Atos marcam Dia Internacional dos Presos Revolucionários

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No último dia 17 de junho, a cidade de Paris, capital da França, foi palco de uma vigorosa manifestação com inúmeras faixas, cartazes e bandeiras exigindo a liberdade do militante comunista libanês Georges Ibrahim Abdallah, que luta pela liberdade da Palestina. O ato político foi promovido pelo Partido Comunista Maoista da França e pela Campanha Nacional Unificada pela Libertação de Georges Abdallah. Conforme denunciado na edição de nº 171 de AND, Abdallah está há mais de 30 anos preso e condenado à prisão perpétua pelo Estado imperialista da França por “cumplicidade” e atos de resistência reivindicados pelas Frações Armadas Revolucionárias libanesas contra a invasão israelense.

Manifestação exige libertação de Georges Abdallah,em Belleville, França
Manifestação exige libertação de Georges Abdallah,em Belleville, França

A manifestação também exigiu a liberdade de todos os presos políticos revolucionários do mundo em virtude da passagem do dia 19 de junho, o Dia Internacional dos Presos Revolucionários. Tal data não foi escolhida ao acaso, mas porque coincide com o 19 de junho de 1986, data em que mais de 300 prisioneiros de guerra do Partido Comunista do Peru (PCP), após heróica e feroz resistência, foram covardemente massacrados nos presídios de Lurigancho, Callao e Frontón pelo Estado reacionário peruano. O PCP estabeleceu a data como o Dia da Heroicidade.

O ato percorreu diversas ruas da capital francesa e contou com a participação de muitos ativistas, simpatizantes da causa palestina e árabes que vivem no país. Em determinado momento, os manifestantes, com muitas bandeiras vermelhas e bandeiras da Palestina, acenderam sinalizadores com as cores da bandeira palestina, despertando a simpatia dos parisienses e dos turistas que circulavam pelo local.

A Associação de Nova Democracia – Nuevo Peru (Hamburgo, Alemanha) noticiou a manifestação e, em nota lançada no dia 19 de junho, afirmou: “Como comunistas, nosso primeiro dever é lutar contra nosso próprio imperialismo e, portanto, o desenvolvimento da revolução, do movimento proletário em nosso país para golpear o imperialismo francês. Também veremos a verdadeira face da reação: o Estado imperialista francês reprime inclusive dentro da França, nos bairros que são bastião do proletariado. A polícia mata: Zied e Bouna há mais de dez anos, porém, mais recentemente, há menos de um ano Adama Traoré, Jean-Pierre Ferrara Shaoyo Liu, Angelo Garand, Curtis e a lista segue crescendo. E, durante o verão, a violência policial explodiu. Enquanto isso, o governo francês ocupa-se mais em cortar os direitos dos trabalhadores como, por exemplo, a Lei do Trabalho do ano passado, e as ordens que Macron prepara para o verão.

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Apoiar e defender os presos revolucionários e os presos políticos é apoiar as lutas que eles conduzem, servir para apoiar a revolução proletária mundial, a luta contra o imperialismo e suas intervenções militares. É apoiar as lutas do proletariado de todo o mundo e dos povos oprimidos. Liberdade para Georges Abdallah! Abaixo o imperialismo francês! Viva a luta do povo palestino! Abaixo o sionismo!”.

Comunistas lançam declaração

Também em 19 de junho, partidos e organizações revolucionárias de diversos países lançaram uma declaração pelo 31º aniversário do Dia da Heroicidade. A nota, publicada no blog da Associação de Nova Democracia – Nuevo Peru (Hamburgo, Alemanha), apontou:

“O Presidente Gonzalo representa os heróis caídos e todos os prisioneiros de guerra e presos políticos no Peru.

A rebelião dos prisioneiros de guerra contra o genocídio, há 30 anos, era inseparável do Presidente Gonzalo, ele era o líder reconhecido. Desde 12 de setembro de 1992 ele está na posição de um prisioneiro de guerra, como resultado de um plano da CIA ianque em colaboração com traidores – os ratos que apareceram mais tarde como cabeças da linha oportunista, revisionista e capitulacionista de direita.

Como líder do PCP e da Revolução Peruana, o Presidente Gonzalo, de todos os prisioneiros de guerra e presos políticos revolucionários no Peru, é reconhecido como seu principal representante”.

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