Música sem fronteiras

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Carioca interessado em cultura brasileira, o cantor André Grabois, em duo com o violonista João Brasileiro, homenageia Elomar Figueira de Mello. Da mesma forma, com o projeto Rebentação (trio com Lucas Fixel e Leandro Cunha), resgata Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro. Oriundo de uma família de combatentes comunistas, André vê na música a sua forma de militância.

Andre Grabois e João Brasileiro

– Sou sobrinho-neto do Maurício Grabois, que atuou como dirigente da guerrilha do Araguaia, uma grande liderança comunista no Brasil, e primo segundo, homônimo, de André Grabois, filho do Maurício. O André era primo primeiro do meu pai, Victor Grabois, e meu nome foi dado em homenagem a ele, desaparecido político, morto na guerrilha em 1973 – relata André.

– E essa parte da minha família, revolucionária, combatente, está de alguma forma presente na minha música, minha forma de fazer política é cantar, é através da minha arte. Sempre procuro me envolver com o repertório dessa forma, pelo caminho de um certo engajamento, de canções que falem de uma consciência geopolítica, da questão global – expõe.

André não teve uma grande educação musical quando criança, porém, tão logo descobriu sua vocação, fez aulas de canto, inclusive canto lírico, com vários professores e preparadores vocais, e também dança e teatro.

– Toquei um pouquinho de violão a partir dos 10/11 anos, mas não deu para desenvolver muito. Participei de um coro na escola, estudei alguma coisa de música, mas nada demais, coisa simples. Mas com 16 anos fiz um intercâmbio no ensino médio nos Estados Unidos, e lá passei em um teste para participar de um musical, fiquei super empolgado, foi muito bacana – conta.

– Mas não tinha consciência técnica nenhuma, até hoje não sei como foi de verdade, se eu era afinado ou se não era, não tinha consciência da minha voz nessa época. Quando voltei para o Brasil passei a cantar forró na escola com meus amigos, participar dos saraus da escola, e a partir dali comecei com esse negócio de querer cantar, tive uma banda de forró, depois uma de maracatu, e por aí foi – continua.

Andre Grabois no Trio Rebentação
Andre Grabois no Trio Rebentação

Atuar como intérprete de músicas que chamam sua atenção é muito importante para André, mas ele já tem algumas composições próprias.

– Tenho umas cinco ou seis músicas em parceria com a Marcela Velon, uma cantora e compositora que estará lançando o seu disco em breve. Ela gravou duas das nossas canções: Ponteio de Alazão e Terra branca – diz.

– Para essas músicas fiz a letra, mas não me considero um compositor ainda, pode ser daqui há pouco, já que tenho me aventurado pelo violão e pela harmonia, mas por enquanto sou apenas intérprete – declara.

Carioca que canta o Brasil

– Acredito que as fronteiras entre os estados já foram quebradas há muito tempo com o Luiz Gonzaga, que trouxe o nordeste para Rio, com o Dorival Caymmi, que trouxe a Bahia, e muitos outros. De verdade nós somos brasileiros e eu gosto de música boa, pode ser de várias outras culturas, e até outras partes do mundo, porque algumas músicas não têm fronteiras – afirma.

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