Lutas de Libertação Nacional

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Ianques se afundam em derrotas no Afeganistão

Emboscadas e ações dão 37 baixas no invasor

Atolado, o imperialismo ianque afunda-se em novas e profundas derrotas no Afeganistão. As massas afegãs lançam mão de ataques e ações armadas contra o invasor e o aparelho do Estado semicolonial afegão. Frente às derrotas, os generais e especialistas ianques pedem ao arquirreacionário presidente Trump mais tropas para combater a Resistência nacional.

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Explosão de carro-bomba em Cabul, 31/5

O general do exército ianque John Nicholson afirmou que a guerra contra a Resistência nacional está “em paralisação”, e que para “mudar a maré da guerra” é necessário incrementar a agressão com milhares de soldados e novas tropas no Afeganistão.

“O principal problema que enfrentamos é que, da forma como as coisas estão, a guerra não é vencível”, declarou Jack Keane, um general retirado do exército.

O Talibã, principal organização que os afegãos compõem, partidários da Resistência nacional, já controla grandes extensões de terras nas zonas rurais, onde o invasor não entra.

Ações golpeiam o invasor

A evidente bancarrota da invasão ianque se manifestou de forma concentrada em maio e junho de 2017, quando o Talibã declarou sua ofensiva anual de primavera, iniciada em abril. Esta é a época do ano em que as montanhas tornam-se acessíveis e um bom terreno para a luta armada.

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No dia 3 de maio, a Resistência nacional emboscou um comboio militar ianque na capital Cabul. Um carro-bomba explodiu ferindo 3 soldados invasores. Dias antes (30/4), uma operação ianque no leste do Afeganistão também terminou com baixas: dois militares aniquilados e um ferido. O Pentágono não forneceu mais informações.

Em 21 de maio, os combatentes do Talibã lançaram ataques surpresa contra dezenas de postos policiais no sul do país, aniquilando ao menos 25 soldados do exército semicolonial.

Na província de Zabol, os combatentes atacaram instalações governamentais na capital Qalat, e três postos policiais no distrito de Shahjoy. Entre os aniquilados, estão soldados da Polícia Local Afegã, milícia governamental financiada pelo USA.

Segundo as “autoridades”, os ataques fazem parte da ofensiva supracitada e, mais que isso, são parte de um movimento por tomar distritos na região.

O chefe do conselho provincial eleito em Zabol, Atta Jan Haqbayan, comprovou que a situação é crítica para os invasores: “A Polícia local afegã está ficando sem munição e não está recebendo retorno a tempo”, afirmou.

Um dia depois (22), a Resistência Nacional aniquilou mais 10 militares afegãos a serviço da ocupação e feriu outros 9, na província de Kandahar, também no sul do país. Este exitoso assalto se deu ao acampamento militar Achakzai, em Shawali Kowt.

Bairro político é atacado

Em 31 de maio, uma nova derrota foi imposta aos invasores. Um caminhão-bomba explodiu em um bairro político-diplomático da capital Cabul. O ataque se deu entre as embaixadas do USA, da Alemanha, Turquia e o palácio presidencial. O ataque deixou, entre os feridos, 11 empreiteiros ianques que trabalham na embaixada.

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O ataque faz parte da guerra psicológica, que demonstra a fragilidade da ocupação imperialista e seu regime semicolonial.


Síria: USA mata 225 civis em um mês

A guerra de agressão e partilha movida pelo USA contra a Síria alcançou o mês mais sangrento entre os dias 23 de abril e 23 de maio, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

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Criança resgatada com vida em subúrbio de Damasco, 01/05

“Entre 23 de abril e 23 de maio, os ataques da coalizão provocaram a morte de 225 civis, entre eles 44 menores de idade e 36 mulheres. O balanço mais grave de vítimas civis desde o início de sua intervenção na Síria em setembro de 2014”, apontou o relatório.

Este mês se soma a outros tantos, nos quais o USA, a Rússia e outros imperialistas praticaram um massivo genocídio com bombardeios. Pelo menos 1.481 civis foram mortos em ataques aéreos dirigidos pelo USA desde o início da sua intervenção na Síria.

Fracasso imperialista em Raqqa

Em Raqqa, no centro-norte da Síria, o imperialismo ianque maneja seus lacaios da “Forças Democráticas Sírias” (FDS) no intuito de tomar esta região, hoje controlada pelo Estado Islâmico, que tem imposto barreiras aos planos ianques na região. No entanto, a ofensiva lançada pelo USA no fim do ano passado, dá mostras de fracasso e lentidão no cumprimento dos objetivos.

Em 8 de junho, intensos combates foram registrados com participação de 500 soldados ianques. Mesmo com os massivos e criminosos bombardeios do USA, os seus lacaios estagnaram nas áreas em torno de Raqqa, controlando apenas pequenos bairros nesta região.

Segundo ONGs que acompanham a guerra, os combatentes da resistência nacional converteram Raqqa em um ambiente hostil ao invasor imperialista. Franco-atiradores aniquilam constantemente os lacaios ianques que avançam descuidadamente, e minas e carros-bombas lançam aos ares as tropas invasoras.


Mali: Invasores são aniquilados

Combatentes da resistência nacional malinesa aniquilaram 3 soldados invasores da ONU, na região de Kidal, norte do Mali. Desde 2013 a ONU vem servindo neste país à invasão imperialista protagonizada pela França e outras potências, sob o odioso pretexto de “guerra ao narcoterrorismo”.

O aniquilamento foi fruto de um ataque à base da ONU naquela região que, segundo os executores, feriu outros soldados e causou enorme dano material.

A missão da ONU na região declarou que sua base foi atacada com fogo pesado e morteiros, e que em seguida posições militares suas foram alvo de novos ataques.

A França e outras potências imperialistas seguem desatando a guerra contra a nação Mali para varrer do norte do país os grupos islâmicos armados que controlam grandes extensões de terras, com abundante riqueza e de privilegiada posição militar estratégica. Já descrito como a “eldorado” do urânio, ouro e petróleo, o Mali concentra ainda outros minerais estratégicos como minério de ferro, bauxita e manganês pouco explorados.

A situação da ocupação imperialista é delicadíssima, e segue enfrentando uma sucessão de derrotas, conforme noticiado nas últimas edições de AND.

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