Ucrânia: Novos confrontos na agressão imperialista

A guerra de agressão e de repartilha segue desenvolvendo-se na Ucrânia. Em uma escalada de violência no leste do país desenrolam-se combates por terra entre exército semicolonial ucraniano e mercenários pró-russos, além de bombardeios. Ao todo, o saldo atinge mais de 10 mil mortos.

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Em março, o exército ucraniano enviou novos tanques T-80 para as zonas de conflito.

No fim de maio, a chanceler alemã Angela Merkel pronunciou a necessidade de trabalhar para um diálogo de paz que envolva Alemanha, França, Ucrânia e Rússia – excluindo o USA, expressando contradições entre Alemanha e USA na disputa daquela região.

Além disso, setores do imperialismo ianque propugnam por aderir a Ucrânia e a Geórgia na OTAN, o que seria mais um passo rumo a um desenvolvimento cada vez mais aberto das condições para a terceira guerra mundial. Enquanto isso, sangra na faca de dois gumes a agredida nação ucraniana.

Breve resumo da pugna

Em novembro de 2013, o então gerente de turno ucraniano Viktor Yanukovich se recusou a assinar um acordo com a UE e fez pacto com a Rússia, pegando empréstimo de 15 bilhões de dólares de Moscou e aprofundando a penetração do imperialismo russo.

Orquestrados pelo USA e pela União Europeia, grupos fascistas se sublevaram causando distúrbios. A crescente repressão e violência levou o país à beira da guerra civil e o lacaio russo Yanukovich deixa o cargo. Assume então, meses depois, o reacionário Petro Poroshenko, conhecido como “rei do chocolate”, alinhado com a UE e com os ianques.

Em abril de 2014, movimentos separatistas, financiados e armados pelos russos no leste da Ucrânia tomam cidades como Lugansk, Donetsk, Avdivka e Slaviansk, onde vivem 15% da população da Ucrânia de origem russa.

Disputa interimperialista

De 1991 até os dias atuais, com a derrocada do social-imperialismo soviético, a União Europeia (principalmente Alemanha) e a OTAN (principalmente USA) avançaram sobre o Leste Europeu, anexaram a Alemanha Oriental, retalharam a Iugoslávia e a Tchecoslováquia, estendendo sobre elas e outras como Hungria, Polônia, Romênia, Bulgária, etc., posteriormente sobre as antigas repúblicas da ex-URSS do Cáucaso e oriente, como Geórgia e a região da Chechênia, Cazaquistão e outras. Por último veio a intervenção na Ucrânia, instalando-se um amplo teatro das disputas interimperialista.

Para o USA, como superpotência hegemônica única, é fundamental tomar sob seu controle essas áreas de influência servindo ao propósito de cercar militarmente a Rússia (superpotência atômica), estabelecendo bases militares nessas regiões e construindo os escudos antimísseis nucleares para neutralizar a capacidade bélica-nuclear russa, e assim submetê-la, através da guerra, totalmente à sua hegemonia.

Os imperialistas russos consolidaram sua posição na Crimeia – região anexada em março de 2014 –, e mesmo com toda a pressão e as inúmeras sanções aplicadas, frustraram os intentos ianques de controlar toda a região.

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Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

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