Imperialistas bombardeiam Síria

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USA promove escalada da guerra contra a nação

As potências imperialistas USA, França e Reino Unido atacaram instalações militares do Estado sírio no dia 13 de março, sob a falsa justificativa de “retaliar” o presidente semicolonial Bashar al-Assad, peão do imperialismo russo. A coalizão imperialista acusa Assad de atacar a população civil com armas químicas, cujas provas não vão além de propagandas criminosas na utilização de imagens de covardes massacres a civis, cuja autoria pode ser de qualquer uma das hordas imperialistas que brigam pela partilha daquele país.

Gráfico: a repartilha da nação Síria

Foram mais de 100 mísseis disparados em uma operação que incluiu tecnologia militar francesa e inglesa, e teve três alvos. Segundo os ianques, as instalações atingidas são produtoras ou armazenadoras de armas químicas. Assad qualificou a ação como um ato de agressão.

 Apesar da oposição diplomática da Rússia ao ataque – por se tratar de um ataque direto a um governo semicolonial submetido a sua esfera de influência e que visa desestabilizá-lo –, a própria Rússia – que acusa o bombardeio da coalizão imperialista ocidental de proteger grupos terroristas que tentam derrubar um governo legítimo – não moveu-se militarmente para impedir os ataques. As baterias antiaéreas russas não foram mobilizadas para derrubar os mísseis ianques. Segundo analistas, isso representaria uma confrontação direta entre Rússia e USA no campo militar, o que não é do interesse russo no momento. Mas, no campo diplomático, a Rússia segue afirmando que a ação “terá consequências”.

Dois dias depois do ataque, a embaixadora ianque na ONU, Nikkii Haley, afirmou que as tropas militares do USA seguirão estacionadas na Síria, segundo ela, “até que esteja completamente resolvida a situação”.

 Nisto se comprova, uma vez mais, que nessa pugna e conluio que se desenvolve a luta de partilha entre a superpotência hegemônica única USA e seus aliados por um lado, e a superpotência atômica Rússia e seus aliados, por outro, o povo é o alvo do genocídio e o seu país o botim.

A situação no país

 A Síria está repartida em vários territórios. Ao leste do país, na região de Ghouta, há um grande operativo das Forças Armadas fiéis a Bashar Al-Assad, aliado do imperialismo russo. Os grupos mercenários, aliados do imperialismo ianque, sofrem contundentes derrotas desde fevereiro de 2018. As tropas fiéis a Assad contam com apoio aéreo russo e de milícias apoiadas pelo Irã, também submetido à esfera de influência russa. O último bando mercenário que resistia em Ghouta Oriental, na cidade de Douma (nos arredores da capital Damasco), iniciou sua retirada do território no dia 02/04. Este era o último bastião significativo dos grupos pró-ianques no país.

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 O atual ataque militar do USA e outros à nação Síria é uma revanche às derrotas sofridas por seus grupos mercenários. Utilizando-se de um fabricado fato político (suposto uso de armas químicas, que, ao que tudo indica, não foram utilizadas), os ianques criaram um ambiente favorável para desestabilizar o governo, escalar o conflito e preparar o terreno para novas ações, inclusive utilizando-se de grupos ou países locais como testas-de-ferro – visto que não é dado o momento de confrontos diretos entre os imperialistas.

 Enquanto isso, na mesma região, a Turquia, em sua sanha expansionista, avança contra os territórios controlados por milícias curdas do YPG, que se aliaram ao imperialismo ianque na guerra e, agora, estão sendo abandonadas pelos mesmos ianques para serem massacrados pelas Forças Armadas turcas e só serão protegidas se forem úteis aos interesses ianques na região. Erdogan prometeu avançar contra a cidade de Manbij – mesmo local onde os combatentes da Resistência Nacional empreenderam a ação noticiada anteriormente – sob o argumento de combater ao “terrorismo curdo”.

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