Índia: ‘Abaixo a Operação Caçada Verde!’

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Na última edição de AND noticiamos o mais recente genocídio cometido pelo velho Estado indiano no distrito de Malkangiri, estado de Odisha, assassinando extrajudicialmente dezenas de camponeses pobres, povos tribais e combatentes do Exército Guerrilheiro Popular de Libertação (EGPL), dirigido pelo Partido Comunista da Índia (Maoísta). Até o momento, mais de 39 pessoas foram confirmadas mortas por organizações democráticas e de defesa dos direitos do povo atuantes na Índia.

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Combatentes do EGPL

Fascismo escancarado

Segundo denúncias de entidades democráticas, além dos adivasis e camponeses, quatro quadros e dirigentes do PCI (Maoísta) foram executados. Uma declaração emitida por mais de 23 entidades democráticas afirma: “A brutalidade e o segredo desta operação conjunta da polícia [...] com forças paramilitares revelam que foi um massacre planejado a sangue frio”. E a declaração prossegue: “Os corpos dos mortos continham marcas de brutais torturas, cabeças cortadas, os seios das mulheres foram mutilados assim como vários corpos que ficaram irreconhecíveis”. E conclui afirmando: “Este ataque não é apenas contra um partido político, mas contra qualquer voz que se atreve a enfrentar o fascista regime central”.

Já a Associação para a Proteção dos Direitos Democráticos emitiu nota de imprensa em que denuncia: “Os assassinatos foram descritos como um ‘encontro’. O número e a natureza das vítimas como divulgado por meios citando fontes policiais indicam claramente que não houve ‘encontro’ e que as pessoas foram mortas em cativeiro. Segundo um informe, eles foram de antemão envenenados e sedados por agentes e logo foram alvejados durante o sono, alguns deles sob torturas brutais”.

Não bastando a lista de atrocidades típicas de um Estado terrorista e policial, em 28 de outubro último, durante um protesto de massas contra o fascismo do velho Estado, o importante intelectual Varavara Rao foi detido junto com alguns outros ativistas democráticos.

A operação genocida ainda teria conseguido capturar o dirigente e membro do Comitê Central do PCI (Maoísta), camarada RK. Seu paradeiro era incerto e pouco se sabia sobre sua condição, se estava preso e mantido incomunicável ou se fora assassinado; no entanto, Varavara Rao, em declaração à imprensa neste 4 de novembro afirmou que o camarada RK está a salvo.

Intelectuais e democratas cobram punição

Centenas de intelectuais e personalidades democráticas realizaram um protesto em 2 de novembro, rechaçando a Operação “Caçada Verde” e o genocídio perpetrado pelo velho Estado. 

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Nas universidades indianas, os estudantes têm constituído equipes de investigação multidisciplinares para esclarecer o que ocorreu verdadeiramente nas circunstâncias do genocídio em Malkangari. Várias delegações têm organizado visitas à região do ocorrido para entrevistar camponeses pobres e adivasis, ademais de familiares dos militantes do PCI (Maoísta) e combatentes do EGPL.

Guerra Popular faz justiça

O velho Estado indiano expõe toda sua face pútrida, fascista e genocida ante o avanço vitorioso da Revolução de Nova Democracia posta em marcha pelo povo indiano, buscando contrarrestar seu formidável crescimento com terrorismo de Estado. Pois que este mesmo povo, alçado em poderosa Guerra Popular sob direção do proletariado, impôs também sua resposta ao genocídio e à Operação “Caçada Verde”, cobrando o sangue derramado pelas hordas sanguinárias e pondo abaixo o inábil terrorismo de Estado.

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Grande ato em repúdio ao massacre na Índia

A começar por 27 de outubro último, quando dois informantes policiais foram justiçados pelo EGPL, no distrito de Kalahandi, estado de Orisha. Segundo notícias locais, os informantes foram detidos em suas casas junto com outros seis acusados e levados a um julgamento popular. Ali foram sentenciados à pena capital, enquanto os outros seis acusados foram advertidos das penas para o crime de espionagem e logo postos em liberdade. Um dos informantes justiçados era amplamente conhecido por seu envolvimento na captura de uma combatente revolucionária ocorrida em 15 de outubro passado.

Em 3 de novembro, o PCI (Maoísta) convocou uma greve geral nos estados de Andhra Pradesh, Telangana, Odisha, Chhattisgarh e Maharashtra, em protesto contra o genocídio. Já no mesmo dia, o EGPL, com um destacamento de 200 combatentes, atacou a maquinaria de uma construtora de capital burocrático, no distrito de Kharaundha, estado de Bihar. O ataque foi realizado simultâneo à greve. Quatro veículos foram destruídos pelo exitoso ataque do exército popular.

No dia 4 deste mês, foi noticiado pela imprensa local um ataque do EGLP contra construções de propriedade de um renegado membro do EGPL que se entregou à polícia, certamente levando consigo informações sobre o movimento revolucionário. Um destacamento de 120 combatentes tomou a localidade Bhirangi Mor e a área de Madhubhan em Giridih, estado de Jharkhand, e explodiram as construções do renegado com cargas de dinamite. O mesmo se encontra fugido por medo de justiçamento.

Em 6 de novembro, o EGLP realizou várias emboscadas e ações de aniquilamento.

A começar pela aldeia de Naamgaon, em Umakoli Panchayat, no estado de Chhattisgarh, onde um conhecido fascista, ativo agente contrarrevolucionário foi detido em sua casa pelo EGPL e justiçado.

No distrito de Rajnandgaon, na fronteira entre Raipur-Nagpur, um agente da repressão genocida acabou aniquilado durante emboscada a uma patrulha com três agentes.

E, por fim, no distrito de Sukma, na zona bosqueira de Rajpenda, perto das aldeias de Narsapuram e Jagargunda, um importante chefe do 74º Batalhão das Forças Policiais de Reserva Centrais (FPRC) foi gravemente ferido pela explosão de uma mina de pressão armada pelos revolucionários.

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