França: Centenas nas ruas contra impunidade

Jovens combatentes ferem 6 policiaisMais de mil pessoas marcharam em 22 de julho para exigir punição aos policiais assassinos do jovem Adama Traoré, espancado e assassinado em 19/07 do ano passado durante uma abordagem policial, no subúrbio de Paris. Após a marcha, um grupo combativo de jovens realizou ações com morteiros e ao menos 6 agentes da repressão foram feridos.

Thomas Samson/AFP
Protesto repudia assassinato de Adama Traoré
Protesto repudia assassinato de Adama Traoré

O ataque para justiçar a morte do jovem Traoré foi empreendido por um grupo de 40 jovens combatentes encapuzados. Eles emboscaram uma patrulha policial no bairro Boyenval, subúrbio ao norte da capital francesa, após a meia-noite (23).

Segundo a imprensa local, mais de 40 morteiros foram disparados, obrigando os agentes da repressão a recuarem. Os jovens só dispersaram às 1h20 do dia 23; não houve detenções.

A manifestação contra a injustiça bradou palavras de ordem como “Sem justiça não haverá paz” e “Nós não esquecemos, nem perdoamos”.

Passado um ano do crime, nenhum dos assassinos foi indiciado. O inquérito corre na justiça em Paris.

A porta-voz da família, Assa Traoré, recordou que já estão evidentes todos os “elementos que confirmam a asfixia e a negligência com uma pessoa [Traoré] em risco de vida”, concluindo que “os policiais já deveriam ter sido indiciados”.

Esse caso soma-se a tantos outros, como o caso do imigrante chinês Lamine Dieng e o jovem negro Théo Curtis, nos quais a polícia do Estado imperialista francês comete os crimes e sai impune por ação da “justiça”.

Perseguição contra familiares

Em contrapartida, uma série de perseguições foi desatada pela polícia e pelo judiciário contra os familiares de Adama Traoré desde seu assassinato. Assim denunciou o Partido Comunista Maoista da França (PCm) neste mês de julho, em seu sítio da web.

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