Lutas de Libertação Nacional

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Iraque: Resistência das massas à ofensiva ianque

Jaílson de Souza

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Carro-bomba destrói delegacia na resistência de Mosul

Na última edição de AND noticiamos brevemente – às vésperas do fechamento daquela edição – a criminosa ofensiva empreendida pelo USA na sua guerra de agressão contra a nação iraquiana, com o conluio dos capitulacionistas e traidores nacionais encastelados no “governo iraquiano”. Noticiamos então: o imperialismo ianque iniciou, neste 17 de outubro, a criminosa ofensiva militar contra Mosul, no Iraque, região atualmente controlada pelos jihadistas do Estado Islâmico (ISIS). Usando como bucha de canhão o títere exército iraquiano nas operações terrestres, o USA está comandando todo o operativo aéreo da ofensiva, escancarando a condição colonial  em que hoje está submerso o Iraque. Mais de 30 mil soldados iraquianos estão sendo usados, além de milícias curdas peshmerga, todos seguindo o bastão de mando dos ianques.

Em 26 de outubro último, unidades de elite do exército “iraquiano” – títere dos ianques – não foram capazes de furar a defesa imposta pelas massas que resistem com armas em punho à agressão ianque fantasiada de “guerra ao terrorismo” e “guerra ao Estado Islâmico”. Diante do fracasso operacional, foram obrigados a recuar e adiar esta etapa da ofensiva. Os combates se deram ao sul de Mosul.

Esse fracasso pontual da ofensiva dirigida totalmente pelos genocidas ianques ante a resistência das massas foi admitido até mesmo pelo major Chris Parker, porta-voz da “coalizão internacional” imperialista na base aérea de Qayyara, ao sul de Mosul. Tentando justificar, afirmou: “À medida que as forças iraquianas chegam mais perto de Mosul, vemos que a resistência fica mais forte”.

Seguindo o bastão de mando dos ianques, as “Forças Democráticas Sírias” (FDS) e as “Unidades de Proteção Popular” (YPG) lançaram, neste 6 de novembro, uma ofensiva terrestre apoiada por bombardeios ianques simultâneos a  Mosul para retomar a cidade de Raqqa, na Síria, considerada capital do ISIS. Mais de 30 mil soldados estão sendo mobilizados para este fim. Convergindo com a ofensiva imperialista, o velho Estado turco afirmou, neste 5 de novembro, ter atingido mais de 71 posições do ISIS na fronteira turco-síria, visando ser recompensado com expansão de território.

Já neste 7 de outubro, as tropas iraquianas serviçais dos ianques retomaram Hamam al-Alil, última grande cidade ao sul de Mosul. Já ao nordeste de Mosul, os peshmergas lançaram ataques a Bachiqa. É ao leste, no entanto, que a resistência armada das massas contra o ocupante segue contendo a ofensiva imperialista com carros-bomba e táticas guerrilheiras.

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