Povo toma as ruas contra os pacotões de Temer

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No dia 11 de novembro, foram registradas manifestações contra os criminosos ataques do gerenciamento Michel Temer/PMDB, através da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241/55, em 18 estados e no Distrito Federal. Rodovias e avenidas foram bloqueadas por barricadas incendiadas em todo o país.

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Rio de Janeiro: faixa contra as políticas de Michel Temer

No Rio de Janeiro, onde os servidores públicos estaduais estão em intensa mobilização contra as medidas antipovo do gerenciamento Luiz Fernando Pezão/PMDB, o ato foi um dos maiores do país e contou com mais de 10 mil pessoas. Os manifestantes se reuniram na Candelária e partiram em direção à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), no Centro. Organizações independentes como o Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR), a Rede Estudantil Classista e Combativa (RECC), entre outras, agitaram palavras de ordem a favor da Greve Geral, contra a farsa eleitoral e conclamando a população para se rebelar contra os ataques do governo.

Na Alerj, a PM iniciou os ataques contra os manifestantes com agressões e, em seguida, atirando bombas de gás de efeito moral que feriram cinegrafistas e intoxicaram pessoas nos bares da região. O ataque foi prontamente respondido pela Juventude Combatente com pedras, paus e fogos de artifício. Barricadas em chamas foram erguidas pelas ruas do Centro. Um jornalista que fotografava o ato foi espancado por policiais. Nossa reportagem presenciou o momento em que, de forma covarde, um grupo de PMs, o mesmo que começou a confusão, usou um jovem detido como escudo para que os manifestantes parassem de jogar pedras. Ao serem criticados por trabalhadores que estavam numa barraquinha de churrasco, os policiais ameaçaram lançar spray de pimenta nas pessoas que nem participavam do ato.

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Manifestantes tomam as ruas de Belo Horizonte

O gerenciamento Pezão, que responde às demandas populares com mais fascismo de suas forças de repressão, cercou a Alerj com grades e viaturas, tamanho o medo das “autoridades” de que o povo promova nova ocupação ao prédio. No fechamento da presente edição novos e maiores atos estavam convocados para o dia 16 de novembro, data marcada para a votação das medidas antipovo de Pezão.

Em Belo Horizonte (MG), milhares de pessoas protestaram no Centro da capital paralisando avenidas. Tomaram parte nos protestos professores das redes municipal e estadual de ensino, além dos jovens combatentes que estão ocupando várias escolas e campus de universidades. Participaram também professores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), que também decretaram greve contra os cortes de verbas e o sucateamento da educação. Operários ligados ao Sindicato dos Trabalhadores da Construção de BH (o Marreta) e à Liga Operária formaram um bloco combativo junto do sindicato dos Correios e integrantes da Luta Popular e Sindical (LPS).

No Recife (PE), avenidas centrais e a BR-101 foram interditadas com barricadas em chamas; motoristas de ônibus fizeram paralisação durante a manhã. Em todo o estado de Santa Catarina, os serviços públicos foram paralisados. Na Bahia, os bancários, professores estaduais, motoristas de ônibus e outras categorias também anunciaram paralisações.

Em Porto Alegre (RS), uma greve com piquete foi realizada em frente da empresa Carris, responsável pelo transporte coletivo. A Brigada Militar investiu contra os trabalhadores grevistas e houve confronto. Mais tarde, uma marcha no Centro da cidade contou com mais de 2 mil pessoas, incluindo professores das redes pública e privada, contra os ataques de Temer.

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Em São Paulo, avenidas e rodovias foram bloqueadas por toda a capital e no ABC paulista. Motoristas de ônibus realizaram paralisação em Guarulhos. Em Campinas, estudantes secundaristas mobilizados nas ocupações de colégios bloquearam a Rodovia Santos Dumont com uma barricada de pneus em chamas. Por todo o interior do estado ocorreram atos e paralisações.

Em Manaus (AM), o Comitê de Apoio ao AND informou  a realização de um protesto que reuniu centenas de estudantes e trabalhadores que percorreram as ruas do Centro da cidade. Com palavras de ordem como “Para barrar a precarização, Greve Geral, Greve Geral na educação”, “Deixa passar a revolta popular!” e “Alerta, Alerta, Alerta juventude, a luta é o que muda, o ajuste só ilude!”, professores da rede pública e estudantes denunciaram em alto e bom som a criminosa “reforma” do ensino médio e a PEC 241/55.

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