Editorial - Golpe militar de Estado como prevenção à justa rebelião das massas

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A prisão de Luiz Inácio após a negação, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), de um habeas corpus amparado no artigo 5º da Constituição – que garante a presunção de inocência até que o processo seja “transitado em julgado” – é grave crime de flagrante violação do próprio marco constitucional das classes dominantes reacionárias locais e lacaias do imperialismo, principalmente ianque. Desmascara por completo o conto da independência dos “Poderes da República” e deixa patente a subserviência dos membros desta Corte ao Alto Comando das Forças Armadas (FF.AA.).

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A um Estado cujas instituições encontram-se em avançado estágio de decomposição, golpear a sua própria Constituição em nome do “fim da impunidade” – como aconteceu neste caso – é só o prosseguimento de tantos outros atos cometidos por uma Corte que reflete, em suas ações e decisões, a desesperada pugna dos grupos de poder das classes dominantes por abocanhar parcelas de poder, cada vez maiores, nesse mesmo velho Estado, por decidir quem manda mais. Também já não é mais de se estranhar o fato de que a juízes como Moro e Bretas seja dado tanto poder quanto o que eles usufruem.

Neste velho Estado de grandes burgueses e latifundiários serviçais do imperialismo, principalmente, ianque (Estado burocrático e apodrecido), cujo modus operandi é a corrupção – bem encoberta ou desbragada –, seu sistema político baseado na farsa eleitoral, os partidos e políticos deste tomam naturalmente de assalto os cofres públicos.

Chegado a um estágio tal de inevitável putrefação, a luz vermelha do establishment acendeu-se frente ao descrédito e falta de legitimidade que amplos setores da sociedade demonstram em manifestações patentes de repúdio. Nesse contexto, a Operação “Lava Jato” foi lançada para fazer uma assepsia geral nas instituições do velho Estado por salvar seu sistema de exploração decantado como “Estado Democrático de Direito”. Assumindo destacado papel político, a “Lava Jato” passou a atuar de forma seletiva para atender aos interesses do imperialismo, de determinados grupos de poder das frações das classes dominantes locais e dos altos mandos das FF.AA.. Porém saiu do controle, dada a gravidade da crise estrutural desse capitalismo burocrático vigente, atingindo todas as esferas da política oficial, agudizando ainda mais a luta pelo controle da máquina de Estado entre seus grupos de  poder.

Isto se dá dentro do processo de reacionarização em todo o mundo, impulsionado pelo aprofundamento da crise que assola o sistema capitalista, o qual busca amplificar a exploração das massas, tanto nas metrópoles imperialistas quanto em suas semicolônias, como tentativa salvacionista das instituições do Estado. Daí que escolher Luiz Inácio e o PT como “bola da vez” é justificado pelo fato de que em um passado muito longínquo este partido defendeu posições de esquerda, ainda que dum ponto de vista do radicalismo pequeno-burguês. Mas é argumento que as bestas reacionárias – levando adiante a sua cruzada “anticorrupção” e, ao mesmo tempo, escondendo o próprio rabo – servem-se para incrementar a guerra ao povo que se rebela contra a exploração e opressão.

Os pronunciamentos não só das “vivandeiras de quartel” como de generais com posição de mando nas FF.AA., principalmente ao apontar as baionetas contra o achincalhado STF, são a demonstração de que as intenções se transformaram em gestos. Passo concreto foi dado ao promoverem a intervenção militar no Rio de Janeiro como laboratório para uma “provável ampliação” para todo o país.

Mirando o fracasso da operação de limpeza nas aparências das carcomidas instituições desta velha ordem burguesa semicolonial e semifeudal – a condenação e prisão de Luiz Inácio e as de mais um punhado de larápios, os últimos pegos em flagrante delito, não salva este carcomido sistema da sua bancarrota, ao contrário, agravou formidavelmente sua crise –, os reacionários põem em marcha o seu golpe de Estado contrarrevolucionário preventivo à inevitável e violenta rebelião das massas frente ao incremento da exploração, desigualdades e opressão levado a cabo por este sistema e seu velho Estado. Tal como a intervenção militar golpista, as labaredas da rebelião popular se alastrarão por todo o país. Quem viver verá!

A rejeição massiva à farsa eleitoral que se avizinha, expressão duma situação revolucionária que se desenvolve no país, será a maior comprovação do descrédito neste velho Estado destas classes dominantes retrógradas de grandes burgueses e latifundiários, lacaias e serviçais do imperialismo, principalmente, ianque.

Descrentes da farsa eleitoral, as massas do campo e da cidade vêm em crescentes explosões de revoltas, revelando que nele se gesta, forma e forja um sério movimento revolucionário, que em sua fermentação está criando condições, cada vez mais favoráveis, para a reorganização da vanguarda proletária, única capaz de levar a luta até o fim, dotando-se de programa, estratégia e tática para dar luta sem quartel para pôr abaixo toda esta velha ordem e a construção do Brasil Novo, através da Revolução Democrática, Agrária e Anti-imperialista, pelo Poder da Nova Democracia. É diante disto que os reacionários tremem.

Generais avançam golpe preventivo. Reunião do Alto Comando do Exército, 2017.

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