Chile: Confrontos nos 44 anos do golpe militar

Seis policiais ficaram feridos e 25 manifestantes foram detidos durante uma manifestação realizada no dia 10 de setembro em Santiago, capital do Chile, pela passagem dos 44 anos do golpe militar no país.

Agência Uno
Milhares tomam as ruas de Santiago denunciando assassinatos (Agência Uno)
Milhares tomam as ruas de Santiago denunciando assassinatos

A manifestação, que contou com a participação de milhares de pessoas, terminou próxima ao cemitério geral de Santiago. Ali ocorreu um enfrentamento entre os carabineros (policiais) e os jovens manifestantes, que não se intimidaram diante da repressão, levantaram barricadas e atacaram agências bancárias e outras grandes lojas.

O golpe referido deu início ao regime militar-fascista pró-ianque de Augusto Pinochet, em 11 de setembro de 1973. Como noticiamos anualmente, todo 11 de setembro é marcado por massivos protestos nos quais os chilenos lembram os heróis que verteram seu sangue resistindo ao regime que começou quando as forças armadas do Chile, financiadas pelo USA, avançaram sobre o Palácio La Moneda, sede do governo, para derrubar o então presidente Salvador Allende. Tal ataque contou com o bombardeio de aviões Hawker Haunter da Força Aérea e o combate custou a vida de Allende e seus partidários em La Moneda.

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Nos 17 anos (1973-90) do odioso regime de exceção do bandido fascista Augusto Pinochet, mais de três mil pessoas foram assassinadas, 38 mil torturadas e milhares forçadas ao exílio. Organizações populares foram postas na ilegalidade e os mais básicos direitos de liberdade de expressão foram suprimidos. Pouco tempo após o golpe, o subserviente e lacaio Pinochet deu início às “reformas” exigidas pelo imperialismo ianque.

Além de lembrar os homens e mulheres que tombaram na luta contra o fascismo, nas tradicionais manifestações de 11 de setembro, a população exige punição para todos os torturadores, financiadores e responsáveis pelos crimes do regime militar, sendo que, diferentemente do Brasil, muitos torturadores já foram ao banco dos réus no Chile.

Nos protestos, a juventude e os trabalhadores também lutam pelos direitos do povo que, mesmo após o regime militar, continuam sendo pisoteados pelos sucessivos “presidentes” que gerenciam o velho Estado chileno.

Estudante é sequestrado pela polícia

O estudante secundarista Itamar Díaz Castro, 18 anos, foi sequestrado pela polícia chilena saindo do protesto realizado no dia 11/09, em Santiago. Ele é vice-presidente do Centro de Estudantes do Liceu Sara Blinder.

O sequestro acompanhado de prisão ocorreu quase à meia-noite, quando um piquete de carabineros passou reprimindo os protestos populares em frente à sua casa. Ele estava já entrando em sua residência quando foi impedido. Sua mãe e irmão, que tentaram ajudá-lo, foram ameaçados com armas de fogo e brutalmente espancados pelas Forças Especiais. A polícia acusou Itamar de portar bombas caseiras, no entanto, não foram apresentadas evidências ou provas que explicasse sua detenção.

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Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

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