O que está em jogo nestas eleições?

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A gravidade da crise, já arrastando o Brasil, Uruguai e Paraguai para a mesma situação da Argentina, obrigou o imperialismo ianque a uma medida de emergência para adiar a propagação da crise. De cambulhada, fazer uma última tentativa para não deixar que estoure antes das eleiçõe e, com isto, tentar ressuscitar a sua candidatura oficial e primeira opção, a candidatura José Serra. Após longas tratativas, o FMI aprovou acordo de 30 bilhões de dólares com o Brasil, que, todos sabem, vão para os especuladores internacionais que aplicam no país. Todos os candidatos aprovaram o acordo proposto e reafirmaram o compromisso de cumpri-lo integralmente. Como mandou o FMI, FHC chamou os candidatos para um encontro sobre o acordo. Os senões apresentados por Lula, Ciro e Garotinho são para ser coerentes com os discursos que têm adotado de candidatos de oposição.

Serra, fingindo que não está desesperado, dourou a pílula como pôde. Mesmo com toda esta ajuda e com a campanha eleitoral no rádio e TV, é pouco provável que sua candidatura decole. Amarga as consequências do fiasco do governo FHC e o peso de sua arrogância e presunção, típicas da grande burguesia paulista.

As bases do governo federal cada vez mais migram para a candidatura de Ciro.

Tradicionalmente ligado aos ianques, vem sendo trabalhado como segunda opção do sistema com discurso oposicionista. E o que tem mais chances no pleito.

Lula, líder das pesquisas até agora, vai do êxtase da passagem segura ao segundo turno, aos calaftios com a crescente perspectiva de sua quarta derrota eleitoral. E quanto mais se agacha para assumir posições cada vez mais reacionárias e pró-imperialistas, menor se torna. Está ridículo em seu papel de político grã-fino, cordato e de boas maneiras. Se para um primeiro turno seguro se abaixou tanto, não é dificil imaginar como se rastejará no segundo. Obviamente, tudo isto é celebrado nos círculos petistas e outros como "maturidade política", "inteligência", "maestria e esperteza". Orgulhoso da aliança com o PL, do apoio de Quercia e Maluf, Lula deverá receber o beijo da morte de FHC, se este confirmar seu apoio a ele numa eventual disputa no segundo turno com o ex-governador do Ceará.

Garotinho é um arrivista que apresentou sua candidatura para ser uma opção a mais do sistema. À medida que vê minguarem suas chances, vai radicalizando o discurso oposicionista que não convence sequer a ele mesmo, como ocorreu à saída do encontro com FHC, sobre o acordo com o FMI. Mas como um franco-atirador que desfralda uma esfarrapada bandeira de socialismo evangélico se cacifa o mais que pode para vender caro seu apoio no segundo turno.

Os candidatos representam os mesmos interesses

Mas que frações e classes representam estas candidaturas? O que os distingue e o que os unifica?

As diferentes frações da grande burguesia e do latifúndio expressas em partidos como PFL, PSDB, PMDB, PPB, PTB, PL, PPS e agora o PT, lutam pelo controle da máquina de Estado numa dança de composições que obedece a luta pela manutenção e crescimento, pela sobrevivência ou derrocada dentro da veloz e fulminante crise econômica onde a concentração e centralização do capital se dá em grandes saltos. Sem ter seus interesses minimamente assegurados no aparato, tal não é possível a qualquer uma dessas frações e seus grupos econômicos se manter ou mesmo sobreviver num cenário de competição em meio à mais abrangente e profunda crise do sistema capitalista.

O grupo que era encabeçado por FHC e que gerencia o país desde o governo Collor, representa a burguesia compradora, a que está totalmente vinculada, totalmente dependente e submissa ao capital financeiro internacional, principalmente norte-americano. É a fração da burguesia brasileira mais serviçal e que mais decidida e determinada se encontra na tarefa de destruir todo e qualquer obstáculo que ainda resta para que os monopólios e o imperialismo em geral se apossem cabal e completamente do país. Estas frações se dividem entre as candidaturas Serra e Ciro, que são a primeira e segunda opção do imperialismo.

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A fração burocrática da grande burguesia, hegemôníca no bloco de poder do Estado desde 1930, foi desalojada do centro do poder com a eleição de Collor e agora alguns de seus setores tentaram se rearticular em torno de Itamar Franco. O fracasso deste projeto de fachada seminacionalista comprova que não é em tomo deste setor que se articulam hoje os interesses principais do imperialismo. De fracasso a fracasso, Itamar, que não é líder de nada, terminou no colo de FHC, apadrinhando Aécio Neves ao governo do Estado, para tentar salvar-se de uma derrota completa. Orfãos de líderes, estes setores se reagruparam na candidatura de Lula, ofertando-lhe para seu vice o monopolista da indústria têxtil e notório representante desta fração, o senador José Alencar.

A "esquerda" oportunista no Brasil confirma assim sua tradição histórica de apoiar esta fração da grande burguesia, também umbilicalmente atada ao imperialismo. Estas eleições marcam a inflexão política do PT, que deixa de ser corrente ligada à democracia pequeno-burguesa (dada à sua essência anticomunista, diga-se de passagem, tende historicamente para a reação) e se propõe representar a fração burocrática da grande burguesia. Sua ligação com os militares e o aparato repressivo estatal, a redescoberta de Getúlio Vargas (mais uma vez promovido a nacionalista) e a velha política de cortejar o imperialismo europeu para barganhar melhores condições de se submeter aos ianques, marcam sua nova orientação política.

Que diferença há entre Lula, Ciro, Serra e Garotínho? A rigor, nenhuma. Só pequenas nuances, que expressam diferenças entre as frações que representam ou orientações distintas para os marqueteiros, que hoje dominam as campanhas de um processo eleitoral corrupto e desmoralizado. Como afirmou FHC, há mais de um ano, a importante periódico inglês, que as diferenças entre ele e o PT nao eram ideológicas, mas apenas de disputa pelo poder.

No mais, tais diferenças se acham na origem e processo de desenvolvimento expresso em correntes nas bases dessa "esquerda", cuja fachada descorada, a cada passo, leva uma boa mão de tinta amarela e que, ao fim e ao cabo, não apitam nada.

Os programas dos candidatos são todos iguais

Similar a todos os outros implantados na América Latina, o Plano Real significou o mais colossal agravamento da submissão do país aos monopólios imperialistas. Lançou o país num desemprego jamais visto. Não basta a quebradeira, principalmente dos setores médios, pequenos e micros, além do setor produtivo médio do campo, que soçobram sob a ditadura dos altos juros, da abertura total e completa às importações. O ritmo alucinado da competição imposta pelos monopólios tem conduzido a uma eliminação crescente de postos de trabalho sob o impacto do emprego de novos processos tecnológicos na produção e das práticas oligopólicas no comércio. A desativação, sucateamento e destruição dos serviços públicos têm agravado as péssimas condições de vida de dezenas de milhões de brasileiros. As massas trabalhadoras são submetidas cada dia mais às mais precárias relações laborais impondo um nível de exploração quase extremo. Este é o Plano Real.

Mas todos os candidatos defendem as "conquistas do Plano Real". Em seu programa de governo, Lula disputa o Plano com FHC: "A estabilidade e o controle das contas públicas e da inflação são, como sempre foram, aspiração de todos os brasileiros. Não são património só do atual governo..."

Ciro reivindica a co-paternidade do Real, Serra se apresenta como guardião e condutor do Plano nos momentos em que esteve sob ameaça.

Os ditos candidatos de oposição acusam o governo FHC de ter alienado o patrimônio do país nas chamadas "privatizações". Até parece que algum deles, caso eleito, reestatizaria estas empresas. O PT, que se gaba de defender os trabalhadores, devolverá algum dos direitos roubados dos trabalhadores? Todos sabem que a resposta é não.

E mais, todos os candidatos avalizam e pregam solenemente o respeito aos compromissos internacionais firmados pelo governo FHC. Ou seja, viva a extorsão dos banqueiros e o saque dos monopólios às riquezas nacionais.

Em uníssono, assumem o compromisso de gerar o superávit primário de 3,75% do PIB nas contas públicas, garantia de recursos para a amortização da dívida bilionária do país. A este conjunto de medidas impostas ao país pelo capital internacional, que está levando o país ao naufrágio e o povo à ruína, os candidatos chamam "sólidos fundamentos da economia brasileira".

E o que os candidatos apresentam como resposta ao colapso iminente? Na mais debochada demagogia e hipocrisia, todos anunciam a "retomada do crescimento econômico apoiado num verliginoso aumento das exportações e na substituição das importações.

O mundo assiste ao agravamento das contradições interimperialistas, impulsionado por uma colossal crise de superprodução, que inevitavelmente será resolvida com guerras de rapina e de destruição de forças produtivas promovidas pelas potências imperialistas. Situação que já se encontra em curso, deflagrada pela maquinação do "11 de setembro". Além disto, a linha de "tudo para a exportação" é a razão da nossa pobreza. E a mesma sujeição a que estamos submetidos, desde a colônia portuguesa até a atual situação de semicolônia ianque, não só, mas principalmente. Há cinco séculos que o Brasil é exportador de matérias-primas e de produtos agrícolas sem nenhum valor agregado. Os automóveis, aviões e produtos industrializados que estão na nossa pauta de exportações são para garantir os lucros dos grandes conglomerados imperialistas. Estão aqui porque o velho Estado brasileiro, seu lacaio e fiel servidor, lhes garante créditos, isenção de impostos, mão-de-obra quase-escrava, energia e matérias primas abundantes e ampla liberdade de remessa de lucros.

Querendo parecer mais realista que o rei, Lula anuncia com euforia a tese da "substituição de importações", outrora tão criticada por seu partido e agora desenterrada por seus economistas. De passagem recordemos, "substituição de importações" é uma velha balela e canto de sereias que os imperialistas ianques fizeram soar aos nossos ouvidos para submeter o país aos seus monopólios, agravar nossa dependência e condição semicolonial. Como bem assinalado pelo Professor Bautista Vidal, em A Nona Democracia n0 1, a política de "substituição de importações" foi formulada há décadas pela Cepal, sob a direção de Celso Furtado e Fernando Henrique Cardoso, e é uma politica de interesse do impenalismo. Deforma nosso processo de industrialização ao submeter nossas opções tecnológicas aos interesses dos grandes monopólios.

Sobre política externa, todos assumem a defesa do falecido Mercosul, defendem a aproximação com a União Européia e preconizam uma aproximação com China, Índia, Rússia e África do Sul. Defendem a Alca, consideram-na indispensável para a "inclusão do Brasil no mundo globalizado e abrir aos produtos brasileiros o maior mercado do mundo ". E, é claro, fazem a ressalva que há que impor uma defesa mais enérgica dos interesses brasileiros nas negociações com os Estados Unidos. Repetem a tradicional política da diplomacia brasileira, praticada por FHC, de insinuar entendimentos com potências imperialistas de segunda grandeza na expectativa de obter melhor tratamento dos norte-americanos. O PT, para não deixar dúvidas sobre sua subserviência aos planos do imperialismo, apressou-se em desincumbir-se da caricatura de mobilização popular que vem sendo preparada pela "esquerda" oportunista, o tal "plebiscito sobre a Alca".


1989 (1º turno) 1989 (2º turno) 1994 (1º turno) 1998 (1º turno)
Total de eleitores 82.056.226 82.056.226 94.782.803 106.101.067
Abstenção, nulos e brancos 14.442.889 (17,60%) 15.900.035 (19,38%) 31.470.472 (33,20%) 38.378.592 (36,17%)
Candidato mais votado 20.607.936 (25,11%) 35.085.457 (42,76%) 36.364.961 (36,26%) 35.936.540 (33,87%)
Demais candidatos 47.005.401 (57,28%) 31.070.734 (37,86%) 28.947.370 (30,54%) 31.785.935 (29,96%)

Eleições, democracia parlamentar e hegemonia ianque no mundo

O afastamento dos militares do primeiro plano da administração do país e, com isso, o retorno das eleições gerais para a presidência da República, representou o retomo dos processos eleitorais e seu reforço como caminho único válido e democrático para decidir sobre o poder politico. Reforço este que foi sendo moldado por uma nova política do imperialismo, correspondente à sua "Nova Ordem". Segundo esta, o imperialismo ianque, que passou à hegemonia mundial, principalmente com a derrocada do social imperialismo russo, asseguraria uma "era de paz" para a humanidade, num mundo em que o capitalismo "é eterno". Foi o auge da ofensiva contra-revolucionária geral dirigida pelo imperialismo ianque.

Debaixo da mais cerrada propaganda da "globalização" e do "neoliberalismo", o imperialismo buscava deprimir as massas em seus sonhos de um novo mundo, Para a politica contra-insurgente dos ianques é fundamental legitimar os "governos saídos de eleições", criminalizar a luta e resistência popular, desqualificar como reacionária e superada a luta antiimperialista, isolar o movimento revolucionário, rotulando-o de "terrorismo", "narcoguerrílha" etc.

Servindo-se do poder midiático, o imperialismo busca legitimar como democrático este regime de exploração e opressão sobre os povos e países pobres do mundo. Quer, com tais processos eleitorais, comprometer o povo com os lacaios que se alternam na gerência do Estado podre e corrupto, administrando-o no interesse do imperialismo.

As correntes da "esquerda" oportunista e eleitoreira têm se encarregado de difundir no interior do movimento operário e popular a irreversibilidade da "globalização", da necessidade de se "adaptar às novas condições", da necessidade de "novas políticas e novas formas de participação", ordenadaspela prática de que "não adianta só ser contra" e que "há que participar propondo" e outras modalidades mais de capitulacionismo e traição.Com isso, essas correntes têm sido, em todo o mundo, a força auxiliar mais importante na estratégia de contra-insurgência do imperialismo e das classes dominantes locais. Chamam de democracia a esta ferrenha ditadura dos monopólios a que submetem o povo. Glorificam como democracia este arremedo de direitos que faria a burguesia revolucionária do século XVIII passar na guilhotina os defensores dessa ordem. E para passar mel na boca da juventude trabalhadora, estudantil, etc., que os seguem, declaram de forma cínica e velhaca, desde seus púlpitos internos, ser toda essa maracutaia a nova tática revolucionária correspondente à época histórica atual. Assim, advogam que não devemos ser aventureiros, que deve-se participar das eleições e ocupar cargos no aparelho do velho e podre Estado como acumulação de forças para, no futuro, realizar-se a revolução. E que o resto não passa de pura tagarelice dogmática e infantilismo de esquerda, no melhor.

O povo, submetido a tão intensa pressão ideológica, e mesmo psicológica, submetido à obrigatoriedade do voto, tem se colocado cada dia de forma mais indiferente ao processo eleitoral. É crescente o percentual de votos nulos e brancos e, em que pese a obrigatoriedade do voto, é crescente o percentual de não votantes (ver quadro). Cada vez é menor o número de jovens de 16 a 18 anos que se inscreve para votar. Tudo isto é comprovação de que, de uma forma geral e por várias razões, as massas não identificam nenhum interesse seu com o processo eleitoral e ainda, que o veêm como um jogo sujo, de cartas marcadas, cheio de corrupção, roubalheira, safadeza de todo tipo, etc. Há ainda os que rejeitam conscientemente e expressam assim sua revolta contra todo este sistema de exploração e opressão. Dos que votam, ninguém, a não ser a pequena parcela engajada de burocratas dos diferentes partidos de oposição, acredita que tais eleições vão alterar alguma coisa significativa. Não é por acaso que as campanhas milionárias do Tribunal Superior Eleitoral(TSE), cada vez mais intensas e permanentes, martelam seus slogans de "poder e força do voto popular", de "exercício democrático das eleições", "mais que um dever, é um direito sagrado" e outras mentirinhas mais. Cada vez mais é só o circo, a zombaria e escarnecimento da miséria do povo e da sua inteligência a que se reduz esse processo eleitoral.

A crise é do sistema e de seu Estado, e não só de governabilidade

Instrumento historicamente usado para perpetuar o velho Estado, as eleições são podres, viciadas e corruptas pois é esta, exatamente, a essência deste sistema e do Estado que é seu guardião mor.

Para encobrir que está falido, que a crise é de todo o sistema, que atinge a estrutura do Estado de cima a baixo e que é necessária a sua completa substituição, todos os candidatos se apressam a dizer que o problema é deste governo, que ele é incompetente para enfrentar a crise e que o caminho da mudança está no voto, E quanto mais seus representantes políticos falam em direitos humanos, mais opovo é agredido pelos agentes do velho Estado.

Quanto mais os candidatos falam em voto na moralidade, na transparência, na ética na política, mais se rouba o dinheiro público, mais escândalos expõem as entranhas podres do sistema, que vai tragando como areia movediça todos que a ele se associam.

Quanto mais estes candidatos da velha ordem falam em democracia e em cidadania, os mais mínimos e elementares direitos dos trabalhadores e do povo são brutalmente violados. Com os ricos cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres, com a fome afligindo cruelmente o nosso povo, mais estes candidatos mentirosos chantageiam descaradamente que basta votar neles para que as coisas mudem.

Como uma variante ideológica do imperialismo, a esquerda oportunista e eleitoreira, com seus arremedos de participação popular (como o demagógico e mentiroso orçamento participativo) termina por ser quem mais se empenha em legitimar e defender as instituições decadentes deste velho Estado.

O que está em jogo nestas eleições

Se antes, o processo eleitoral, se restringia à mera disputa das diferentes frações das classes dominantes pelo controle do aparelho de Estado, no cenário atual de crise crescente, de intensificação das contradições entre superpotência e potências imperialistas por nova partilha do mundo, de guerras de rapina, o que está em jogo nas eleições são os interesses deste conflito revestidos da disputa entre as frações dessas classes dominantes locais afundadas na crise geral.

Não está em jogo o sistema, sua substituição ou mesmo reforma. Mais que nunca o Brasil é peça chave para o domínio do império ianque não somente no continente, mas em todo mundo, no momento que vai desembocando na maior crise da história. Dentro e em posição destacada dessa situação, o Brasil vive não somente uma crise econômica e social, ela é política e moral.

Nada dos interesses do povo e da nação está em jogo neste pleito corrupto, moralmente miserável e sem honra nenhuma. É essa crosta pustulenta que aprisiona a nação, submete o país ao mais ignominioso avassalamento, escraviza seus filhos, famintos, pisoteados, esmagados brutalmente, aos punhados a cada dia. Mas, em meio às suas pequenas lutas, ainda que de forma lenta, desorganizada e por partes, o povo se enoja e se distancia dessa farsa. Toda essa propaganda nauseabunda é capaz de convencê-lo, cada vez menos, de que alguma vez tais eleições significaram melhoria em sua vida. Aprende crescentemente que cada um dos seus poucos direitos, foram conquistados com muita luta. Só viraram leis após terem sido conquistados em verdadeiras batalhas campais das confrontações de classes.

O povo, espontaneamente já tem se decidido. Num fenômeno igual ao que se observou na Argentina, na França, no Perú, na Colômbia, os brasileiros estão, crescentemente, votando nulo, em branco ou se abstendo. E que dêem as explicações que melhor lhes convier, os tais "cientistas políticos". Não adianta!

Para a libertação do nosso povo e nosso país há muito o que fazer. Menos ser partícipe dessa farsa e cúmplice de nossa própria opressão e miséria.

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