‘Condenamos a agressão ianque contra o povo coreano’

A- A A+

Publicamos adaptação de série de artigos da Associação de Nova Democracia Nuevo Peru (Hamburgo, Alemanha) sobre a situação na Coreia do Norte. Os artigos traduzidos na íntegra podem ser lidos em serviraopovo.wordpress.com.

charge: Vini Oliveira

Atualmente, os países imperialistas que possuem bombas atômicas – particularmente o USA – estão intimidando os povos do mundo com elas, impondo o monopólio das armas nucleares. Eles ameaçam e agridem (com suas chamadas sanções no Conselho de Segurança da ONU) os países que necessitam de armas nucleares como armas defensivas, caso da Coreia.

Condenamos esta nova escalada de agressão do imperialismo ianque contra o povo patriótico da Coreia. Condenamos também os hipócritas imperialistas russos e social-imperialistas chineses que tratam de empurrar o governo da República Popular Democrática da Coreia (RPDC) à capitulação ante o imperialismo ianque, com os pretensos diálogos diplomáticos para um acordo de duas faces: a primeira, que seria o congelamento do programa nuclear da RPDC e, uma segunda, que seria em troca disso, aliviar as sanções e prover-lhe “ajuda e assistência”, com o oferecimento de um reconhecimento diplomático da RPDC por parte do USA.

Lembramos aos povos do mundo que, até hoje, os imperialistas ianques foram os únicos que usaram a bomba atômica, em agosto de 1945, contra as cidades de Hiroshima e Nagasaki (Japão), apenas para frear naquele momento o avanço da revolução no Oriente e usar o “terror atômico” contra os povos do mundo.

Os imperialistas são a verdadeira ameaça contra os povos do mundo, devemos acabar com eles.

Com  relação à RPDC, também é necessário ressaltar que o Presidente Gonzalo, em diversas oportunidades, referiu-se à forma de governo estabelecida desde os tempos de Kim Il-Sung como “essa realeza ridícula estabelecida por Kim”. É um país semicolonial, dependente principalmente do social-imperialismo chinês, que – junto com os imperialistas russos – quer o desarmamento do país. Com essas exibições, buscam pressionar para conseguir melhores condições de negociação.

No entanto, as causas do povo patriótico da Coreia contra o imperialismo ianque e em defesa da pátria, pela saída de todas as tropas estrangeiras de seu território e pela reunificação pacífica da península da Coreia são justas.

Eugenio Bregolato, embaixador da Espanha na China três vezes, toca em questões candentes da Coreia em uma carta escrita em 30 de maio. Cabe-nos citar trechos para reafirmar nossa posição maoista.

Conteúdo exclusivo para assinantes do jornal A Nova Democracia

“Kim Jong-un introduziu certas reformas de mercado, parecidas às da China ou Vietnã. O setor privado hoje emprega em torno de 40% da população. Os funcionários toleram as mudanças de comissões. Os salários subiram nos últimos 10 anos em 250% no setor estatal e 1200% no setor privado. Foram criadas 24 zonas econômicas especiais. Segundo a Financial Times: ‘A RPDC iniciou o caminho da feudalidade para o capitalismo de ‘amiguetes’.”.

Sobre a dependência com o social-imperialismo chinês e as manobras beligerantes da RPDC para conseguir melhores acordos, ele relatou:

“A China entende que seus interesses vitais exigem a conservação de um Estado tampão norte-coreano, pelo menos enquanto a Coreia do Sul siga aliada com o USA e albergue tropas estadunidenses.

Que a China tem uma capacidade de influência sobre a RPDC maior que a de qualquer outro país é evidente. Mais isso não significa que pode obrigá-la a seguir uma política determinada, em especial a desnuclearizar-se quando o regime coreano e seu máximo dirigente consideram que a arma nuclear é seu seguro de vida.

A China disse que ‘pode facilitar um arranjo negociado, mas não pode impô-lo. Para que as negociações deem resultado, a RPDC e, sobretudo o USA, devem mover fichas’.

Para que a RPDC renuncie a seu programa nuclear e de mísseis, ou para conseguir que destrua as inteligências nucleares já produzidas, o USA teria que dar a Pyongyang garantias de que não tentaria derrubar o regime, assim como ajuda econômica.”.

O USA, por outro lado, pressiona a China e a Rússia para fechar o cerco e obrigá-la a capitular na mesa de negociação.

Assim se desenvolve a situação na Coreia do Norte.

 

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Rua Gal. Almério de Moura 302/4º andar
São Cristóvão - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303

Comitê de apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro
Tel.: (11) 3104-8537

Reuniões semanais de apoiadores
toda segunda-feira, às 18:45

Seja um apoiador você também!

EXPEDIENTE

Diretor Geral 
Fausto Arruda

Editor-chefe 
Mário Lúcio de Paula
Jornalista Profissional
14332/MG

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas
Fausto Arruda 
José Maria Oliveira
José Ramos Tinhorão 
José Ricardo Prieto 
Henrique Júdice
Hugo RC Souza
Mário Lúcio de Paula
Matheus Magioli
Montezuma Cruz
Paulo Amaral 
Rosana Bond 
Sebastião Rodrigues
Vera Malaguti Batista

Redação 
Ellan Lustosa
Mário Lúcio de Paula
Patrick Granja

A imprensa democrática e popular depende do seu apoio

Leia, divulgue e conheça. Deixe seu nome e e-mail para se manter informado
Please wait