Arte quase escondida resiste

Sem condição de viver profissionalmente da sua arte, muitos brasileiros são obrigados a trabalhar oito horas por dia em outras áreas. Porém, assim como o flautista Álvaro Carrilho, entrevistado na edição de AND nº 17, que só pôde dedicar-se totalmente à flauta e ao choro depois de se aposentar, as dificuldades não conseguem barrar a determinação e ideologia destes que lutam por mudança dessa realidade se apresentando sempre que possível.

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Gilson Gilsão

– Embora não viva de música me considero profissional, pois posso não ser o melhor, mas, me baseando nos artistas que vejo por aí, percebo que não deixo à desejar. Sou protético, gosto do meu trabalho, mas, amo música Talvez um dia eu viva só de música, no momento é muito complicado para fazer isso, por questões financeiras – conta o mineiro Gilson Gilsão.

– Sou de contagem e moro em Ibirité [MG]. Na adolescência meu irmão ganhou um violão e não deu a mínima importância, mas esse violão passou a ser parte da minha vida. Desde que o peguei até hoje não houve um dia que o deixei de lado, inclusive toquei bastante nas noites e ainda toco, mas com menos intensidade – fala.

Gilson tem uma banda, atuando na mesma como violonista e vocalista.

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Rafael Levy

– Tudo começou quando muitos anos atrás me juntei a 4 rapazes para fazer um som. Os irmãos Fernando e Rodrigo, no contrabaixo e guitarra, Gil na bateria e Paulo nos teclados. Nesta época tínhamos mais ou menos entre 17 à 25 anos de idade, sou o mais velho – conta.

– Esta formação durou no máximo uns 5 anos e cada um foi para o seu lado. Mais de 10 anos depois os irmãos, baixista, guitarrista e o amigo baterista, pediram para voltarmos com a banda e voltamos. O tecladista, Paulo, perdemos o contato. Nos apresentamos em eventos privados da cidade e outras do interior, e todos temos outra profissão – expõe.

Gilson também é compositor, fazendo normalmente letra e música.

– Já toquei minhas músicas e foram bem aceitas pelo público, mas no momento a banda está mais voltada para fazer cover. A maioria das música que estão em nosso repertório são rock nacional, tocamos também MPB e outros gêneros, músicas que já são conhecidas – relata.

– Mas pretendo tocar minhas músicas também, ir inserindo aos poucos, e pretendo gravar, não temos nada gravado até o momento. Minhas músicas falam sobre política, questões sociais, cultura, amor, um pouco de tudo – continua.

– Tenho uma música que fala sobre a transposição do rio São Francisco, mas ainda não está pronta. Gosto de falar de coisas sérias de uma maneira mais irreverente, faço isso não só na música, como também no trabalho, nas relações – diz.

Dedicação à resistência

– Toco violino, violão, guitarra e bateria, sendo o violino meu instrumento principal. Toquei em uma banda de rock psicodélico, e já compus também, mas não tenho nada gravado, hoje me limito a apenas dar aulas de música – conta o músico carioca Rafael Levy.

– Estava vivendo apenas de música, mas com muitas dificuldades em pagar algumas contas. Infelizmente, tive de parar de dar algumas aulas por causa de um emprego que consegui, mas ainda tenho planos de abrir uma escola de música aqui no Vidigal e implementar um método diferente e criativo de aprender – expõe.

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