Notas nacionais

PB: Sete jovens mortos em rebelião

Sete internos do Centro “Socioeducativo” Lar do Garoto Padre Otávio Santos, em Lagoa Seca, agreste da Paraíba, foram assassinados durante uma rebelião ocorrida na madrugada do último dia 3 de junho. Tais mortes são de completa responsabilidade do velho Estado que cria toda a situação calamitosa nos presídios brasileiros, verdadeiras masmorras de encarceramento de pobres.

No caso deste centro “socioeducativo”, o vice-diretor chegou a afirmar que a unidade tem capacidade para 44 pessoas, mas abrigava 220. Ou seja, longe de “sociabilizar” ou “reeducar” os jovens, o centro os trancafiava e os deixava à mercê de condições degradantes e brigas internas. Nesta ocasião, o tumulto começou quando alguns detentos tentaram fugir e, os que não conseguiram, foram parar na ala de uma facção rival. Eles atearam fogo em colchões e móveis onde encontravam-se seus rivais.

Sobre a situação do sistema carcerário, no artigo 134 presos assassinados desde 1º de janeiro, publicado na edição nº 183 do AND (2ª quinzena de janeiro de 2017), apontamos: A matança de pobres é política de Estado na semicolônia Brasil. [...] A nossa juventude que é diuturnamente reprimida, explorada, humilhada; em sua aguda revolta e indignação contra toda a situação de podridão do velho Estado, em sua condição de jovem que vê todo dia os ricaços cometendo todo tipo de crime contra o povo e a nação, a politicalha roubando tubos de dinheiro do povo, as escolas e hospitais públicos caindo aos pedaços; vendo seus familiares e amigos passarem a vida inteira em uma condição de exploração absurda etc.; são empurrados da forma mais brutal para a criminalidade, vendo este como um caminho de facilidades para deixar sua inaceitável condição. [...]

Em contrapartida, como resultado da podridão do velho Estado e de sua propaganda raivosa contra o povo, surgem aqui e acolá, e de forma cada vez mais escancarada, grupos e pessoas que expõem de forma aberta seu fascismo pedindo mais mortes nos presídios, mais prisões. E para a reação não basta encarcerar milhares de pessoas em cubículos fétidos, totalmente insalubres e a mais brutal repressão: os presos não podem ter um ventilador, não podem sequer fazer uma confraternização.


RJ: Atos em defesa da educação

Informações do Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR)

Em 7 de junho, estudantes, professores e técnico-administrativos participaram da Marcha pela UERJ, que contou com mais de mil pessoas. As aulas foram interrompidas para que o conjunto da comunidade acadêmica pudesse comparecer.

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Protesto em defesa da Uerj rumo ao Palácio Guanabara,13/06

A manifestação percorreu toda a Boulevard 28 de Setembro, em Vila Isabel, onde está localizado o Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), que sofre com a precarização e o corte de verbas. Ao longo da caminhada, muitas faixas, cartazes e falas denunciaram o plano de desmonte da educação pública e chamaram a população fluminense a se unir à luta em defesa da UERJ e contra as medidas antipovo do Pezão/PMDB.

Em 13 de junho, uma manifestação de servidores percorreu as ruas do Largo do Machado até o bairro das Laranjeiras, na Zona Sul, onde está localizado o Palácio Guanabara, sede da gerência estadual. Eles criticavam os salários atrasados e as péssimas condições de trabalho.


SP: Adolescente sofre tortura

Em 9 de junho, um adolescente de 17 anos foi dominado na escada de uma pensão em São Bernardo do Campo, por dois agressores que tatuaram a frase “Eu sou ladrão e vacilão” em sua testa. O rapaz passou alguns dias desaparecido com vergonha de voltar para casa com a tatuagem.

NÃO SAIA AINDA… O jornal A Nova Democracia, nos seus mais de 18 anos de existência, manteve sua independência inalterada, denunciando e desmascarando o governo reacionário de FHC, oportunista do PT e agora, mais do que nunca, fazendo-o em meio à instauração do governo militar de fato surgido do golpe militar em curso, que através de uma análise científica prevíamos desde 2017.

Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

Nunca recebemos um centavo de bancos ou partidos eleitoreiros. Todo nosso financiamento sempre partiu do apoio de nossos leitores, colaboradores e entusiastas da imprensa popular e democrática. Nesse contexto em que as lutas populares tendem a tomar novas proporções é mais do que nunca necessário e decisivo o seu apoio.

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