Um povo atirado à barbárie

Nos últimos três anos, a quantidade de sem-teto triplicou na cidade do Rio de Janeiro, atingindo mais de 15 mil pessoas, segundo dados subestimados da Secretaria Municipal de Assistência Social, que realiza o cálculo levando em conta apenas a ínfima minoria dos sem-teto que conseguem receber assistência da prefeitura.

Fotos: Ellan Lustosa/AND

Ainda segundo o órgão, metade dessas pessoas advêm de outros estados tão ou mais precários que o Rio, na vã busca por empregos. Assim, esses trabalhadores acabam sem emprego e sem moradia, degenerando na mendicância ou na delinquência.

O desemprego endêmico de um capitalismo burocrático assentado na concentração de terras no campo (latifúndio), criando essa imensa massa desempregada, atinge números recordes de 1,3 milhões somente no estado, segundo dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Esta situação, somada ao alcoolismo e ao consumo de outras drogas a que são atirados contingentes cada vez maiores das massas trabalhadoras sem perspectivas, resulta em miseráveis condições de vida para uma parcela cada vez maior de nosso povo, que é jogado na indigência completa.

Sem acesso à saúde, educação e moradia, são atirados à barbárie, obrigados a viver sob pontes e marquises, à sorte do tempo e acossados frequentemente pela repressão policial do mesmo velho Estado que os mantêm nestas condições.

Tudo isso é resultado da velha ordem das classes dominantes de grandes burgueses e latifundiários. Mas enganam-se estes se acham que suas benesses ganhas pelos serviços prestados ao imperialismo serão eternas. Seus dias estão contados. Criam seus próprios coveiros, as massas no campo e na cidade que fermentam e maturam, dia após dia, o ódio e revolta contra os exploradores.

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Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

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