Povo peruano repudia indulto a Fujimori

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Nota da Redação de AND: No dia 5 de dezembro, o ex-gerente de turno do velho Estado peruano, genocida e bandido reconhecido e odiado pelas massas peruanas, deixou de vez a “prisão dourada” (como denominaram a prisão de Fujimori, abundante em regalias).

Guadalupe Pardo/Reuters
Povo enfrentou a repressão do velho Estado peruano. Lima, 28 de dezembro de 2017 (Foto: Guadalupe Pardo/Reuters)
Povo enfrentou a repressão do velho Estado peruano. Lima, 28 de dezembro de 2017

O indulto foi concedido pelo atual presidente, o reacionário Pedro Pablo Kuczynski, conhecido como PPK, para o atual presidente, a fim barrar o impeachment que avançava no parlamento, controlado pelos fujimoristas. Este foi barrado no fim de dezembro do ano passado, quando as máfias reacionárias entraram em acordo.

Segundo as investigações, PPK recebeu propina da Odebrecht e, descaradamente, deu o indulto a Fujimori em troca de barrar o impeachment no parlamento.

Os jovens e trabalhadores promovem protestos que sacodem o país, governado por uma figura absolutamente desmoralizada. Marchas diárias tomam as ruas desde o dia 25 de dezembro. Lima, Cusco, Arequipa e outras cidades foram palco dos maiores repúdios populares ao indulto.

Reproduzimos a seguir adaptação da declaração do Movimento Popular Peru (Comitê de Reorganização) com a posição do Partido Comunista do Peru sobre a questão. 

Abaixo o indulto ao genocida Fujimori!

O governo fascista, genocida e vendepátria do Kuczynski/Fujimori cumpriu o que foi determinado pelo imperialismo e pela reação: indultaram ao chumbeque1 Fujimori. Este indulto é cantado desde os trâmites da extradição deste chumbeque genocida pelo Chile. E todos os presidentes do velho Estado genocida, desde García até o atual, sempre anunciavam tal indulto, preparando a opinião pública e o momento oportuno. O indulto foi consumado, tal como afirmou um jornal reacionário, por meio de “uma farsa. A farsa montada para salvar a Kuczynski e indultar Fujimori”.

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O indulto concedido ao fascista, genocida e vendepátria Fujimori já estava cantado. Em junho de 2017, Kuczynski afirmou que “a hora de indultar é agora”, e ele foi preparado pela reação e pelo imperialismo, conluiados com o revisionismo, especialmente com os da Linha Oportunista de Esquerda (LOE) e da Linha Oportunista de Direita (LOD) revisionista e capitulacionista. Todos eles montaram uma série de patranhas sistemáticas contra a Chefatura do Presidente Gonzalo, tratando inutilmente de desprestigiar seu nome e sua condição de mais importante prisioneiro de guerra revolucionário do mundo.

As atuais autoridades, tanto civis como militares, e as que lhes precederam, trataram de ocultar seu podre sistema de corrupção e negociatas nas altas esferas do governo de turno, nos governos de ditadura genocida, fascista e vendepátria anteriores, ligados às suas campanhas de guerra de baixa intensidade (GBI) como complemento do plano ianque de “guerra contrassubversiva”, que têm sido desmascaradas, denunciadas, combatidas e seguirão sendo esmagadas pelo PCP e pelo povo peruano, com a coluna vertebral do novo Poder, da República de Nova Democracia em Formação, o Exército Popular de Libertação (EPL), dirigidos onimodamente pelo PCP e guiados sempre pela ideologia todopoderosa e indestrutível do marxismo-leninismo-maoismo pensamento gonzalo, sujeitos firmemente à Chefatura do Presidente Gonzalo.

O Presidente Gonzalo, apesar de estar isolado absoluta e ininterruptamente, torturado e submetido à cadeia perpétua, sem sentença ou resolução válidas, se mantém firme, combativo e desafiante ante o velho sistema de opressão de exploração do velho Estado latifundiário-burocrático, a serviço do imperialismo, principalmente o ianque. O Presidente Gonzalo mostra ao mundo sua firme postura de comunista completo e grande revolucionário, firme e exemplar lutador antirrevisionista. Em 2014, por exemplo, ele fez uma denúncia e interviu de dentro de sua cela, altas horas da noite, combatendo o sistema e o promotor, juízes e carcereiros navais, ensinando-lhes a fazer bem seu trabalho e esmagou uma vez mais o Movadef, desconhecendo esta organização como pertencente ao PCP. Nosso Chefe repudiou a tese de que pertencesse a tal organismo e rechaçou as imputações contra ele.

O MPP (CR) denunciou por ocasião do chamado segundo turno das eleições de 2016 que quem saísse eleito, além de servir às três tarefas reacionárias, como parte delas, teria que dar a “anistia” para tirar da cadeia dourada o chumbeque fascista, genocida e vendepátria Fujimori e demais genocidas civis e militares. Dissemos que o assunto em debate, em meio ao conluio e pugna entre eles, é como se produziria isso. Também dissemos que o governo inaugurado em 28 de julho de 2016 era o governo de PKK e do fujimorismo, porque este último obteve a maioria no congresso, e porque ambos têm a tarefa específica para cumprir, como uma necessidade da reação para sua guerra contrarrevolucionária, chamada de “baixa intensidade”, contra o povo peruano e a guerra popular. Quando nos referimos a este fascismo e a estes fascistas, estamos aplicando o estabelecido pelo PCP, que caracteriza o regime estabelecido com o chamado “autogolpe de Fujimori” como um fascismo adequado para combater a guerra popular.

Em nosso país vem-se gerando um amplo movimento de rechaço ao indulto dos genocidas e, para todos é claro também que se trata de um perdão não somente ao genocídio contra as massas, mas a todo esse entreguismo redobrado, à venda do país em leilão, desde os anos 1990 do século passado.

O indulto é perdão oficial aos genocídios e ao roubo mais descarado e danoso ao país. Tudo isto deslegitima mais o velho Estado e mostra que está corroído até o tutano, e que só pode manter-se pela inércia e pela força das armas. Desde nossa colina, o que corresponde é continuar seu varrimento com mais guerra popular, para o qual cabe brigar mais por culminar a reorganização geral do PCP.

A posição do PCP e seu organismo gerado para o trabalho no estrangeiro, o MPP (CR), é clara e contundente em denunciar o indulto ao chumbeque fascista, genocida e vendepátria Fujimori e os indultos que estão em marcha para os demais genocidas civis e militares, como uma necessidade da reação e do imperialismo, conluiados com o novo revisionismo, para seguir desenvolvendo sua chamada “guerra de baixa intensidade”, guerra contrarrevolucionária, contra a guerra popular. Este perdão a todos seus genocídios e demais crimes é condição para continuar seu genocídio contra o povo peruano e contra seus melhores filhos, os comunistas, os combatentes e as massas. Defender a Vida e a Saúde do Presidente Gonzalo com Guerra Popular! Isso deve ser feito, é isso o que devemos fazer ante esse fato. Não como o Movadef, que se move em mobilizações para montar-se na luta dos organismos de “direitos humanos”, da “esquerda” etc. tratando de desviar as massas para outro caminho, o caminho eleitoreiro, buscando a anistia para os militares genocidas, isto é, mobilizando-se por anistia e registro para reprimir o povo junto com a reação. Condenamos estas ratazanas miseráveis e as ratazanas da linha oportunista de essência direitista com cara de “esquerda” ou LOE, que não para com seus ataques contra nossa Chefatura e ao pensamento gonzalo.

Defender a Vida e Saúde do Presidente Gonzalo com Guerra Popular!

Movimento Popular Peru (Comitê de Reorganização)

Dezembro de 2017


Nota:

1 - Chumbeque: doce andino tradicionalmente consumido em eventos folclóricos no Peru. É característico por sua cor amarela, consistência leve e baixo custo.

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