Índia: Combatentes vermelhos aniquilam nove soldados

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Nove soldados da Força Policial da Reserva Central (FPRC) foram aniquilados e outros três foram feridos, na tarde de 13 de março, por uma emboscada realizada pelo Exército Guerrilheiro Popular de Libertação (EGPL) dirigido pelo Partido Comunista da Índia (Maoista). Entre os aniquilados está um chefe de polícia, identificado como Lakshman.

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Combatente do EGPL monta guarda durante Congresso do PCI (Maoista)
Combatente do EGPL monta guarda durante Congresso do PCI (Maoista)

A emboscada foi realizada com explosivos remotos e destruiu uma viatura blindada antiminas. Os soldados, que pertenciam ao 212º Batalhão da FPRC, se deslocavam de Kistaram para Palodi, no distrito de Sukma, em Chhattisgarh.

Sukma é uma das regiões que mais concentram atividade do movimento revolucionário na Índia. A guerra popular na região está presente há décadas e tem profunda relação com as massas básicas, que são organizadas no EGPL. O resultado são ações de grande envergadura.

No dia 11 de março do ano passado, por exemplo, revolucionários do EGPL emboscaram uma unidade da FPRC e mataram 12 soldados nesse mesmo distrito. Já em 24 de abril do mesmo ano, 24 soldados do FPRC foram aniquilados pelos guerrilheiros, perto de Burkapal, no sul de Sukma.

Combatentes do EGPL emboscaram unidades policiais também no bosque de Abujmarh, no distrito de Dantewada (também em Chhattisgarh), segundo informou a imprensa local no dia 02/03. Na ocasião, três policiais foram feridos com explosivos e tiros de fuzis e submetralhadoras.

As ações armadas dirigidas pelo PCI (Maoista), segundo o princípio da guerra popular, têm como objetivo ir minando a força e a capacidade das forças policiais e de repressão do velho Estado em determinadas regiões. Conforme a concepção militar proletária, isso resultará gradativamente em vazio de poder, no qual consolida-se, passo a passo, o governo de operários e camponeses nas Bases de Apoio. Este governo distribui as terras dos latifundiários para os camponeses e, apoiando-se no EGPL, garante a sua sustentação e expansão.

Agentes infiltrados são punidos

Dois agentes policiais infiltrados foram aniquilados por uma unidade do Exército Guerrilheiro Popular de Libertação (EGPL), no dia 14 de março, na aldeia de Mairamjanga, distrito de Seraikela-Kharsawanla, estado de Jharkhand.

Os revolucionários detiveram os dois informantes em suas casas e os levaram a um bosque próximo, efetuando o aniquilamento. Antes de retirar-se, os guerrilheiros deixaram panfletos denunciando os crimes cometidos pelos informantes dos órgãos de repressão do velho Estado.

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Um dos aniquilados já foi membro do Panchayat Samiti, uma instituição de governo local, vinculada ao velho Estado.

Nove dias antes, os guerrilheiros já haviam realizado uma outra ação desse tipo no distrito de Jamui, no estado de Bihar. Na ocasião, dois informantes policiais foram detidos por 40 combatentes do EGPL.

As punições aos policiais infiltrados e informantes são ordenadas após julgamento da justiça revolucionária no qual, comprovando-se a atividade contrarrevolucionária, procede-se à aplicação da pena.

Maoistas defendem povos tribais

O Comitê Central (CC) do Partido Comunista da Índia (Maoista) emitiu pronunciamento denunciando a violência desencadeada contra os povos tribais adivasis e dalits pelos grupos nacionalistas hindus. Os maoistas destacam que, para criar uma Nova Índia, é preciso “construir uma Nova Sociedade Democrática”, que respeite antes de tudo os direitos do povo como condição para “acabar com as discriminações de casta, religião e sexo”.

Correo Vermelho
Exército Guerrilheiro Popular de Libertação (EGPL) em treino, na região de Sukma (foto: Correo Vermelho)
Exército Guerrilheiro Popular de Libertação (EGPL) em treino, na região de Sukma

“Nosso Partido condena com a maior energia o ataque com armas brancas e de fogo levado a cabo pelas forças sectárias do nacionalismo hindu contra os milhares de dalits e democratas.”, posiciona-se o CC do PCI (Maoista).

O PCI (Maoista) relaciona isso com a velha sociedade pendente de revolução democrática, e responsabiliza o governo semicolonial, gerenciado pelo reacionário nacional-hinduísta Narendra Modi, por incrementar, no campo ideológico e político, a violência contra os povos tribais.

“Nosso Partido faz um chamamento aos oprimidos para que lutem unidos e organizados contra as agressões das forças nacional-hinduístas que governam com as mãos manchadas de sangue.”, conclui.

Após um dos ataques recentes do velho Estado contra os povos tribais, o PCI (Maoista) convocou uma onda de protestos no final de fevereiro. Na ocasião, um jovem tribal chamado Madhu foi assassinado em Chindakki, na reserva florestal Attappadi, no estado de Kerala. O jovem foi torturado e morto por mais de 15 criminosos. O chamado foi feito em nome do Comitê Zonal Especial dos Ghats Ocidentais do PCI (Maoista), pelo porta-voz camarada Jogi. Os comunistas denunciaram que os guardas florestais não moveram uma palha para evitar a morte do jovem.
O Partido denunciou, na ocasião, que o espancamento e morte do jovem tratava-se de um ataque racista e cruel, cometido por elementos reacionários da comunidade malayense contra jovens da comunidade tribal. Os maoistas afirmam ainda que centenas de pessoas da tribo foram mortas nas regiões tribais do estado, incluindo na área da reserva Attappadi.

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