Abrem-se as cortinas para a farsa eleitoral

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O ano de 2018 começou sob o espectro das pesquisas eleitorais de 2017, no qual apontava-se Luiz Inácio e Jair Bolsonaro como prováveis candidaturas a disputar o segundo turno da farsa eleitoral, planejada para outubro do presente ano.

Os monopólios dos meios de comunicação, também responsáveis pela formulação de tais pesquisas, trabalham com a mensagem repetitiva de que os dois são os extremos do leque ideológico representado no circo eleitoral. Luiz Inácio à esquerda e Bolsonaro à direita.

Por outro lado, os monopólios de comunicação, correspondendo aos ditames do “mercado”, procuram de forma até desesperada inflar uma candidatura que satisfaça o apetite do mesmo. Até agora todos os pretendentes se debatem nas beiradas das pesquisas, longe de chegarem a dois dígitos.

Alckmin, Rodrigo Maia e Henrique Meirelles se desdobram em mesuras ao “mercado” que exige como dote aos candidatos a “reforma da previdência”. Neste quesito, Maia e Meirelles correm no fio da navalha, pois a derrota da PEC na Câmara dos Deputados já tiraria ambos do páreo.

Os espetáculos promovidos pela Polícia Federal são um jogo de cena para impressionar incautos.

Entre estes dois blocos situam-se projetos de candidatura à espreita de se colocarem como sucedâneos tanto de um bloco quanto do outro. São eles: Ciro Gomes, Marina Silva, João Dória, Manuela D’Ávila, Álvaro Dias, João Amoêdo, Guilherme Boulos e Fernando Collor.

Até aqui, como seria de se esperar, nada de novo. São palhaços insistindo em ocupar um espaço no picadeiro enquanto o circo pega fogo até a cumeeira.

O brejo da ‘Lava Jato’

Concebida para dar uma aparência de higienização do carcomido sistema eleitoral brasileiro em busca de recuperar minimamente a legitimidade, a Operação “Lava Jato” foi engolfada por este mesmo podre sistema por meio de seus tentáculos nas várias instituições do velho Estado. Estes sustentáculos estão presentes na Polícia Federal, Procuradoria-Geral da República, todas as instâncias do Judiciário, para não falar do Congresso e da Presidência da República e seus ministros, ocupados por quadrilhas de meliantes de vários calibres. Não foi tão difícil levar a “Lava Jato” para o brejo, tomando-se em conta que este é um sistema que “sempre foi assim”, nas palavras do ex-deputado federal Pedro Corrêa do PP, condenado no “mensalão” e na “Lava Jato”.

O espetáculo promovido pela Polícia Federal com meia dúzia de agentes levando o ex-governador Sérgio Cabral algemado nas mãos e nos pés, nada mais é do que jogo de cena para impressionar os incautos. Ela, sob nova direção, é parte da engrenagem tanto quanto a PGR e o Supremo. Eles não estão acima nem abaixo da lei, estão dentro dos grupos de poder que constituem as forças em pugna e conluio dentro do velho Estado – eles são a lei.

Partido Único

Quando afirmamos que até aqui não existe nada de novo, nos referimos ao fato de que as siglas que se apresentam para a disputa contêm em seus estatutos uma cláusula invisível: a cláusula da subjugação nacional, imposta pelo imperialismo, como cláusula pétrea para quem deseja chegar ao gerenciamento do velho Estado brasileiro. É esta cláusula que, independentemente de seu discurso, coloca a sigla dentro do Partido Único.

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À comprovação da existência do Partido Único, o leitor pode tirar da história recente em que desfilaram pelo gerenciamento do velho Estado as principais siglas do espectro eleitoral e que, tirando as firulas, cumpriram, no essencial, o mesmo programa imposto pelo Fundo Monetário Internacional e pelo Banco Mundial, prestando contas à Casa Branca pela aplicação do mesmo.

Sarney assumiu a cabeça do velho Estado como salvador e entregou o mesmo em crise profunda a Collor de Mello que, também, entrou como salvador e, novamente, entregou-o em crise ainda mais profunda à dupla Itamar Franco e Fernando Henrique. Daí, foi montado o Plano Real para tirar o Brasil da crise e, ao fim do gerenciamento, entregaram o Brasil em ainda mais profunda crise cambial a Luiz Inácio. Este, depois de quatorze anos de gerenciamento do PT e sua política de conciliação de classes, no mais elevado estilo sabujo, deixou-o ao seu correligionário e quadrilheiro Temer, após a deposição de Dilma, conseguindo extrapolar a crise econômica para os patamares da política, da moral e da ética.

As massas deverão manifestar um repúdio ativo contra aqueles oportunistas que as ludibriam em cada eleição

Não devemos esquecer que no gerenciamento destas siglas nunca o imperialismo, a grande burguesia e o latifúndio tiveram tanto lucro em suas transações, enquanto que em todos eles o povo e a nação é que estão arcando com a crise sobre seus ombros.

Bobos da corte

Como confeite de bolo, as siglas oportunistas e revisionistas se apresentam à farsa eleitoral com sua indisfarçável indumentária de bobos da corte.

Segurando uma vela e rezando para que o cadavérico sistema político eleitoral não morra, o oportunismo chancela, com sua participação na farsa eleitoral, a velha democracia das oligarquias latifundiárias, da grande burguesia e do imperialismo. De nada valem seus podres argumentos de que é importante usar o período eleitoral para fazer a denúncia do “sistema”, ou de que o povo só entende política como eleição.

Principalmente em períodos de crise profunda como a que o Brasil atravessa, e mais, dentro de um acentuado grau na crise geral do imperialismo, isto deve ser feito diariamente e, não só denunciar, mas organizar o povo para a luta violenta pelo Poder.

O Novo

Partindo do patamar das últimas eleições, quando um terço do eleitorado se absteve, votou nulo ou em branco, podemos afirmar que o novo é o crescente repúdio não só aos políticos das velhas oligarquias regionais, mas a todo o sistema.

As massas deverão manifestar um repúdio ativo contra aqueles que, mais uma vez, montam palanques para prometer “saúde, educação e segurança”, nesta repetitiva chorumela farsante.

O novo é a organização do povo em movimentos combativos e enfrentamentos de massas cada vez mais beligerantes pela resolução direta de suas demandas imediatas, apontando para a construção dos instrumentos fundamentais para levar a cabo a Revolução Democrática no Brasil: o Partido revolucionário de vanguarda do proletariado e a base para a frente única que é a aliança operário-camponesa.

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