Combativa greve de professores se espalha pelo Peru

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A massiva e combativa greve de professores do Peru, iniciada na região de Ayacucho em meados de junho, se espalhou pelo país, principalmente nas regionais de Huamcavelica e Lima, onde o movimento tem tomado caminhos mais  consequentes apesar do bloqueio do monopólio de imprensa.

No dia 11 de julho, o protesto popular se realizou na estrada de ferro que liga Cusco a Machu Picchu, importante destino turístico peruano. Os manifestantes chegaram a arrancar os trilhos da estrada de ferro.

Em 15 de julho, uma manifestação de milhares de professores chegou ao aeroporto Alejandro Velasco Astete, no qual derrubaram cerca de 10 metros e fizeram vários buracos ao longo do muro que marca o perímetro das instalações. Na ocasião foram registrados diversos choques entre os manifestantes e as forças de repressão que atacaram o justo protesto com bombas de gás lacrimogêneo. Nesse episódio, a greve se ligou a um movimento que quer impedir a construção de um novo aeroporto na região, desalojando dezenas de famílias.

No departamento (estado) de Madre de Dios, os professores bloquearam a via de acesso ao Aeroporto Internacional José Aldamiz, de Puerto Maldonado, no dia 18 de julho.

No dia 20 de julho, o “governo” peruano decretou estado de emergência em vários distritos da região de Cusco e em Juliaca, departamento (estado) de Puno. Em Juliaca se localiza o aeroporto Inca Manco Cápac, palco de um combate entre professores grevistas e policiais,  que reprimiram uma tentativa dos manifestantes de tomarem o aeroporto no dia 10 de julho.

O estado de emergência decretado suspende por 30 dias os “direitos constitucionais vinculados à liberdade e segurança individuais, o livre trânsito, o direito de reunião e permite que se realizem detenções sem ordem judicial”.

Estado de emergência

A decretação do estado de emergência, entretanto, não deteve os protestos, principalmente em Cusco, e passou a ser duramente criticado por representantes do setor do turismo e outros, que pressionam para que o “governo” abra negociações sérias com os professores.

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