Nicarágua: Revolta popular derrota ‘reforma’ da Previdência

A- A A+
 

O povo da Nicarágua saiu em poderosos protestos em todo o país na segunda quinzena de abril e obrigou o presidente do velho Estado semicolonial, Daniel Ortega, a revogar a contrarreforma da Previdência, no dia 23 de abril. Apesar de sanguinária repressão – que contou com a participação do Exército –, os manifestantes não recuaram. Ao menos 30 pessoas morreram, 120 foram presas e 50 foram feridas.

Oswaldo Rivas/Reuters
Contrarreforma da previdência desatou fúria em todo o país. Manágua, 21/04 (foto: Oswaldo Rivas/Reuters)
Contrarreforma da previdência desatou fúria em todo o país. Manágua, 21/04

Os protestos ocorreram em mais de 84 municípios por todo o país. O primeiro protesto ocorreu no dia 18 de abril e, depois desse, houve mais quatro grandes protestos que envolveram milhares de pessoas.

No município de León, a 90 quilômetros da capital Manágua, a sede do Instituto Nicaraguense de Seguridade Social (INSS) e outros edifícios do governo semicolonial também foram postos em chamas. Já na capital, manifestantes tentaram incendiar a sede de uma estação de rádio ligada ao velho Estado. Segundo relatos, em várias partes da cidade ouviam-se disparos e explosões. Vários painéis publicitários e monumentos governamentais foram incendiados em protestos massivos.

Em outros municípios também houve manifestações combativas. Em Masaya, uma multidão ergueu barricadas e saqueou supermercados. Já em Granada, manifestantes tentaram incendiar a prefeitura. Em todo o país, supermercados e outras grandes redes de comércio foram saqueados por milhares de pessoas.

Para tentar reprimir os massivos protestos populares, o velho Estado nicaraguense enviou tropas do Exército para a cidade de Estelí, localizada a 185 quilômetros de Manágua.

Conteúdo exclusivo para assinantes do jornal A Nova Democracia

Atordoados pela violenta reação popular a seus intentos, os reacionários tentaram calar as massas por meio do massacre. Uma emissora de rádio no município de León foi incendiada e dois canais de televisão foram colocados fora do ar, segundo denúncias, em ações coordenadas pela repressão.

O jovem estudante secundarista Álvaro Conrado, de 15 anos, também foi executado pelas forças da repressão durante uma jornada de lutas estudantis nas universidades, em meio aos protestos contra a “reforma” da Previdência, no dia 20 de abril. O jornalista Ángel Eduardo Gahona também foi morto, ao vivo durante uma cobertura, mas não há informações sobre a autoria da execução.

A contrarreforma

Toda a rebelião voltou-se contra a tentativa do governo semicolonial de implementar uma “reforma” na Previdência. A contrarreforma pretendida por Ortega aumentaria o tempo de trabalho necessário para os trabalhadores e trabalhadoras se aposentarem. A proposta também reduziria em 5% o valor atual da pensão destinada aos aposentados e aposentadas.

Essa contrarreforma, tal como a que o governo semicolonial de Michel Temer/PMDB pretende aplicar no Brasil, é parte de uma exigência do Banco Mundial e do imperialismo, principalmente o ianque. É uma necessidade dos monopólios a existência de leis trabalhistas e previdenciárias que permitam superexplorar o proletariado e o povo.

LEIA TAMBÉM

Edição impressa

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Rua Gal. Almério de Moura 302/4º andar
São Cristóvão - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303
E-mail: anovademocracia@gmail.com

Comitê de apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro
Reuniões semanais de apoiadores
toda segunda-feira, às 18:45

Seja um apoiador você também!

Expediente

Diretor Geral 
Fausto Arruda

Editor-chefe 
Mário Lúcio de Paula
Jornalista Profissional
14332/MG

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas
Fausto Arruda
José Maria Oliveira
José Ramos Tinhorão 
José Ricardo Prieto
Henrique Júdice
Hugo RC Souza
Mário Lúcio de Paula
Matheus Magioli
Montezuma Cruz
Paulo Amaral 
Rosana Bond
Sebastião Rodrigues
Vera Malaguti Batista

Redação 
Ellan Lustosa
Mário Lúcio de Paula
Patrick Granja