Invasão estrangeira no setor de cabotagem

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Em um país semicolonial como o Brasil, a subjugação nacional pode compreender momentos de maior ou menor saqueio por parte do imperialismo. Na atual situação, o imperialismo exige, e os gerenciamentos de turno dão, tudo que tenha capital estatal ou nacional. O que se vê na indústria naval, por exemplo, é um setor em crise, que gerou demissões em massa nos últimos anos, e tenta resistir às políticas entreguistas que os gerentes do imperialismo impuseram nas últimas décadas.

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http://anovademocracia.com.br/209/04a.jpgSede da ANTAQ em Brasília (foto: Portal Logístico)
Sede da ANTAQ em Brasília

Se traçarmos uma cronologia da desnacionalização desse setor, teremos que retroceder um pouco mais, provavelmente até o início da década de 1990, quando o capitalismo entrou em mais uma fase de espoliação sobre os países periféricos. No Brasil, o gerenciamento de Collor preparou e iniciou, e FHC ampliou a entrega do patrimônio nacional. Na navegação, o caso do Lloyd brasileiro é sintomático das trapaças feitas para sucatear o patrimônio público e, em seguida liquidá-lo (A esse respeito ver artigo O Lloyd resiste, de Luciano Ponce, em AND nº2).

Da abertura da economia no breve governo Collor, passando pela criminosa quebra do monopólio da exploração de petróleo patrocinada pelo gerenciamento FHC/PSDB, “o mais imoral e vende pátria de todos os tempos”, como bem lembrou a capa da edição nº 5 da AND, até a mais recente crise que implodiu a falaciosa política macroeconômica dos governos petistas, a indústria naval passou a sofrer verdadeiros ataques dos monopólios transnacionais que contam com a conivência da quadrilha que comanda o velho Estado brasileiro.

Posse estrangeira

E o setor da cabotagem teria que entrar na dança também. Responsável pelo transporte de mercadorias entre portos nacionais, é considerado, em qualquer lugar do mundo, um setor estratégico, que sofre forte regulação, além de ser intermediado por políticas de subsídios governamentais e reservas de mercado. Mas no Brasil acontece justamente o contrário. A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) não regula nem fiscaliza as empresas armadoras estrangeiras de navegação que atuam no país.

Devido à falta de incentivo governamental, o transporte de longo percurso (entre portos brasileiros e estrangeiros), que atende às empresas importadoras e exportadoras brasileiras está nas mãos de empresas internacionais, mesmo tendo nacionais habilitadas para fazer esse serviço. Essa concentração faz com o preço do serviço seja inflacionado e prejudique a economia do país. O frete Ásia-Brasil, por exemplo, é o mais caro do mundo.

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