A agricultura dominada pelos imperialistas

A- A A+
 

A agricultura brasileira sob o controle dos monopólios e do capital financeiro

Nos últimos anos, a maior parte das empresas de capital nacional* foi passando às mãos do capital financeiro internacional, de forma que a agricultura brasileira atualmente é controlada por este capital.

Ilustração: monopólios que dominam a agricultura

Uma análise de 14 setores, sem os quais a agricultura não seria possível de ser realizada nas atuais formas de produção, como colheitadeiras, tratores, equipamentos agrícolas, genética (de aves, suínos, bovinos), sementes, fertilizantes, suprimentos para nutrição animal, agrotóxicos, além do processamento, exportação, financiamento e o varejo alimentar, conclui-se que todos são controlados por poucas empresas estrangeiras, na maioria três ou quatro, que possuem sede nos países imperialistas: Estados Unidos, Inglaterra, França e Alemanha, além de Holanda, China e Noruega. Dada a sua condição de monopólios, estas empresas obtêm lucratividade acima da média, o lucro de monopólio.

Como se trata de algo controlado pelo capital financeiro, que participa muitas vezes em empresas concorrentes, os processos de aquisições e fusões ocorrem facilmente e com muita frequência. Recentemente houve a aquisição da gigante Monsanto pela alemã Bayer, e da Reynolds pela inglesa British American Tobacco, da qual já era proprietária de 46% (no Brasil a BAT é proprietária da Souza Cruz).

A indústria de colheitadeiras é 100% controlada por apenas três empresas (AGCO, CNH e John Deere), que também exercem o controle sobre 94% do mercado de tratores, parte significativa da indústria de equipamentos para a agricultura (um setor bastante diverso e onde estas empresas continuam adquirindo as empresas menores), além de atuarem no financiamento agrícola, principalmente no Centro-Oeste brasileiro. Embora produzam a maior parte das máquinas e equipamentos em território brasileiro, onde a força de trabalho é mais barata, a pesquisa e a tecnologia são desenvolvidas nos países onde estas empresas possuem sede e vendidas a alto custo para suas filiais localizadas no Brasil.

A genética de aves é 100% controlada por apenas duas empresas, ambas com sede nos Estados Unidos (Cobb e Aviagen/Ross). Isso significa que todas as cooperativas e empresas nacionais (como BRF e JBS) compram a tecnologia destas empresas norte-americanas, os ovos das chamadas avozeiras, que na geração seguinte darão origem às matrizes. A genética de suínos está quase totalmente em mãos de quatro empresas. Seis empresas respondem por pelo menos metade do mercado da genética de bovinos.

O setor de agrotóxicos e sementes e biotecnologia também está sob o controle de praticamente as mesmas empresas, como Bayer, Basf, Dow/Dupont, Nidera, ChemChina e Limagrain. Há diversas empresas nacionais atuando no ramo de sementes, mas todas reproduzem ou compram a tecnologia das estrangeiras. Isso ocorre até mesmo com a Embrapa, que já foi a principal no desenvolvimento de cultivares de soja para o país todo, mas atualmente tem pouca relevância.

É importante notar que o custo com sementes, as quais podem demandar o uso de agrotóxicos exclusivos das próprias fabricantes – por meio da transgenia, também chamadas de biotecnologias, chega a responder por 50% do valor de uma lavoura de milho safrinha no Centro-Oeste. Em 2016 um agricultor daquela região afirmou: “plantei 350 hectares de milho pra mim e outros 350 para a Monsanto” (atualmente Bayer). Em outros cultivos o custo com sementes é menor, mas também muito significativo.

Edição impressa

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Rua Gal. Almério de Moura 302/4º andar
São Cristóvão - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303
E-mail: anovademocracia@gmail.com

Comitê de apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

PUBLICIDADE

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro
Tel.: (11) 3104-8537
Reuniões semanais de apoiadores
toda segunda-feira, às 18:45

Seja um apoiador você também!
#
#
#

ONDE ENCONTRAR

Expediente

Diretor Geral 
Fausto Arruda

Editor-chefe 
Mário Lúcio de Paula
Jornalista Profissional
14332/MG

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas
Fausto Arruda
José Maria Oliveira
José Ramos Tinhorão 
José Ricardo Prieto
Henrique Júdice
Hugo RC Souza
Mário Lúcio de Paula
Matheus Magioli
Montezuma Cruz
Paulo Amaral 
Rosana Bond
Sebastião Rodrigues
Vera Malaguti Batista

Redação 
Ellan Lustosa
Mário Lúcio de Paula
Patrick Granja