53 anos do golpe militar-fascista: Cadeia para os torturadores!

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No dia 1º de abril de 2017 completam-se 53 anos do golpe que deu início aos 21 anos de regime militar no Brasil. Planejado, financiado e levado a cabo pela grande burguesia e latifundiários, com orquestração e apoio direito do imperialismo ianque, o golpe de 1964 abriu uma época de selvagem terrorismo de Estado que torturou, sequestrou, assassinou e cassou os direitos políticos de milhares de progressistas, democratas e revolucionários brasileiros. A alta cúpula das forças armadas reacionárias passou a ter poderes de cassar mandatos de políticos e extinguir partidos, baixar atos institucionais e abolir direitos de expressão e manifestação popular, tudo acompanhado pela censura. Todos os anos, nos dias 31 de março e 1º de abril, inúmeras homenagens são realizadas aos brasileiros e brasileiras que enfrentaram os militares, principalmente de armas nas mãos, e aos que resistiram de forma honrada às torturas nos porões do regime militar.

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Ultimamente, organizações populares têm promovido uma ampla campanha exigindo a punição para os criminosos militares e civis, mandantes e executores de torturas, assassinatos e desaparecimentos forçados do regime militar. Muitas famílias de mortos e desaparecidos políticos continuam a busca pelos corpos de seus parentes assassinados após bárbaras sevícias; os assassinos torturadores, alguns conhecidos publicamente, permanecem impunes e, inclusive, muitos deles estão ocupando altos cargos no Estado; e o aparato repressivo do velho Estado brasileiro atuante durante o regime militar permanece intocado (e ainda mais sofisticado). Por esses motivos, tal luta, mesmo tendo se passado mais de 50 anos, permanece mais atual que nunca.

Nos últimos anos, várias ações foram realizadas exigindo cadeia para os torturadores, com destaque para a manifestação do MFP em março de 2012 no Centro do Rio de Janeiro. O ato terminou em frente ao Clube Militar, na Cinelândia, que ficou com sua fachada toda marcada de tinta vermelha lançada pelas militantes revolucionárias. Também destacamos as diversas atividades realizadas por várias organizações e entidades por todo o Brasil em 2014, quando o golpe completou 50 anos. Nesse ano, novamente numa manifestação no Centro do Rio, o Clube Militar foi atacado com garrafas de tinta vermelha.

Como parte da campanha, anualmente nos desfiles militares de 7 de setembro (data em que o velho Estado coloca toda a sua parafernália militar para comemorar a farsa da “independência” do Brasil), organizações democráticas têm comparecido no meio do público com faixas com as palavras de ordem Cadeia para os torturadores do regime militar!, Nem perdão, nem esquecimento, nem reconciliação! e  Apuração e punição para executores e mandantes das torturas assassinatos e desaparecidos pelo regime militar!

O jornal A Nova Democracia saúda todos os combatentes do povo que tombaram na luta contra o fascismo, aqueles que enfrentaram o regime militar de forma heróica e resistiram inquebrantavelmente às mais perversas torturas, bem como as bravas famílias que até hoje buscam justiça. Em 2017 continuaremos acompanhando as mobilizações.

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