Professor democrático condenado à prisão perpétua

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‘Liberdade para Saibaba’

Dezenas de mobilizações, pronunciamentos públicos e manifestações foram realizados em todo o mundo, atendendo ao chamado da Campanha internacional pela liberdade de G.N. Saibaba, denunciando a absurda condenação do mesmo à prisão perpétua neste 8 de março, pelo judiciário do velho Estado indiano. Além de Saibaba, outros quatro ativistas democráticos foram condenados a mesma pena, entre eles um jornalista e um estudante.

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Camponeses erguem faixas em defesa de Saibaba, cidade de Manga, Norte de Minas

G.N. Saibaba é professor da Universidade de Delhi, destacado e prestigiado intelectual democrata e defensor irrenunciável dos direitos do povo. Sempre teve papel ativo nas denúncias das atrocidades cometidas pelo velho Estado indiano contra camponeses e povos tribais, sob a vestimenta de “guerra aos maoístas”. Saibaba agora é acusado de vínculos com o Partido Comunista da Índia (Maoísta) e esta acusação é a base de sua condenação.

O Comitê pela Libertação dos Presos Políticos (CLPP) da Índia emitiu declaração, no qual apontou incoerências jurídicas, o que deixa claro o teor político e farsesco do processo e condenação. “Todos os itens eletrônicos supostamente apreendidos na residência de G.N. Saibaba não foram selados [...] Nenhum procedimento foi seguido quando o material foi entregue ao departamento forense, dando à polícia um amplo espaço para adulterar os dispositivos eletrônicos”, denuncia a nota. Este fato criou condições para se forjar falsas provas contra o professor G.N. Saibaba.

“É importante que todas as forças democráticas levantem sua voz contra tal vilificação dos condenados. Apenas a resistência a tais tentativas de criminalização de ideias e associações pode garantir justiça aos perseguidos políticos”, conclui o CLPP.

Irmão denuncia precária saúde de Saibaba no cárcere

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O irmão do professor G.N. Saibaba, G. Ramdevudu, o visitou na prisão central de Nagpur, onde está a cumprir a criminosa sentença de prisão perpétua. Segundo o mesmo, Saibaba aparentou estar fisicamente frágil e as condições impostas pela ocasião não lhe permitiu observar sequer seu rosto.

Na masmorra do velho Estado, o professor Saibaba – que sofre de pancreatite – não está recebendo uma dieta adequada para sua precária saúde, o que tem provocado vômitos e mal-estares contínuos, segundo denunciou seu irmão.

Ampla campanha exige sua libertação

Na Índia, em 11 de março, várias organizações estudantis realizaram uma agitação para exigir a libertação do professor Saibaba e dos outros 4 condenados, na cidade de Delhi. Quatro dias depois, na Universidade de Delhi (onde Saibaba é professor), várias organizações democráticas e populares realizaram outro vigoroso protesto com faixas, agitação e comício. O crítico cultural, escritor e analista democrático P.V. Vijay Kumar também emitiu pronunciamento público contra a sentença reacionária.

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GN Saibaba recebe o título de Doutor

A Frente Democrática Revolucionária (FDR) emitiu importante comunicado e chamou os democratas, progressistas e o povo a unir-se na campanha pela libertação de Saibaba e demais perseguidos políticos. A FDR defendeu-se da acusação do tribunal em questão, segundo o qual a mesma seria uma organização de frente do PCI (Maoísta) – uma perniciosa tentativa de criminalizar e ilegalizar os democratas de toda a Índia. “A FDR apela ao povo, organizações democráticas, indivíduos, organizações de massas e partidos políticos a construir um amplo movimento democrático”, conclui.

O PCI (Maoísta) convocou uma greve geral nacional pela libertação de Saibaba, para o dia 29 de março.

Na Alemanha, neste 12 de março, ocorreu em Hamburgo uma manifestação pela libertação dos presos políticos, que contou com a participação de revolucionários alemães e turcos. A manifestação destacou a condição do revolucionário turco Musa Asoglu, detido e encarcerado em dezembro de 2016, e a do prof. G.N. Saibaba. Uma grande faixa em alemão exigia: “Liberdade para GN Saibaba!”.

Em Bangladesh, o Movimento Estudantil de Jovens Revolucionários realizou um importante ato em defesa do professor Saibaba, pela anulação desta criminosa sentença e fim das perseguições aos outros 4 perseguidos políticos.

No México, A Corrente do Povo “Sol Rojo” também emitiu pronunciamento em defesa do professor Saibaba.

Na Galícia, Estado espanhol, o Comitê galego de Apoio à Guerra Popular na Índia se solidarizou e clamou uma ampla campanha em sua defesa. A ILPS (Liga Internacional dos Povos em Luta, sigla inglês) fez o mesmo em comunicado emitido em 8 de março.

Na Grécia, a organização Resistência Popular – Cooperação da Esquerda Anti-imperialista emitiu pronunciamento em condenação à absurda sentença do judiciário indiano e em apoio ao prof. G.N. Saibaba.

Na Grã-Bretanha, a Associação de Trabalhadores Indianos naquele país também se pronunciou assim que anunciada a sentença, e aderiu ao chamado da Campanha Internacional pela Libertação de Saibaba. “Condenamos as sentenças dadas ao professor Saibaba, Prashant Rahi, Hem Mishra, Pandu Narote, Mahesh Tirki e Vijay Tirki”, frisou a entidade em comunicado.

No Brasil, além dos pronunciamentos da Liga Operária e do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos (Cebraspo) noticiados no Blog da Redação de AND, houve diversas mobilizações e comícios em várias cidades exigindo a libertação do professor G.N. Saibaba.

A Unidade Vermelha – Liga da Juventude Revolucionária e o Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR) lançaram panfleto conjunto denunciando a criminosa sentença.

Em São José dos Pinhais (região metropolitana de Curitiba, PR), neste 11 de março, o Movimento Feminino Popular (MFP) realizou celebração por ocasião do 8 de Março, onde exigiu-se a libertação de Saibaba. As jovens e mulheres revolucionárias exibiram um cartaz com a consigna Liberdade para o Dr. GN Saibaba!

Em Manga (Norte de Minas de Gerais), no dia 20/03, durante exitoso encontro do MFP, os camponeses se reuiniram para exigir a libertação do prof. Saibaba. Um cartaz  e uma faixa foram estendidos. Na faixa, lia-se: Longa vida à heróica resistência do povo advasi e todos os camponeses indianos! (Liga dos Camponeses Pobres).

No Rio de Janeiro, no dia 21, ativistas da Frente Revolucionária de Defesa dos Direitos do Povo (FRDDP), do MEPR, Cebraspo e MFP estenderam uma grande faixa com os dizeres: Liberdade incondicional para o prof. Saibaba!

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