Novo governo ianque aumenta agressão aos povos

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O novo governo ianque, chefiado pelo arquirreacionário Donald Trump, atendendo ao chamado do establishment, toma já as suas primeiras medidas no sentido de incrementar o assalto às nações oprimidas do terceiro mundo, a guerra de agressão e rapina contra estas, visando combater, com o genocídio e a violência mais cruenta, as lutas de resistência nacional das massas nestas nações. Tudo para dar sobrevida a este já apodrecido sistema de exploração e opressão que reina sobre a Terra.

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Bombardeio ianque destroi cidade Yakla, 29/01

“As particularidades políticas do imperialismo são a violência e a reação em toda a linha”, disse o grande Lenin na sua genial obra Imperialismo, fase superior do capitalismo, publicada em 1916. Hoje, pouco além do completar de seu centenário, a tendência absoluta do imperialismo é a ainda mais criminosa violência, o genocídio e a reação. Por conta disso que afirmamos em AND nº 180, nas palavras da Associação de Nova Democracia (Hamburgo, Alemanha): “O próximo governo ianque será, com relação ao atual, ainda mais reacionário, genocida e descarregará mais fome, repressão e morte sobre os operários e o povo norte-americano”. Trataremos, em síntese, de listar as recentes manobras deste novo governo ianque contra as nações oprimidas, particularmente no Oriente Médio.

Odiosa agressão ao Iêmen

A nação iemenita foi a primeira vítima deste novo governo chefiado pelo bandido Trump. O exército ianque atacou, neste 29 de janeiro, o município de Yakla, no centro do Iêmen, utilizando-se de bombardeios lançados covardemente por drones e helicópteros de guerra Apache, sob o falso e ensanguentado manto de “guerra ao terrorismo”.

A informação veiculada na imprensa dá conta de 14 pessoas assassinadas por este covarde ataque ianque. As vítimas foram prontamente acusadas de serem “suspeitos de vinculação à Al-Qaeda”. Os alvos dos bombardeios incluíam uma escola e uma mesquita (casa religiosa do islamismo).

No entanto, as massas agredidas vêm revidando a agressão imperialista. Nesta operação os ianques sofreram baixas humanas e materiais. Um dos seus soldados acabou aniquilado no combate, além de outros 4 feridos. Uma aeronave militar ianque teve que realizar pouso forçado por danos, e testemunhas afirmam que um helicóptero Apache foi derrubado. Ambos acontecimentos são resultados dos combates com a resistência nacional.

Em nota de imprensa emitida pela Al-Qaeda na Península Arábica (AQPA), há a denúncia de que foram, na realidade, 30 o número de vítimas fatais desse criminoso ataque ianque e que nenhuma delas pertencia às fileiras desta organização.

Este ataque vem demonstrar que contra o imperialismo não há leis ou direitos humanos que valham, pois estes podem, impunemente, converter eventuais “suspeitos” em alvos certeiros de seus bombardeios indiscriminados e contra a população civil de um país saqueado. Estas são as “particularidades políticas do imperialismo”: a violência e a reação, como afirmou Lenin.

No Iraque, guerra contra as massas

No Oriente Médio, especialmente no Iraque, este novo governo ianque deverá prosseguir a cartilha do establishment de concentrar todas as forças para liquidar os grupos armados que têm imposto limites às suas pretensões de domínio absoluto sobre a região, como o Estado Islâmico e outros.

A guerra contra as massas iraquianas que resistem com luta armada, sob o manto de “guerra ao Estado Islâmico”, está se debruçando na disputa pela importante cidade de Mosul.

A parte oriental da cidade continua sendo alvo dos ianques, que mobilizando seus lacaios e carne de canhão (exército iraquiano, organizações curdas, milícias xiitas apoiadas por Irã/Rússia etc.), aplica o verdadeiro terror contra as massas que resistem na parte ocidental de Mosul. As duas forças em combate estão divididas pelo rio Tigre, que corta Mosul.

Tudo isso se soma ao fracasso operacional desta etapa da guerra imperialista movida pelo USA, pois pensavam, ao início da ofensiva, que tomariam Mosul até o fim de 2016. Agora afirmam demandar mais 3 meses de combates. Explosões de carros-bombas e contra-ataques surpresas empreendidos após longos e cansativos combates têm sido a estratégia adotada pela resistência armada das massas contra a investida ianque.

Conluio e pugna ianque-russo na Síria e Ucrânia

Em comunicado oficial neste 28 de janeiro, o governo russo chefiado pelo mafioso Vladimir Putin informou o novo conluio estabelecido com o novo governo ianque chefiado por Trump na Síria.

“Os presidentes decidiram forjar uma autêntica coordenação entre russos e norte-americanos com o objetivo de destruir o Estado Islâmico e outros grupos jihadistas na Síria”, afirma o comunicado.

Isso é mostra de uma outra postura dos russos na pugna quanto à Síria e um afrouxamento no seu apoio ao semicolonial gerente Bashar Al-Assad, sinalizando uma relativa concessão aos ianques quanto a seus planos imediatos na região.

Isso se explica na análise que reproduzimos da Associação de Nova Democracia (Hamburgo, Alemanha): “Os imperialistas russos esperam que a nova administração ianque facilite a negociação com respeito a Ucrânia e às sanções econômicas; em troca, como já temos anotado repetidas vezes, os imperialistas russos estariam dispostos a fazer as concessões correspondentes aos imperialistas ianques no Oriente Médio Ampliado”.

Para os russos isso é principal a ponto de ceder parte da sua influência na Síria, pois as sanções impostas pelo USA e União Europeia, quando de sua atuação no conflito da Ucrânia, debilitam a economia e isto ameaça sua condição de superpotência no plano estratégico. Sua economia é extremamente dependente da exportação de gás, petróleo e dos empréstimos dos bancos ianques e europeus, ademais da tecnologia à produção energética que provêm também destes países.

Uma possível saída planteada pelos russos a ser apreciada pelos ianques seria a partilha e divisão da nação síria, atentando, como de sua natureza imperialista, contra a autodeterminação e a soberania da nação síria. Isto viria a comprovar que, se uma nação aspira a liberdade e a independência, não há que se submeter a nenhum fração do imperialismo.

Os ianques, no entanto, logo após o conluio, incrementam a pugna também pelas regiões tomadas por Rússia no leste da Ucrânia. No dia 31 de janeiro, comunicados emitidos pelas duas bandas em disputa (gerenciamento semicolonial ucraniano, serviçal dos ianques versus forças pró-imperialismo russo) revelaram uma escalada da violência, com a morte de 40 pessoas e mais de 100 feridos, entre civis e soldados, na região de Donbass, ao leste da Ucrânia. A disputa tem se dado pela cidade industrial de Avdiivka.

Os ianques têm pressionado os russos com a possibilidade de conceder um alívio nas sanções, desde que, primeiro: os russos cedam posições na Síria (tendência); segundo: cessem o financiamento aos grupos armados que têm atuado sob seu bastão de mando naquela região.

As declarações da embaixadora ianque na ONU são reveladoras nesse sentido: “Queremos melhorar nossas relações com a Rússia, mas a situação extrema no leste da Ucrânia é uma condenação clara e forte das ações russas”, insinuou Nikki Haley.

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