Percutindo do erudito ao popular

Natural de Recife (PE), o percussionista e professor de percussão da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Antônio Barreto, usa percussão para valorizar a cultura regional. Integrando o grupo SaGRAMA, que trabalha gêneros nordestinos de forma bem elaborada, Antônio é também coordenador e diretor artístico do Grupo de Percussão do Nordeste e do Laptop, ambos com propostas de difusão da cultura popular.

Antônio Barreto usa percussão para valorizar a cultura regional

— O Grupo de Percussão do Nordeste foi criado a partir da necessidade que tivemos na nossa formação dentro da universidade em Pernambuco. Vimos que teríamos que proporcionar um espaço para os nossos alunos e até nós mesmos para realizar aquilo que na universidade não foi possível — explica Antônio.

— Trabalhamos com um repertório erudito e popular, mas o forte é o erudito. Em 2014 lançamos nosso primeiro CD Território XXI pela Lei de Incentivo a Cultura do estado de Pernambuco, registrando composições inéditas para o grupo e difundindo compositores pernambucanos e da região, entre eles: Marlos Nobre, Nilson Lopes, Paulo Lima, Nelson Almeida — continua.

— O grupo não compõe, mas estamos sempre interpretando um compositor da região, nacional ou internacional. Os instrumentos regionais sempre estão presentes tanto no repertório erudito ou popular, por exemplo, o triângulo, a alfaia, a zabumba e o pandeiro — acrescenta.

Segundo Antônio Barreto, o grupo serve de laboratório para professores e alunos de percussão, e ao mesmo tempo sai da universidade e vai ao encontro do povo.

— No que diz respeito a parte acadêmica, o grupo procura incentivar a composição, o conhecimento profundo dessa arte. E o objetivo do grupo é difundir a música percussiva, formação de plateia, os percussionistas locais e principalmente os instrumentos de percussão os quais muitos são desconhecidos em nossa região — expõe.

— Alguns compositores já escreveram para o grupo e em 2014 gravamos três obras de compositores do Recife e uma de compositor de São Paulo. Esse processo é positivo para os compositores, para os alunos e professores e principalmente para o público — afirma.

Normalmente o grupo se apresenta em teatros e universidades, sendo o número de percussionistas variável.

— O número mínimo é de seis componentes e o máximo depende do repertório. Já fizemos apresentações com treze percussionistas. Além do Grupo de Percussão do Nordeste tem também o Laptop, que caminha com a mesma proposta e os mesmos objetivos. Somente por meio destes trabalhos nossos alunos têm a oportunidade de realizar a atividade de música de câmara para percussão — fala.

As apresentações e produções culturais desses grupos de percussão são também proveitosas chances dos alunos serem conhecidos no meio musical e público.

— No repertório temos músicas da região adaptadas como o frevo, maracatu e baião. São músicas de compositores pernambucanos, como Nilson Lopes, Paulo Lima e Nelson Almeida, de João Pessoa (PB), José de Arimatéia e Thiago Lima, de São Paulo, Silvia de Lucca — relata.

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