Os imigrantes e a ruína do imperialismo

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A tal onda migratória de massas vindas principalmente das nações agredidas no Oriente Médio e norte da África, fugidas da desgraça causada pelas guerras de saqueio promovidas pelos imperialistas ou da miséria fruto da dominação colonial ou semicolonial, continuam batendo às portas da Europa.

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Imigrantes são levados em trens para campos de contêineres

Tal como afirmou o AND, as potências imperialistas demandam incorporar força de trabalho imigrante em seu mercado de trabalho, dado o envelhecimento da população nesses países. A admissão de imigrantes também lhes serve para extrair lucro máximo do trabalho do proletariado rebaixando os não-nativos: neste sentido, a onda migratória é uma necessidade do imperialismo. Ao mesmo tempo, os governos reacionários agitam o chauvinismo e o nacionalismo burguês como “os imigrantes roubam empregos” etc. para dividir o proletariado, enfraquecer suas lutas, conjurar a revolução e ampliar a exploração.

No entanto, refugiados e imigrantes, provenientes especialmente das nações agredidas pelas guerras de rapina promovidas pelo imperialismo, quando submetidos a mais profunda exploração nas entranhas das potências imperialistas se rebelam, agitam a luta de classes nesses países e frequentemente promovem atos de guerra contra todo o quadro de opressão, como ataques a bomba – chamados de “atentados” pelo monopólio de imprensa. É o que se denomina de “a guerra imperialista regressa a casa”.

Crimes contra refugiados na Hungria

O parlamento reacionário e semicolonial húngaro aprovou, neste 7 de março, uma absurda lei que ordena aprisionar em precários contêineres todos os refugiados que solicitaram asilo no país enquanto durar a avaliação de seus pedidos. Esta criminosa lei não poupa sequer crianças, que também serão detidas.

Segundo as próprias normas dos órgãos do imperialismo, como a ONU e a UE, não se pode deter refugiados ou solicitantes de asilo exceto em justificadas circunstâncias relativas à segurança, somente após terem sido adotadas outras medidas menos agressivas para alcançar tal objetivo. Já no caso das crianças, é proibido sua detenção em qualquer circunstância.

O velho Estado húngaro já havia anunciado outras medidas tão absurdas quanto. Uma nova cerca com câmeras e sensores, com um custo de 123 milhões de euros, está sendo construída na fronteira com a Sérvia com o objetivo de barrar criminosamente a entrada de refugiados. O anúncio ocorreu neste 27 de fevereiro pelo “governo” húngaro.

Por trás de tudo isso estão as potências imperialistas. A União Europeia, sob direção do imperialismo alemão, tem atribuído aos países da periferia da Europa, como por exemplo Hungria e Turquia, a tarefa de peneirar os refugiados que anseiam chegar até as potências como Alemanha e França. O objetivo é permitir a chegada apenas dos refugiados com formação técnico-profissional que sirvam ao mercado de trabalho das potências imperialistas; e reter e descartar os demais, em condições de profunda miséria.

As medidas chauvinistas de Trump no USA

No USA não é diferente. Com suas medidas “anti-imigrantes” o arquirreacionário Trump busca tão somente agitar chauvinismo entre o proletariado, principalmente sua camada mais abastada, com a gritaria histérica de “combate ao terrorismo” e “combate ao islamismo radical”, e ganhar, através do populismo, a aprovação desta camada ao seu governo.

Por isso, embora incorpore imigrantes no país, o imperialismo há de incrementar a repressão. Nesse sentido, o FBI informou que está investigando 300 pessoas admitidas nos Estados Unidos como refugiadas, para evitar “atentados”. Isto vem a confirmar a tese planteada por AND de que “os países imperialistas são cárcere para o povo” e de que necessitam cada vez mais incrementar seus aparatos de guerra contra o povo no seu próprio país.

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