Lutas de Libertação Nacional

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Iraque: Massas confrontam terror ianque

Jailson de Souza

O imperialismo ianque e seus temporários sócios menores têm aplicado contra a nação iraquiana a mais perversa guerra de rapina e o verdadeiro terror. A ofensiva para tomar Mosul, no norte do Iraque, hoje sob controle dos jihadistas do Estado Islâmico, tem sido o pretexto para saciar o desejo belicoso e sanguinário do imperialismo ianque em busca da hegemonia única mundial.

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Blindados emboscados pela resistência em Mosul

É sob o repugnante manto de “guerra à barbárie islâmica”, “guerra ao terrorismo” e “guerra ao Estado Islâmico” que tem aplicado o horror contra as massas, utilizando sua bucha de canhão nas incursões terrestres, o colonial exército “iraquiano”, as “Forças Democráticas Sírias” (FDS) e as “Unidades de Proteção Popular” (YPG), enquanto bombardeia indiscriminadamente o território iraquiano. Mercenários também avançam contra Raqqa, na Síria, buscando dividir as forças de resistência.

Civis torturados pelos invasores

Segundo denúncia pública da Anistia Internacional feita neste 3 de novembro, tropas invasoras que seguem o bastão de mando dos ianques humilharam publicamente e torturaram moradores ao sudeste de Mosul, região já ocupada pelos títeres dos imperialistas.

Segundo testemunhas e moradores locais – segue a denúncia – vários habitantes foram espancados com barras de ferro e eletrocutados. “Há evidências perturbadoras de que foram cometidos crimes, segundo o direito internacional, ao torturar e maltratar habitantes da região de Qati al-Sabaween”, afirmou Lynn Maalouf, vice-diretora da Anistia Internacional.

Mais de 900 pessoas executadas

Segundo o facínora general ianque Joseph Votel, dirigente do Comando Central do USA (Centcom), mais de 900 pessoas, apresentadas por ele como “combatentes do Estado Islâmico”, foram mortas desde 17 de outubro.

Neste número certamente soma-se habitantes locais e massas em geral, pois, conforme analisamos correntemente em AND, as massas que habitam aquela região têm empunhado suas armas e combatido as genocidas forças ocupantes na ânsia por libertação.

Baixas nos invasores e resistência

Ainda segundo o relatório apresentado pelo general ianque citado, 57 soldados iraquianos foram aniquilados e 255 feridos pela resistência. Os mercenários peshmergas também sofreram baixas: 30 aniquilados e 100 feridos.

As forças ocupantes, segundo informações de jornalistas que acompanham a ofensiva criminosa em terreno, estão se movendo com extrema cautela e reina um clima de temor, dadas as exitosas emboscadas realizadas pela resistência das massas. Campos de petróleo foram incendiados para dificultar o avanço das tropas. Túneis subterrâneos secretos e táticas guerrilheiras têm imposto também derrotas aos invasores.

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Sudão do Sul: Ocupantes encurralados

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Condição colonial atiça ações das massas
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Ante as vitoriosas emboscadas e ataques das massas, as potências imperialistas envolvidas na ocupação do Sudão do Sul, principalmente China e o Japão, têm tomado grande prejuízo.

Desde sua divisão, o Sudão do Sul tem se convertido num grande butim onde várias potências imperialistas intervêm pelas reservas de petróleo ali existentes, chegando ao ponto de ser um território ocupado militarmente por várias forças imperialistas. Estas atuam, claro, em conluio e pugna durante todo o tempo e são frequentemente fustigadas pelas massas, que anseiam e combatem de armas em punho pelo fim do massacre colonial.

Dadas as derrotas militares e fracassos operacionais – não exclusivos do Japão –, este último aprovou um plano de impulsionar as operações militares naquela região com fins a proteger seus interesses, relacionados principalmente com investimentos em infraestrutura.

Expressando o nível da pugna entre as forças imperialistas ali atuantes, o ministro da Defesa do Japão, Tomomi Inada, questionado se as tropas japonesas auxiliarão outras forças imperialistas ali encurraladas pelas massas em armas, afirmou: “O governo japonês não prevê tropas japonesas resgatando outras tropas estrangeiras”. Semanas antes, o mesmo governo declarou que expandirá base militar em Djibouti, na África Oriental, para contrarrestar a investida e penetração chinesa naquela região.


Mali: 7 ocupantes aniquilados

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Veículo da ONU destruído pela resistência

Em mais uma série de contundentes ataques contra as tropas de ocupação da ONU, 7 soldados foram aniquilados pelas forças da resistência nacional no Mali, segundo noticiado pela imprensa neste 7 de novembro.

Os ataques ocorreram na região central de Mopti, através de emboscada que contou com uma mina improvisada, sucedida de intenso combate armado.


Ocupantes preocupados

Um relatório da ONU declarou “preocupante” a situação de sua ocupação no Mali. Desde o começo do ano, foram mais de 30 soldados aniquilados, número superior ao de qualquer outra ocupação revestida de “missão de paz”.

Dada a inegável adesão de setores das massas à resistência nacional armada, a ONU admitiu os absurdos crimes cometidos por suas tropas, tais como torturas e abuso sexual contra mulheres e crianças.


Congo: Emboscada fere 32 ocupantes

Um ataque à bomba emboscou e impôs contundente baixa às tropas ocupantes da ONU a serviço do imperialismo, principalmente ianque. Mais de 32 soldados, provenientes da Índia, acabaram feridos neste episódio, no leste da República Democrática do Congo. Nenhum grupo reivindicou o ataque. A emboscada ocorreu quando os soldados das tropas genocidas faziam exercício matinal na cidade de Goma.

Atualmente, o imperialismo ianque e seus sócios temporários mantêm estacionados 18 mil soldados e funcionários provenientes de vários países na ocupação do Congo, revivendo os tempos coloniais sob o hipócrita manto de “restabelecer a paz”.

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