Capitalismo burocrático e mineração (Introdução)

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A mineração é uma das maiores atividades econômicas do mundo e também um dos termômetros do grau de semicolonialidade da maioria dos países, que têm sua economia baseada na exportação de bens primários, como produtos agrícolas e extrativistas.

Nas últimas décadas tem-se observado um aumento no número de conflitos, principalmente nos países dominados, que opõem, de um lado, os velhos Estados e as empresas mineradoras e, do outro lado, as populações, em geral camponesas e indígenas, que são despojadas de suas terras e/ou meios de subsistência, como esgotamento de fontes de água, desertificação, contaminação do solo e inúmeras outras consequências.

No processo de desenvolvimento do capitalismo burocrático nos países semicoloniais, se reservou um papel especial para a exploração da mineração, pois essa atividade se encontra amplamente dominada por monopólios transnacionais ou por grandes empresas de capital nacional/estatal, porém profundamente integradas à dominação imperialista, ou seja, realizam o trabalho duro da extração, mas deixam as etapas que agregam maior valor ao produto a cargo da exploração estrangeira.

Na sua contínua luta pela repartilha do mundo as potências imperialistas buscam conquistar novos mercados e fontes de matérias-primas, lançando o mundo na direção de uma conflagração de grandes proporções.

A mineração, por envolver desde a água até o petróleo, passando por elementos radioativos e metais preciosos e estratégicos, ganha maior relevo quando compreendemos que, pela sua própria dinâmica, o imperialismo elegeu os países do sudeste da Ásia, além da China e da Índia, com maior concentração demográfica – e consequente abundância de força de trabalho barata – para concentrar a produção de peças e montagem de seus produtos, principalmente os de alta tecnologia. As demais regiões dominadas do planeta, notadamente a América Latina e a África, consolidam sua posição de fornecedores de matérias-primas e alimentos nessa imensa cadeia produtiva sob controle imperialista, principalmente do USA.

A extração mineral passou por um período de intensa expansão desde o início da década de 1990. Dados da SNL Metal & Mining, uma espécie de consultoria do setor, dão conta de que os investimentos globais em atividades de exploração subiram de 1,2 bilhão de dólares em 1992, para 20,5 bilhões de dólares em 2012, decaindo depois para 11,4 bilhões de dólares em 2014.

Essa escalada de investimentos foi facilitada também por uma conjuntura favorável, configurada na disposição dos gerenciamentos semicoloniais se desfazerem de empresas estatais ou de capital misto que se dedicavam à atividade extrativista. De quebra, grandes jazidas minerais também foram desnacionalizadas.

E como se distribuem esses investimentos? Segundo a mesma SNL Metal & Mining: América Latina – 27%; América do Norte – 21%; Sudeste da Ásia e Pacífico (incluindo Oceania) – 17%; África – 16%; Resto do mundo (incluindo Europa, Rússia e China) – 19%.

Com exceção dos países imperialistas, pode-se dizer que a maior parte dos investimentos é estrangeira e, mesmo nos casos de capitais nacionais em alguns países, a atividade extrativista se volta a atender as necessidades do imperialismo.

Um outro aspecto que deve ser considerado é que a maioria dos minerais são commodities, ou seja, produtos com preços determinados pelo “mercado mundial”. Isso equivale a dizer que o comprador determina o preço da mercadoria. Esses preços variam não apenas conforme o “humor” do mercado, mas também são manipulados para causar prejuízos a certas economias e favorecer uma ou outra potência na disputa interimperialista.

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