Notas nacionais

A- A A+

PR, SP e MS: Prisão de ativistas da luta pela terra

Com informações de mst.org.br

No dia 04/11, a Polícia Civil de três estados realizou a “operação castra” contra ativistas do MST, buscando “cumprir 14 mandados de prisão, 10 de busca e apreensão e 2 de condução coercitiva”.

http://anovademocracia.com.br/180/10a.jpg
Polícia civil invade escola e agride ativistas

A investigação policial foi iniciada em março deste ano, após a ocupação da Fazenda Dona Hilda, em Quedas do Iguaçu (PR), onde os camponeses teriam mantido os “seguranças”, leia-se pistoleiros, em “cárcere privado” e “roubado” cabeças de gado para “vender”, dando um suposto prejuízo estimado em R$ 5 milhões.

Novamente, a articulação do judiciário com a Polícia Civil, a serviço do latifúndio de novo tipo, o agronegócio, define o MST como uma “organização criminosa”, que praticaria crimes como “invasão de propriedade”, “incêndio criminoso” e “porte ilegal de armas” – como já ocorreu em Goiás, fato denunciado na edição 176 de AND.

No Paraná, 6 pessoas foram presos em Quedas do Iguaçu, 1 em Laranjeiras do Sul e 1 em Francisco Beltrão. Os ativistas ficarão encarcerados preventivamente por 30 dias na Penitenciária Industrial de Cascavel.

http://anovademocracia.com.br/180/10b.jpgEm Guararema (SP), homens da Polícia Civil invadiram ilegalmente de manhã a Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), sem identificação e mandado de prisão, chegando a efetuar disparos com armas letais para o alto. Na ocasião, Guê Oliveira e Ronaldo Hernandes foram agredidos e presos por “desobediência, resistência e desacato” e uma pessoa ficou ferida com estilhaços de bala. Também houve operação em Sidrolândia (MS), mas ninguém foi encontrado.

Em Quedas do Iguaçu, desde maio de 2014, cerca de 3 mil famílias ocupam terras públicas, pertencentes à União, mas que foram griladas pela empresa Araupel.

Segundo nota do MST, a operação é resultado da escalada da repressão contra a luta pela terra e tem como objetivo prender e criminalizar as lideranças do Acampamento Dom Tomás Balduíno, no município de Quedas do Iguaçu e Herdeiros da Luta pela Terra, no município de Rio Bonito do Iguaçu.

Cabe relembrar que, no dia 7 de abril deste ano, as famílias do Acampamento Dom Tomás Balduíno foram emboscadas por PMs a mando da gerência de Beto Richa (PSDB) e pistoleiros a soldo da Araupel, sendo efetuados mais de 120 disparos, inclusive com armas letais, ferindo várias pessoas, além da bárbara execução de Vilmar Bordim, de 44 anos, e Leomar Orback, de 25 anos, e a detenção de dois camponeses, sob a alegação de “tentativa de homicídio” de policiais. Passados sete meses do ataque, ninguém foi denunciado e julgado por tais crimes.

Edição impressa

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Rua Gal. Almério de Moura 302/4º andar
São Cristóvão - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303
E-mail: anovademocracia@gmail.com

Comitê de apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro
Reuniões semanais de apoiadores
toda segunda-feira, às 18:45

Seja um apoiador você também!

Expediente

Diretor Geral 
Fausto Arruda

Editor-chefe 
Mário Lúcio de Paula
Jornalista Profissional
14332/MG

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas
Fausto Arruda
José Maria Oliveira
José Ramos Tinhorão 
José Ricardo Prieto
Henrique Júdice
Hugo RC Souza
Mário Lúcio de Paula
Matheus Magioli
Montezuma Cruz
Paulo Amaral 
Rosana Bond

Redação 
Ellan Lustosa
Mário Lúcio de Paula
Patrick Granja