Lutas de Libertação Nacional

Palestina: Juventude enfrenta o Estado de Israel

Uma escalada de violência foi testemunhada na Faixa de Gaza pela ação criminosa das forças sionistas do enclave Israel, que têm sido cada vez respondidas pela resistência do povo palestino.

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Protesto contra decisão de tribunal militar, exige punição para Elor Azaria

Em 9 de fevereiro, jovens manifestantes palestinos protestaram contra as constantes provocações do exército sionista no campo de refugiados de Ayda, ao norte de Belém. Num ato de heroísmo combatente, durante o protesto jovens atiraram um coquetel molotov na base militar sionista próxima à mesquita Bilal Ibn Rabah, também chamada de Túmulo de Rachel. Não houve registro de feridos.

Em seguida, as sanguinárias tropas sionistas invadiram o campo de refugiados mais uma vez e dispararam suas armas de guerra contra os moradores palestinos. Dois jovens foram detidos, identificados como Rani Abu Aker e Saeb Amarneh.

Também próximo a Belém, na aldeia de Doha, ao sul da Cisjordânia, houve novos episódios de resistência da heroica juventude palestina. Em 21 de fevereiro, tropas do exército sionista invadiram a aldeia, saquearam as casas e agrediram covardemente os moradores desarmados sob a alegação de que estariam procurando ex-prisioneiros para deporem ao serviço de inteligência sionista. Os jovens empreenderam dura resistência, atacando os criminosos soldados sionistas com paus, pedras, garrafas e o que tinham a mão.

Em Nablus, no mesmo dia, tropas sionistas também invadiram casas e disseminaram a violência contra os moradores, que reagiram e houve confrontos. Os soldados sionistas atiraram com suas armas de guerra contra os moradores e destruíram casas, mas acabaram expulsos pela resistência.

Ainda em 21 de fevereiro, no campo de refugiado de Al-Alm’ari, em Ramallah, episódios semelhantes ocorreram, com invasões e agressões perpetradas pelo exército sionista. Os moradores resistiram com paus, pedras e intensos combates foram travados. Cinco jovens palestinos foram detidos.

Também em Ramallah, neste 4 de março, confrontos ocorreram entre jovens manifestantes palestinos e militares israelenses que se estabelecem na região. Os palestinos realizavam protesto e haviam bloqueado a estrada que dá acesso à colônia sionista de Halamish, quando os colonos atacaram os jovens.

Há registros de agressões e resistência nas cidades de Qalqilia, Tulkarem, Jenin e Jerusalém, onde, ao todo, oito palestinos foram presos.

Impunidade escancara genocídio sionista

O soldado do exército sionista Elor Azaria, duplo cidadão francês e israelense, foi condenado a apenas 1 ano e 6 meses de prisão por um tribunal militar pelo brutal e covarde assassinato de Abdel Fattah al-Sharif, em Hebron, na Cisjordânia ocupada. O jovem palestino foi executado a sangue frio após ter sido desarmado e rendido, para logo ser alvejado covardemente por um disparo na cabeça. Este é um absurdo crime condenável mesmo em situações de guerra.

A pena de 1 ano e 6 meses, concebida por um condescendente tribunal militar, demonstrou ao mundo a escandalosa impunidade que proporciona o Estado sionista de Israel aos crimes de guerra cometidos por ele contra o povo palestino.

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