Vivendo o cotidiano do povo

Ator carioca que já viveu personagens de cunho social, próximos da sua própria realidade, Alexandre Rosa Moreno teve sua origem no teatro, e se destacou também no cinema e TV. Vencedor do prêmio Cesgranrio de Melhor Ator, pela atuação na peça A cuíca do Laurindo, Alexandre vive uma história que faz parte do cotidiano do povo carioca das favelas.

http://www.anovademocracia.com.br/185/19a.jpg

— Sou filho do subúrbio e da Zona Oeste do Rio, nasci em Madureira e fui criado em Guadalupe. Aos 13 anos fui morar em Jacarepaguá, onde vivo até hoje. Meu primeiro contato de fato com a arte foi em 1984, quando tinha 15 anos de idade, através do pai de uma amiga de colégio. Ele me convidou para fazer figuração no filme ‘Águia na Cabeça’, do cineasta Paulo Tiago – conta Alexandre Moreno.

— O contato foi também, nesse mesmo período, através da professora de história Marli Gama, de uma escola municipal onde eu estudava, e encantado com o mundo mágico do teatro, aos 16 anos resolvi estudar no Tablado e nunca mais deixei os palcos. Minhas principais influências foram Marli Gama, Sérgio Thelency e meus professores do teatro Tablado, que sempre acreditaram em mim – continua.

Ele teve também um intenso contato com a música, que hoje ajuda a completá-lo na profissão de ator.

— Acredito que o despertar da musicalidade se deu através de meu pai, que tocava violão quase todos os dias em casa para gente ouvir. Mas esse despertar também se deu com o grave das caixas de som da equipe Black Music, dos meus tios e com o encantamento dos atabaques dos terreiros de candomblé que frequentei com meus avós – fala.

— Tive algumas bandas na juventude, cantei em alguns eventos musicais e teatrais. Componho e canto, também toco alguns instrumentos de percussão e tenho dois discos gravados com a banda Comboio23 – continua.

Alexandre já participou de muitos trabalhos, entre eles está o filme de cunho social Uma Onda no Ar, filme inspirado na história real dos jovens que montaram a Rádio Favela, uma rádio comunitária na favela Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte (MG), e que trata da realidade de um povo brasileiro oprimido.

— Foi uma experiência maravilhosa em todos os sentidos esse filme. Primeiramente foi o fato de estar contando a história de uma comunidade pobre de Belo Horizonte, que se organizou, através da comunicação do rádio, contra a violência e o descaso de um Estado autoritário, no finalzinho da ditadura militar – relata.

— O filme mostrou com isso que através da união e da resistência podemos transformar nossa realidade. É muito importante e necessário um filme como Uma Onda no Ar, porque a arte pode ter um papel fundamental como resistência e consciência para a visibilidade das questões sociais e políticas. É através desse tipo de filme que o povo se reconhece e se vê representado como sujeito de sua história – defende.

— Nunca vivi diretamente em uma comunidade, mas vivo num bairro cercado delas, onde transito e tenho alguns amigos e conhecidos. E já tive contato com rádio comunitária, sendo programador e locutor de uma em Jacarepaguá, isso aos 17 anos de idade – recorda.

NÃO SAIA AINDA… O jornal A Nova Democracia, nos seus mais de 18 anos de existência, manteve sua independência inalterada, denunciando e desmascarando o governo reacionário de FHC, oportunista do PT e agora, mais do que nunca, fazendo-o em meio à instauração do governo militar de fato surgido do golpe militar em curso, que através de uma análise científica prevíamos desde 2017.

Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

Nunca recebemos um centavo de bancos ou partidos eleitoreiros. Todo nosso financiamento sempre partiu do apoio de nossos leitores, colaboradores e entusiastas da imprensa popular e democrática. Nesse contexto em que as lutas populares tendem a tomar novas proporções é mais do que nunca necessário e decisivo o seu apoio.

Se você acredita na Revolução Brasileira, apoie a imprensa que a ela serve - Clique Aqui

Edição impressa

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Avenida Rio Branco 257, SL 1308 
Centro - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303
E-mail: [email protected]

Comitê de Apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro

E-mail: [email protected]om
Reuniões semanais de apoiadores
todo sábado, às 9h30

Seja um apoiador você também:
https://www.catarse.me/apoieoand

Expediente

Diretor Geral 
Fausto Arruda (licenciado)
Victor Costa Bellizia (provisório)

Editor-chefe 
Victor Costa Bellizia

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas (In memoriam)
Fausto Arruda
José Maria Galhasi de Oliveira
José Ramos Tinhorão (In memoriam)
Henrique Júdice
Matheus Magioli Cossa
Paulo Amaral 
Rosana Bond

Redação
Ana Lúcia Nunes
João Alves
Taís Souza
Gabriel Artur
Giovanna Maria
Victor Benjamin

Ilustração
Victor Benjamin