Temer quer entregar Alcântara aos ianques!

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Nos últimos meses, notícias sobre a retomada das “negociações” entre o gerenciamento semicolonial de Temer e o governo do USA envolvendo o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, passaram praticamente despercebidas pelos veículos do monopólio de imprensa. Este silêncio justifica-se. Há mais de uma década, os gerenciamentos de turno no país tramam em surdina entregar Alcântara aos ianques. Num crime continuado ao que resta de nossa soberania nacional, perseguindo inconfessáveis interesses, a superpotência hegemônica única USA visa utilizar Alcântara para aprofundar o domínio e o controle militar sobre o Brasil e toda a América do Sul, abocanhar as riquezas naturais estratégicas na Amazônia e incrementar ainda mais as suas guerras de agressão e rapina, particularmente no Oriente Médio. Tudo isso, em um contexto de aprofundamento da crise geral do imperialismo e do acirramento das pugnas entre o USA e a superpotência atômica Rússia.

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Base militar de Alcântara

Apresentamos um breve resumo sobre os principais pontos e alguns acontecimentos dos mais relevantes sobre o sabujo “acordo”. Para uma visão extensa e aprofundada acerca do assunto, sugerimos a leitura dos artigos da autoria de Ronaldo Schlichting publicados por AND nas edições 13 e 18.

Principais termos do “acordo” que entrega o Centro de Lançamento de Alcântara aos militares norte-americanos1:

1) A Base de Alcântara torna-se de controle exclusivo do USA, brasileiros só poderão ter acesso mediante autorização do governo ianque.

2) O USA poderá fazer, sem aviso prévio, inspeções na Base.

3) Os crachás para acesso nas áreas restritas serão emitidos pelo governo do USA.

4) O ”governo” brasileiro não poderá inspecionar os contêineres vindos do USA.

5) Estará proibida qualquer cooperação técnica com brasileiros.

6) Nenhuma remuneração paga pelo USA para utilização do Centro poderá ser revertida em projetos brasileiros aeroespaciais.

7) O Brasil fica proibido de utilizar o Centro para seus lançamentos, ou de outros países, quando sejam vetados pelo USA.

Crimes contra o que resta da nossa soberania nacional

A maior ofensiva no sentido de se impor a entrega do CLA para os militares ianques foi promovida pelo gerenciamento de Fernando Henrique Cardoso/PSDB, na pessoa de seu ministro da Ciência e Tecnologia, Ronaldo Sardenberg, que chegou a assinar o “acordo” de entrega da Base, em 18 de abril de 2000. Naquele período, todas as artimanhas e ardis imagináveis, a despeito de toda e qualquer legalidade dos tribunais civis e militares no país e do estabelecido pelos acordos e jurisprudência internacionais, foram utilizados, sem sucesso, para se concretizar a entrega de Alcântara aos ianques. Mas não foram apenas os tucanos a se empenharem nesta inglória empreitada. O gerenciamento de Luiz Inácio/PT fez movimentações, ainda que mais tímidas, perseguindo o mesmo objetivo.

Em 2004, Eduardo Campos/PSB, então ministro da Ciência e Tecnologia de Lula, declarou ao O Globo, no dia 14 de junho de 2004: “Vamos alugar sítios para vários países, além dos americanos, para que instalem em Alcântara suas plantas industriais para o lançamento de foguetes”. Ainda segundo O Globo2, em 2013, o gerenciamento de Dilma Rousseff/PT, em absoluto sigilo, teria retomado as tratativas a este respeito por meio do Itamaraty.

Os interesses “geopolíticos” do USA em Alcântara

Desde o governo Clinton, por meio de seu “Plano Colômbia”, existe um efetivo desconhecido de militares ianques já fisicamente presentes por todo o território amazônico, que é formado por oito países (Brasil, Bolívia, Peru, Colômbia, Equador, Venezuela, Guiana, Suriname e a Guiana Francesa).

Como parte de sua política contrainsurgente que visa, principalmente, controlar este território militarmente estratégico e fazer frente às guerrilhas como a das FARC e a Guerra Popular dirigida pelo PCP no Peru, os militares ianques têm utilizado toda espécie de pretextos para encobrir a sua atuação em toda a região como, por exemplo, o combate ao plantio de coca e a “defesa do meio ambiente”. Situação que se agravaria ainda mais com a ocupação militar de Alcântara pelos ianques, uma vez que a Base encontra-se em uma verdadeira porta de entrada da Amazônia Brasileira. “Um Centro (Base) norte-americano de lançamento de mísseis situado em Alcântara [latitude 2°18’ sul, possuía originalmente uma área de 620 km², no município de Alcântara, a 32 km de São Luís, capital do Maranhão] completaria militarmente e fecharia, por Leste, o cerco sobre a Amazônia brasileira, se considerarmos o verdadeiro ‘arco’ de bases norte-americanas a Oeste. [...] esta base norte-americana em Alcântara teria a vantagem militar estratégica de estar situada exatamente na porta de entrada da melhor, mais ampla e mais curta via de acesso Leste-Oeste — a calha principal do rio Amazonas/Solimões — o que propiciaria amplas facilidades para reunião de meios e montagem de instalações para o apoio logístico, em uma eventual manobra de ocupação do vale do Amazonas/Solimões por tropas norte-americanas”3.

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