Notas Nacionais

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Milhares nas ruas contra ataques à Previdência

A criminosa “reforma” da Previdência pretendida pela gerência de Michel Temer/PMDB tem causado enorme revolta nos trabalhadores e os levado às ruas em massivas manifestações. No dia 15 de março, quando acabávamos de fechar a última edição de AND, como parte de uma mobilização nacional, manifestações foram realizadas em 24 estados e no Distrito Federal. Nossa reportagem acompanhou os protestos no Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, que reuniram centenas de milhares de pessoas, diversas categorias e organizações populares.

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Bloco combativo e classista em Belo Horizonte (Foto: Eduardo Magrão/AND)

As manifestações foram amplamente convocadas e contaram com a participação de organizações classistas e independentes que, além de rechaçar o burocratismo das centrais, denunciaram as medidas do “governo” Temer e se posicionaram contra a farsa eleitoral e em defesa da revolta popular.

No Rio de Janeiro, blocos independentes formados por organizações como o Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR), o Movimento Feminino Popular (MFP), o Movimento Classista dos Trabalhadores em Educação (Moclate), a Unidade Vermelha, o Fórum de Oposições pela Base (FOB), a Rede Estudantil Classista e Combativa (RECC), entre outras organizações e muitos ativistas independentes levantaram suas bandeiras de luta de forma combativa. No fim do ato, os manifestantes enfrentaram a repressão da Guarda Municipal, da polícia e dos capangas da CUT/PT, que partiram para a agressão contra ativistas independentes. A ativista indígena Mônica Lima foi brutalmente agredida por um guarda, sofreu fraturas na perna e teve que passar por uma cirurgia.

Porém, toda a repressão não impediu a revolta popular. Manifestantes destruíram agências bancárias nas Avenidas Presidente Vargas e Rio Branco, atacaram viaturas da polícia e ergueram barricadas em chamas (ver fotos da manifestação na página 11 desta edição).

Em Belo Horizonte, a Liga Operária, o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção de Belo Horizonte (Marreta) e a Luta Popular e Sindical (LPS), juntamente com trabalhadores dos Correios, formaram um bloco classista na manifestação que levou 100 mil pessoas às ruas.

Em São Paulo, mais de 200 mil pessoas tomaram seis quarteirões da Avenida Paulista. O ato também contou com a participação de centrais sindicais chapa branca e até do ex-gerente federal, Luiz Inácio Lula da Silva, que fez seu discurso oportunista e eleitoreiro. Entretanto, estavam presentes setores combativos, independentes e classistas representados por organizações como a Unidade Vermelha – Liga da Juventude Revolucionária (UV-LJR), o MEPR, o MFP, entre outras.

Ainda recebemos a informação de que em Amambai, no Mato Grosso do Sul, indígenas Guarani e Kaiowá protestaram contra os ataques à Previdência. Eles bloquearam com galhos de árvores uma rodovia próxima a Aldeia Amambai.

Em outras cidades também ocorreram manifestações e muitas mobilizações estão sendo convocadas para esta primeira quinzena de abril. As novidades e informações serão divulgadas no Blog da Redação do AND (andblog.com.br) e em nossa próxima edição impressa.


População bloqueia avenidas e ergue barricadas

No dia 20 de março, moradores do bairro Alto Alegre, em Rio Branco, Acre, bloquearam as ruas 7 de Setembro e Paulistana com pedaços de madeira e outros objetos exigindo melhorias na precária infraestrutura da região. A população local denuncia o péssimo estado das ruas, o que causa prejuízos nos pneus dos carros, e o cheiro do esgoto.

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Moradores de Marituba protestam na Praça Matriz, PA (Foto: Rogério Vieira/TV Liberal)

No dia 21, moradores do bairro Rio Comprido, em São José dos Campos, São Paulo, atearam fogo numa barricada na Rodovia Presidente Dutra, durante uma manifestação contra a ordem de desocupação de áreas no bairro.

Em 22 de março, moradores do município de Gravatá, Agreste de Pernambuco, bloquearam a BR-232 com o objetivo de denunciar os atropelamentos na região, além da falta de iluminação. Os manifestantes ergueram e incendiaram uma barricada para fechar a pista.

No mesmo dia, moradores de Marituba, no Pará, bloquearam a rodovia BR-316 contra os transtornos decorrentes do aterro sanitário localizado na região, que recebe todo o lixo doméstico da capital Belém, de Ananindeua e da própria Marituba. Os manifestantes criticaram duramente os problemas de saúde que muitas pessoas vêm sofrendo e denunciaram que o “governo” havia prometido atendimento médico e medidas para resolver a situação, o que não havia sido cumprido até o dia do protesto. Uma outra manifestação já havia sido realizada no dia 17 de março.


PE: Polícia atira covardemente em manifestante

No último dia 17 de março, o jovem Edvaldo da Silva foi baleado à queima-roupa por um agente da Polícia Militar durante uma manifestação realizada por trabalhadores do município de Itambé, na Zona da Mata de Pernambuco, que pediam mais segurança na região.

Edvaldo foi levado para o Hospital Miguel Arraes, em Paulista, onde passou por uma cirurgia de emergência devido ao tiro que atingiu uma veia em sua coxa. As imagens filmadas mostram o rapaz sendo arrastado pelos policiais e, mesmo bastante ensanguentado no chão, ainda leva um soco na cabeça e é jogado na parte de trás da caminhonete. Antes, o vídeo ainda mostra um PM perguntando: É esse que vai levar o tiro primeiro?

No dia 22, uma nova manifestação foi realizada pelos moradores  de Itambé. Até o dia do fechamento desta nota, 23 de março, Edvaldo, apesar de ter obtido uma melhora, ainda respirava com a ajuda de aparelhos.

O vídeo de tal ato de covardia pode ser visto no YouTube:


MG: Novo crime da Vale

Com informações de mabnacional.org.br

No dia 12/03, aconteceu o rompimento de um duto de rejeitos na Mina da Fábrica, em Congonhas (MG), da empresa Vale, que contaminou córregos e rios em toda a região (Córrego Prata, Córrego Almas, Ribeirão Mata Porcos, Rio Itabirito, Rio das Velhas).

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Menos de um ano e meio depois do rompimento da barragem da Samarco, Vale e BHP, que é o maior crime socioambiental da história do Brasil, a Vale volta a cometer um crime socioambiental ligado à atividade de mineração.  Movimentos populares, como o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), denunciaram a contaminação que atinge diretamente a população local.

A reincidência da violação pela Vale comprova o que o AND já denuncia há várias edições e o que o representante da Liga Operária marcou em sua intervenção durante um protesto contra os crimes da Vale no município de Mariana (MG): “O Brasil continua sendo uma semicolônia, um mero exportador de minério de ferro e outros produtos primários a preço de banana. Essas empresas é que mandam no país, pois elegem quem está na prefeitura, nos governos federal e estadual, nas câmaras de vereadores, no legislativo. Eleição é farsa! O que precisamos fazer no país é uma Revolução!” (AND nº 162).

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