qui Nem Jiló o rapper cearense RAPadura, que eu admiro muito, trouxe o rap embolada numa poesia linda feita para meu CD ao lado do arranjo de Renato Neto. Tive a querida Lola Membrillo do grupo argentino Perotá Chingo, que cantou Último Pau de Arara — continua.

Salve Lua foi lançado no final de 2015 e é uma alegria sem tamanho para Adriana, que tem recebido muitos elogios.

— Comecei a criar arranjos, gravar, ouvir, experimentar, porque queria dar minha cara ao trabalho. Preservar a essência do xote, do baião, mas, colocar também minha personalidade, influências, minhas ideias numa quase parceria — fala.

— Usar efeitos e pedais na sanfona, juntar batidas eletrônicas ao triângulo, apresentar a minha versão destes clássicos. Minha influência é uma mistura de sons, sou muito eclética, gosto de música boa sem pensar muito no rótulo — diz.

— Não tinha pressa, porque não havia a pressão de uma gravadora e tive o privilégio de contar com a direção musical  de Edson Guidetti e Bosco Fonseca, que dividiram os arranjos comigo, além do apoio do selo 11:11. Todos embarcamos nesse projeto, queríamos resultado e não prazo — continua.

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