BA: Revolta contra irrigação em latifúndio

Mais de 600 manifestantes ocuparam as fazendas Curitiba e Rio Claro e incendiaram o sistema de irrigação da fazenda Rio Claro, no dia 2 de novembro, no município de Correntina, Bahia. Os manifestantes denunciavam que o sistema de irrigação deste latifúndio estava causando falta de água e queda de energia na região.

Estação de energia foi varrida pela revolta camponesa, 02/11
Estação de energia foi varrida pela revolta camponesa, 02/11

No protesto, a fúria popular contra a falta de água em suas residências e lotes de terra levou a destruição de cercas, postes, onze tratores, três caminhões, duas colheitadeiras, uma retroescavadeira, 20 pivôs de captação de água e um gerador, além de danos no sistema de energia.

A Lavoura e Pecuária Igarashi, pretensa proprietária das fazendas Curitiba e Rio Claro, construiu, há cerca de dois meses, duas piscinas de 125 metros e seis metros de profundidade, que são abastecidas com a água do rio Arrojado para irrigar uma área de 2.530 hectares com 180 mil metros cúbicos de água por dia – o que seria suficiente para abastecer diariamente mais de 6,6 mil cisternas domésticas de 16 mil litros.

Os camponeses dos povoados de Arrogeando, São Manoel e de Praia são os principais prejudicados com sistema de irrigação dos latifúndios – autorizado pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) –, que, quando ativado, diminui o nível de água no leito do rio Arrojado, prejudicando o abastecimento das moradias, a irrigação das lavouras e a criação de animais.

A resposta camponeses ocorreu menos de 15 dias após a destruição dos prédios governamentais que promoviam repressão aos pequenos garimpeiros em Humaitá, no AM.

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