USA: Torturadora assume chefia da CIA

O presidente arquirreacionário do USA, Donald Trump, colocou no cargo de secretário de Estado o então chefe da CIA – agência de inteligência ianque –, Mike Pompeo, em 13 de março. Para o cargo antes ocupado por Pompeo, Trump indicou Gina Haspel, figura amplamente conhecida como responsável por comandar torturas e dirigir prisões clandestinas.

Lynne Sladky
Tortura: jovem afegão após ser 'interrogado' na base de Guantánamo (foto: Lynne Sladky)
Tortura: jovem afegão após ser 'interrogado' na base de Guantánamo

Gina Haspel é um quadro da inteligência ianque desde 1985 e foi antes chefe das operações clandestinas nas prisões secretas dos ianques, onde dirigiu várias sessões de torturas.

Comandando torturas

Em 2002, com o início da nova ofensiva militar ianque contra as nações do Oriente Médio, a criminosa dirigiu uma prisão clandestina na Tailândia, onde os detidos eram submetidos a afogamentos, choques elétricos, privação do sono, confinamento em caixas, tortura com sons e temperaturas extremas etc., segundo o monopólio da imprensa ianque Washington Post.

Entre os prisioneiros torturados na prisão, estão dois sauditas chamados Abd al-Rahim al-Nashiri e Abu Zubaydah. O prisioneiro Zubaydah, por exemplo, foi submetido a 83 sessões de tortura durante ao menos 30 dias, segundo o monopólio de imprensa ianque New York Times.

Outro caso emblemático, sob a tutela da torturadora-chefe Gina Haspel, foi o de Khalid Shaikh Mohammed, em 2003. Mohammed foi submetido a 183 sessões de tortura apenas no mês de março daquele ano. Segundo o New York Times, as sessões de tortura foram tão brutais e intensas que os oficiais da CIA chegaram a questionar se não estavam “passando dos limites”.

O histórico de monstruosidades de Gina Haspel, no entanto, não abala seu prestígio entre o establishment ianque, mas ao contrário, seus crimes tornam-a um exemplo. “Gina é uma espiã exemplar e uma patriota dedicada com mais de 30 anos de experiência”, declarou Pompeo, em 2017.

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