Viva o Luminoso Caminho de Outubro

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Adaptação da declaração da Frente Revolucionária de Defesa dos Direitos do Povo (FRDDP), do Brasil, em celebração aos 100 anos da Grande Revolução Socialista de Outubro de 1917 na Rússia, disponível na íntegra no portal do jornal A Nova Democracia.

Encontro Camponês no Sul do Pará celebrou a Revolução Bolchevique, 28/10
Encontro Camponês no Sul do Pará celebrou a Revolução Bolchevique, 28/10

Há 100 anos as massas populares exploradas e oprimidas da Rússia protagonizaram um grandioso acontecimento histórico. Sob a intrépida direção do Partido Bolchevique e a lúcida chefatura do Grande Lenin, a imensa maioria da classe operária, dos camponeses pobres e dos soldados russos, unidos por pão, paz e terra, ergueu-se como furioso tufão para varrer o recém-estabelecido Governo Provisório, poder político da burguesia imperialista e restos feudais, proclamando a República Socialista Soviética da Rússia. A revolução proletária socialista triunfava, pela primeira vez, representando uma viragem tal que abria uma Nova Era para a Humanidade, a Era da sua transição à sociedade sem classes, sem exploração do homem pelo homem, a da Emancipação Humana, a sociedade da eterna harmonia, o dourado Comunismo.

A Revolução de Outubro cumprira os requisitos e as premissas da revolução proletária, previstas e estabelecidas pelos fundadores do socialismo científico, confirmando o caráter científico dessas: o partido comunista, apoiado nas massas armadas, aplicando a violência revolucionária, tomou de assalto o poder da burguesia, expropriou os capitalistas e latifundiários, aboliu a propriedade privada dos meios de produção, socializando-os e nacionalizando a terra, destruiu a maquinaria burocrático-administrativa-policial-militar e estabeleceu o novo Poder estatal do proletariado, sobre a base da aliança operário-camponesa e na forma inovadora dos conselhos dos delegados, diretamente eleitos nas unidades de produção, locais de atividades ou moradia, pelos operários, camponeses e soldados, centralizados no governo dos Comissários do Povo. Realizara o que proclamara Lenin, doze anos antes, em meio aos combates da primeira revolução democrática burguesa de 1905: “Só o povo armado pode ser um verdadeiro baluarte da liberdade popular”.

Por trás dos covardes ataques ao camarada Stalin estava o novo revisionismo sistematizado por Kruschov, tenazmente combatido pelo Presidente Mao

Ao quebrar a fortaleza burguesa na Rússia, a Grande Revolução Socialista de Outubro não só alentou a luta do proletariado da Europa e Estados Unidos; retumbou até as mais remotas regiões da terra despertando milhões e milhões de seres humanos explorados e nações oprimidas para a luta de libertação.

Por isto mesmo que, à frente da revolução na China semicolonial-semifeudal, o Presidente Mao afirmou categoricamente que: “As salvas dos canhões da Revolução de Outubro trouxeram o marxismo-leninismo até a China. Então a Revolução chinesa ganhou uma nova fisionomia”. E ainda, fundamentando de que o Poder é a questão essencial da guerra popular, pontificou: “Os fuzis dos bolcheviques criaram o socialismo na Rússia”.

Contudo, todos os avanços alcançados na luta revolucionária e na aplicação das tarefas de construção socialista – para o desenvolvimento das forças produtivas e a crescente satisfação das necessidades das pessoas – revelaram-se insuficientes para assegurar o desenvolvimento continuado da revolução e conjurar o perigo da restauração capitalista. A direção bolchevique não logrou a tempo a necessária compreensão de como prosseguir a revolução nas condições do socialismo e da Ditadura do Proletariado, em que a luta de classes seguia e se tornara mais encarniçada e mais complexa. Nesta questão o camarada Stalin revelou dificuldades no manejo das contradições, concluíra já no final dos anos de 1930 que na URSS não havia mais classes antagônicas, senão que apenas elementos contrarrevolucionários e antissociais como agentes do imperialismo, subestimando assim a necessidade imperiosa da mobilização constante das massas no combate à ideologia burguesa e a seus defensores abertos e dissimulados no Partido, no Exército e no Estado, bem como a batalha sem quartel contra as ideias reacionárias encrustadas nos costumes e tradições. O camarada Stalin apostou numa luta através do aparato de segurança interna. Mesmo assim, como comprovam os fatos históricos, foi só após a morte do camarada Stalin, grande marxista-leninista, como o definiu o Presidente Mao e intransponível obstáculo que era aos sonhos e intentos da contrarrevolução, que esta se viu encorajada e se levantou sob o manto do revisionismo moderno para restaurar o capitalismo.

Luta contra o revisionismo

Pichações nos muros de Colorado D'Oeste (RO) exaltam o centenário da Grande Revolução Bolchevique, 18/10
Pichações nos muros de Colorado D'Oeste (RO) exaltam o centenário da Grande Revolução Bolchevique, 18/10

Após a morte do camarada Stalin, nas condições internacionais de vigência da chantagem nuclear ianque, e de traição revisionista pelos partidos comunistas na Europa e USA ao final e pós II Guerra, encabeçados por Kruschov, de forma aberta e astuta os restauracionistas falsearam o marxismo-leninismo e subverteram o sistema socialista; propagandearam o populismo burguês, ergueram uma linha negra em oposição à luta de classes, à violência revolucionária e à Ditadura do Proletariado e conduziram a URSS à restauração capitalista (1956). Mas não sem ter que defrontar-se com a mais tenaz batalha ideológica jamais vista (o Grande Debate) em defesa do marxismo-leninismo e de implacável combate e desmascaramento do revisionismo moderno. O Presidente Mao prontamente identificou no XX Congresso do PCUS, por detrás dos covardes ataques ao camarada Stalin e das “novíssimas” teses de Kruschov, o aparecimento e sistematização de um novo revisionismo, demolindo sua teoria podre das “Três pacíficas” e dos “Dois todos”. E investigando as causas que conduziram à restauração capitalista na URSS, em meio ao mais tormentoso combate contra o caminho capitalista na China e seus defensores na direção do Partido Comunista da China, no Exército Popular de Libertação e no Estado Socialista, lançou a grande Campanha de Educação Socialista e o Grande Salto à Frente.

Papel da GRCP

Erguendo alto a bandeira do marxismo-leninismo e do Grande Outubro, a Grande Revolução Cultural Proletária dirigida pessoalmente pelo Presidente Mao, elevou o seu pensamento como o marxismo-leninismo da época e consagrou a Guerra Popular como o aprofundamento do Caminho Luminoso de Outubro, sistematização e síntese que realizara o Presidente Mao da experiência histórica da luta revolucionária das massas oprimidas, especialmente do proletariado para a conquista e defesa do seu Poder.

O grande desafio para os comunistas do Brasil é forjar o Partido Comunista militarizado e educar as massas no combate ao oportunismo e na violência revolucionária

São irrefutáveis os progressos e avanços que a GRCP constituiu para a revolução proletária na China e mundial. A GRCP como forma e conteúdo de levar a luta de classes nas condições da ditadura do proletariado, como conduzir a transição ao comunismo, combatendo o perigo da restauração burguesa, pôs em total evidência os desenvolvimentos do marxismo-leninismo que o pensamento mao tsetung constituía, comprovados na longa trajetória da Revolução Chinesa e para responder aos novos problemas da revolução proletária mundial e levá-la até o fim à sua meta, o comunismo.  

É inegável a inspiração que a GRCP levou aos verdadeiros marxistas-leninistas de todos os continentes a desencadearem novos movimentos revolucionários. Assim foi com o grande “trovão da primavera”, de maio de 1967, do massivo e heroico levantamento armado dos camponeses de Naxalbari (Bengala Ocidental), liderado pelo Partido Comunista da Índia Marxista-Leninista de Charu Mazumdar, hoje Partido Comunista da Índia (maoísta). Como também é verdadeiro o encorajamento que ela levou às lutas de libertação nacional dos países agredidos e ocupados pelo imperialismo e movimentos progressistas por todo o mundo. Mas, apesar de todos estes grandes logros, a maioria dos partidos que se denominavam marxistas-leninistas seguiu afundada no revisionismo kruschovista e submissos ao bastão de mando da URSS social-imperialista, diretamente ou através da forma subsidiária do revisionismo armado, patrocinado pelo castrismo.

Na América latina

No Brasil, como ocorreu em inúmeros países, uma fração da direção do Partido Comunista se levantou contra o revisionismo da direção de Prestes e em defesa do marxismo-leninismo e do Caminho Luminoso de Outubro reorganizando o Partido sob a sigla PCdoB, concretizando sua pendente constituição autenticamente enquanto partido marxista-leninista. Embora tivesse erguido as bandeiras do pensamento mao tsetung e da Guerra Popular, por insuficiências de assimilação da avançada ideologia, a direção do partido seguia eivada de subjetivismo e devido à errônea concepção da guerra popular conduziu à derrota a Guerrilha do Araguaia, na luta contra o regime militar-fascista pró-imperialismo ianque e pela revolução democrática. Isto bastou para que os inimigos do maoismo na direção do Partido sabotassem o balanço crítico daquela rica experiência, feita do sangue vertido por dezenas de heroicos comunistas e massas camponesas, para abandonar a linha revolucionária e capitular. Afundando-se no revisionismo hoxhista, a direção de João Amazonas, nos anos finais de 1970, liquidou por completo o Partido Comunista do Brasil enquanto partido revolucionário do proletariado, tão penosamente reorganizado em 1962, transformando-o em mais uma organização revisionista, sob a continuidade da sigla PCdoB.

Em direção oposta a todo este engodo, o Partido Comunista do Peru erguendo alto a bandeira do marxismo-leninismo pensamento mao tsetung, defendendo o Caminho Luminoso de Outubro, denunciando e rechaçando o golpe restauracionista da camarilha de Teng (1976), desencadeou a luta armada revolucionária como guerra popular prolongada, em 17 de maio de 1980. Através da luta de duas linhas que primou desde seus inícios, a Fração Vermelha dirigida pelo Presidente Gonzalo que reconstituíra o PCP levou a guerra popular com saltos, dando demolidores golpes contra a semifeudalidade, o capitalismo burocrático e o imperialismo. A guerra popular no Peru confirmou o planteado, fundamentado e plasmado pela chefatura do Presidente Gonzalo de que os aportes do Presidente Mao, até então pensamento mao tsetung, ao abarcarem as três partes constitutivas do marxismo e como unidade respondendo às novas exigências da realidade concreta do mundo de modo geral e da luta de classes em particular, correspondia ser uma nova, terceira e superior etapa de seu desenvolvimento, portanto, maoismo.

Tal como compreendeu e sintetizou o Presidente Gonzalo, o fundamental no maoismo é a questão do Poder. O Poder para o proletariado nos diferentes tipos de revolução em curso no mundo, ou seja, o Poder para o proletariado na revolução de nova democracia ininterrupta ao socialismo que se dá nos países oprimidos pelo imperialismo e que constituem a base da revolução mundial; o Poder para o proletariado na revolução socialista que se dá nos países de capitalismo desenvolvido, imperialistas; o Poder para o proletariado nas sucessivas e necessárias revoluções culturais proletárias que conjurem e derrotem a restauração e que desenvolva, aprofunde e culmine a transição da sociedade, em todo o mundo, para o luminoso comunismo. O Poder para o proletariado conquistado e defendido mediante uma força armada dirigida de forma absoluta pelo Partido Comunista. O Presidente Gonzalo aprofundou e desenvolveu o marxismo-leninismo-maoismo mediante sua aplicação criadora à realidade do Peru, pondo em relevo a aplicação e manejo da contradição, desenvolveu o essencial do maoismo definindo que a construção dos três instrumentos deve se dar de modo concêntrico, de que o partido dirige tudo e é militarizado.

Assim é que, neste quadro, o grande desafio para os comunistas e as massas populares do Brasil, da América Latina, como de resto em todo o mundo, mais que nunca é o de seguir o Caminho Luminoso de Outubro como a via geral para a conquista do Poder. Ou seja, a forja e educação do Partido Comunista, agora como Partido Comunista militarizado, e das massas no combate ao oportunismo e na violência revolucionária. Concretamente isto corresponde, antes de tudo, a constituição onde não existem e reconstituição onde os partidos comunistas foram afundados pelo revisionismo, de verdadeiros partidos comunistas como partidos comunistas marxista-leninista-maoístas para conduzir as massas populares na guerra revolucionária como Guerra Popular, pela conquista do Poder, tal como faz o PCP no Peru, o PCI (Maoista) na Índia e como em muitos países onde os comunistas maoistas estão fazendo preparativos para o desencadeamento de novas guerras populares, superando passo a passo a dispersão do Movimento Comunista Internacional (MCI).

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Ao desferir um golpe certeiro no inimigo comum, a Revolução de Outubro deu aos povos de todos os países um exemplo e mostrou o caminho da luta de libertação das massas exploradas e oprimidas. Mostrou os meios das massas concretizarem o direito de decidir sobre seus próprios destinos, os quais foram aprofundados e desenvolvidos no curso tormentoso que seguiu a revolução proletária ao longo do século XX até nossos dias. Neste sentido, os ensinamentos da Revolução de Outubro, o Caminho Luminoso de Outubro, seguem vigentes nesta época, a que precisamente definiu e prenunciou o Presidente Mao, época da decomposição mais avançada do imperialismo na qual ele e toda a reação serão varridos da face da terra pela Revolução Proletária Mundial. Vigência esta que se expressa cabal e plenamente no chamamento que o Presidente Gonzalo, há 25 anos, dirigiu aos comunistas de todo o mundo com seu desafiante discurso a constituir ou reconstituir partidos comunistas militarizados para desencadear mais e mais guerras populares, para levantar a Nova Onda da Revolução Proletária Mundial a novas alturas, alçando o maoismo no mando e guia da revolução mundial.

Viva os 100 anos da Grande Revolução Socialista de Outubro!

Honra e Glória Eternas ao Heroico Partido Bolchevique e aos Grandes Lenin e Stalin!

Viva a guerra popular no Peru, Índia, Filipinas e Turquia!

Abaixo o revisionismo e todo o oportunismo!

Viva o marxismo-leninismo-maoismo, principalmente maoismo e as contribuições de valor universal do pensamento Gonzalo!

Defender a vida e a saúde do Presidente Gonzalo e seu pensamento todopoderoso!

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