‘Tratamento com a água’

O termo “crise” vulgarizou-se já completamente entre nós. Com efeito, além de ser usado como desculpa pelos “governantes” para justificar a ocorrência de problemas corriqueiros desde há tempos, os indicadores macroeconômicos divulgados regularmente pelos jornais não podem descrever a expressão sombria que tem um trabalhador no instante em que, chegando em casa, dá-se conta que nada possui para alimentar os filhos.

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Àqueles para os quais os tempos de “normalidade” já pouco se diferenciam da penúria, a “crise” tem um significado bastante concreto: espessa miséria, pauperismo. Embora poderosas engrenagens trabalhem para tornar essas pessoas invisíveis, elas estão por toda parte.

Caminhando pela rua, outro dia, num domingo de manhã, vi-me cercado por gente que parecia retornar de alguma guerra. Homens mutilados caminhavam apoiados em muletas; mulheres prematuramente envelhecidas, com lenços na cabeça, andavam ligeiramente curvadas, os olhos voltados para baixo, circunspectos. Suas roupas, embora irremediavelmente puídas, traziam-nas muito limpas e bem passadas. Andavam em silêncio e evitavam os trechos das calçadas onde grupos de jovens alcoolizados ainda aproveitavam o final do sábado.

Reparei, intrigado, que todos ali carregavam garrafinhas d’água. Mais adiante aquela aglomeração formava um bloco compacto de pessoas, que entravam, ordeiramente, num grande salão encimado pelo nome de uma igreja e uma placa onde se lia em letras garrafais: “TRATAMENTO COM A ÁGUA”. Embaixo, o anúncio prometia resolver até mesmo “as causas mais difíceis”.

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Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

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