Papa Francisco: o mesmo Bergoglio de sempre

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Na sua recente visita ao Chile, Jorge Bergoglio, nomeado “papa Francisco”, foi duramente criticado, entre outras coisas, por ter promovido a bispo um padre que, segundo acusações, acobertou crimes de pedofilia. Bergoglio disse que não tinha recebido nenhuma prova contra ele, só calúnias. Juan Carlos Cruz é a vítima mais atuante nas denúncias. Ele acusa que o atual bispo presenciou abusos sexuais de crianças cometidos por padres, passando a protegê-los. Cruz entregou uma carta em 2015 detalhando os abusos ao cardeal O’Malley, que afirma tê-la repassado ao pontífice. Ele também foi até o Vaticano para participar de uma audiência que tinha sido convocada, mas que foi cancelada na última hora. Cruz, que atualmente é jornalista e vive no USA, pergunta: será que o depoimento das vítimas não é prova e nem merece investigação? Eu deveria ter tirado uma selfie enquanto era abusado?

Daniel Garcia
Regime militar argentino, tendo Bergoglio como colaborador, foi auge da repressão ao povo (foto: Daniel Garcia)
Regime militar argentino, tendo Bergoglio como colaborador, foi auge da repressão ao povo

Ante a repercussão negativa do caso, o Vaticano promete enviar um representante para falar com Cruz.

A Argentina sofreu com uma cruenta ditadura que, segundo dados oficiais, causou  desaparecimentos e assassinatos de 30 mil pessoas. Nesse período, familiares e amigos, ante o desaparecimento do ente querido, tinham poucas opções de pedido de socorro. Não adiantava ir à delegacia ou qualquer órgão público de segurança, pois eles mesmos eram os sequestradores. Os meios de comunicação, com raríssimas exceções, sofriam censura total ou colaboraram com o sistema. Nessa situação muitos recorriam à igreja católica para que intercedesse por eles.

Bergoglio, como principal chefe da ordem dos jesuítas, deve ter recebido centenas de pedidos de ajuda. Muitos declararam isso. Quando o judiciário argentino o convocou, ele usou uma prerrogativa local de foro privilegiado para não comparecer. Sim, na Argentina a cúpula de batina também tem privilégios ante a justiça. Só na terceira convocatória para julgar os crimes contra a humanidade ele foi e como testemunha asseverou que nunca soube de nada, que só ficou sabendo das torturas, sequestros e roubo de crianças pela imprensa como todo mundo, quando já tinha acabado o período militar.

Acobertando genocidas

Em 30 de janeiro foi o aniversário do professor Martin Almada. Para quem não sabe, Almada era um dedicado professor paraguaio que, ante a precária situação do ensino no seu país, empreendeu uma série de ações reformistas inspirado no pensamento de Paulo Freire. Sua tese de doutorado na Universidade de La Plata, na Argentina, denominou-se “Paraguai: educação e dependência”.

Isso foi motivo para que em 1974 fosse sequestrado e julgado por um tribunal militar composto por representantes da Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai e condenado como “terrorista intelectual”.

Preso e torturado, fez greve de fome durante 30 dias até receber ajuda da Anistia Internacional. Consegue sair da prisão em 1977 e é contratado pela Unesco em Paris.

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