Mais exploração, guerras, protestos e crises - O novo governo e a situação na França

A farsa eleitoral na França, ocorrida entre os dias 23 de abril e 7 de maio, realizou-se em uma situação de profunda crise, tanto na situação nacional como na internacional. O “fenômeno” arquirreacionário Le Pen, candidata derrotada que sustentou posições abertamente anti-imigrantes e belicistas, é engendro de tão profunda crise em que se afunda o imperialismo, incluindo o francês.

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Contra a violência policial, autodefesa popular - Partido Comunista Maoísta”, Paris, 2017

Guerras de agressão e luta de classes

A guerra de agressão contra a nação Mali – onde a França tem atuação destacada – não pôde submeter aquele povo, que luta heroicamente e impõe derrotas inquestionáveis às tropas invasoras. Vitórias contundentes, apesar de todo o genocídio que os franceses praticam para esmagar a resistência nacional (o que chamam de “terrorismo”) e recuperar territórios estratégicos e ricos em recursos naturais. O reacionário e novo presidente francês Macron, em visita ao Mali, afirmou que travará “luta intransigente” contra os “radicais islamistas”.

Além disso, a sua participação nas guerras de rapina no Iraque, Síria e Afeganistão, todas sob o surrado manto de “guerra ao terrorismo”, trouxe para seu interior as ações da Resistência nacional. O terror e humilhação que o imperialismo francês emprega contra esses povos ecoam como um chamado de vingança. Os recorrentes ataques na capital Paris, empreendidos por setores profundamente pobres dos proletários imigrantes, comprovam que “a guerra imperialista regressa a sua casa”.

Por isso, a arquirreacionária Le Pen sustentou tão agressivo discurso “anti-imigrante”, o qual não poderia aplicá-lo pela necessidade dos monopólios de força de trabalho imigrante (barata). O que fez foi lançar mão da política imperialista de jogar massas nativas contra imigrantes para justificar mais repressão, mais Estado policial e mais “guerra contra o terrorismo” no estrangeiro e no próprio país, ou seja, guerra contra o proletariado e povos oprimidos do mundo.

Soma-se a isso o desemprego que assola os trabalhadores franceses e imigrantes, acima dos 10%. O novo governo do reacionário Macron, com suas contrarreformas para cortar direitos trabalhistas e previdenciários, elevará ao topo a superexploração e, com isso, os cada vez mais beligerantes protestos populares.

Chantagens e crise na UE

As derrotas nas guerras de agressão, os fracassos políticos e a profunda crise econômica mundial do sistema imperialista agravam a disputa entre os monopólios imperialistas por aumentar suas zonas de influência nas semicolônias, maior controle sobre as fontes de matérias-primas, de força de trabalho desvalorizada e para depositar seus capitais rentistas.

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Campanha de boicote à farsa eleitoral, 2017

É nesse contexto que se desenvolve, por exemplo, a briga, que promete se acirrar, do imperialismo francês com o alemão para redefinir as forças e a hegemonia dentro da União Europeia, conforme analisamos em AND nº 188 (Notas Internacionais, França: boicote à farsa eleitoral ganha multidões).

Emmanuel Macron, vencedor da farsa eleitoral, já subiu o tom com o imperialismo alemão — que domina a União Europeia, graças, principalmente, aos bancos alemães —  afirmando “ou se reforma a União Europeia, ou poderá enfrentar um Frexit”, numa clara demonstração de chantagem com a Alemanha, que domina o “bloco”.

NÃO SAIA AINDA… O jornal A Nova Democracia, nos seus mais de 18 anos de existência, manteve sua independência inalterada, denunciando e desmascarando o governo reacionário de FHC, oportunista do PT e agora, mais do que nunca, fazendo-o em meio à instauração do governo militar de fato surgido do golpe militar em curso, que através de uma análise científica prevíamos desde 2017.

Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

Nunca recebemos um centavo de bancos ou partidos eleitoreiros. Todo nosso financiamento sempre partiu do apoio de nossos leitores, colaboradores e entusiastas da imprensa popular e democrática. Nesse contexto em que as lutas populares tendem a tomar novas proporções é mais do que nunca necessário e decisivo o seu apoio.

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