Editorial - Pôr abaixo Temer e barrar suas medidas antipovo e vende-pátria

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Neste ambiente de putrefação generalizada nos três podres poderes da semicolônia, gerado por fermentações purulentas em todas as esferas do velho Estado brasileiro, a saída encontrada pelo imperialismo e as classes dominantes lacaias colocando Temer e sua quadrilha no gerenciamento do mesmo, deu com os burros n’água. A emenda foi pior do que o soneto. Temer está apoplético diante das cobranças do PSDB, principal representante dos banqueiros dentro do Partido Único, para fazer passar o pacotaço antipovo e vende-pátria.

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É um “jogo de vale tudo” como vimos no conchavão em torno da manutenção de Renan Calheiros à frente do Senado. Neste caso prevaleceu o conluio, entretanto, a pugna é o principal. Engalfinhados, os grupos de poder fazem de tudo para salvarem-se do verdadeiro tsunami em que se transformou o reflexo da crise do imperialismo no país como aguda crise geral do capitalismo burocrático. Vale até jogar “vossas excelências” na arena da “Lava Jato”.

Mas, se tudo estava ruim com o gerenciamento oportunista, os 100 dias sob a direção do bando peemedebista fizeram desabar todos os índices: emprego, PIB, produção industrial, expectativa dos consumidores e dos empresários. Frente a tais indicadores, os “abutres” do mercado, representantes do imperialismo, da grande burguesia (principalmente das finanças), e do latifúndio, passaram a tramar novos distúrbios.

Um ministério composto de crápulas, coordenados pelo latifundiário e chefe de pistoleiros, Padilha, é um verdadeiro telhado de vidro para quem deseja estilhaçá-lo. Até o homem indicado pelo FMI e o Banco Mundial, o quase caquético Meireles, está vulnerável diante do insucesso de seu projeto.

De repente, Meireles passou a ser fritado e, tal como acontece no futebol, quando o presidente do time diz que o técnico está prestigiado, é porque ele já está no olho da rua. E neste caso o próprio presidente está prestes a perder o emprego diante do mau resultado obtido em sua “ponte para o futuro”. Os percalços são tantos que aconteceu o que FHC, personagem do “Consenso de Washington”, isto é, conselheiro lacaio do império ianque, mais temia: a pinguela desabou.

Temer e sua pretensa “ponte para o futuro” que desaba a olhos vistos serão brevemente substituídos por outra solução por ordem dos mesmos que tramaram nos gabinetes, nos monopólios de imprensa e nas ruas a sua ascensão com o impeachment de Dilma. Esta foi alijada no objetivo de aplacar o clamor anticorrupção das classes média e, com isto, pôr um paradeiro na “Operação Lava jato”, que para eles já foi longe demais e ameaça o país com o abismo. Basta ler os editoriais dos principais meios de comunicação e suas reportagens exclusivas com baldes de denúncias de delatores da “Lava jato” e se concluirá que Temer já é passado. Problema de difícil solução nos marcos constitucionais é: quem por direito não estaria nas listas das empreiteiras? Qualquer das opções aventadas chafurda no esgoto da Odebrecht ao lado de Cunha, Maia, Renan, Serra, Aécio, Cabral, Alckmin, Luiz Inácio, et caterva. Em meio a tanta podridão, como será a situação dos membros das instâncias e cortes da justiça?

As ruas estão indóceis com enfrentamentos que apontam para a elevação da justa violência das massas em resposta à brutal repressão do Estado, em todos os níveis, ao protesto popular. O Rio de Janeiro, mais uma vez, foi o palco e a vitrine da ação das massas e da reação do gerenciamento estadual à justa reivindicação dos servidores públicos por seus salários e seus direitos. Cenas que deverão repetir-se nos demais estados e municípios país afora.

Independentemente de quem ocupe o gerenciamento e as altas burocracias deste velho Estado, na atual marcha dos acontecimentos em que o país vai sendo arrastado para a convulsão social, o único recurso das classes dominantes de grandes burgueses e latifundiários serviçais do imperialismo para manter o controle do poder será o incremento da violência reacionária, brutal e covarde contra as massas em luta por seus direitos pisoteados. A crise política já é uma crise não só de legitimidade do governo, mas uma crise de autoridade de todo o sistema político legal vigente, de suas instituições e de seus agentes.

Mais que nunca, este é o momento para os revolucionários conclamarem a todas as pessoas e movimentos populares seriamente comprometidos com a causa democrático-revolucionária, em defesa da classe operária, do campesinato e de todo o povo oprimido, a engrossarem a luta de resistência contra as medidas antipovo e vende-pátria em votação no congresso, contra o golpe fascista em marcha, abandonando as ilusões eleitorais com o incremento do protesto popular através da greve geral e ondas de tomadas de terras dos latifúndios, propagandeando e avançando a luta pela Revolução Democrática, Agrária e Anti-imperialista.

 

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