Militância pela cultura nordestina

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Criador do Caraforró, um personagem que representa o nordestino sertanejo no palco, o forrozeiro, cantor e compositor potiguar Gilberto Teixeira não se cansa de lutar pelo fortalecimento e difusão das coisas da sua terra e do Nordeste em geral. Na militância em favor da cultura nordestina e também da ecologia, Gilberto tem diversos projetos, discos e muitas novas ideias.

Tiago Medeiros
Gilberto dissemina a cultura nordestina em outras regiões (foto: Tiago Medeiros)
Gilberto dissemina a cultura nordestina em outras regiões

— Não escolhi o forró para trabalhar: a música nordestina já nasceu comigo. Sou de Mossoró, segunda maior cidade do estado do Rio Grande do Norte, e lá fiz o curso primário. Na adolescência fui para Belém de Maria/PE, onde cursei o secundário e o segundo grau, depois fiz psicologia na UFPB em João Pessoa/PB, e em 1983 segui para o estado do Rio de Janeiro, já chegando decidido a fazer música popular nordestina — conta.

— Teresópolis foi meu porto inicial e em seguida a cidade do Rio de Janeiro, sempre focando em duas vertentes: cultura de tradição e ecologia. Na ecologia já militei em diversas vertentes, em movimentos da sociedade civil, e na cultura trabalho a música nordestina, tratando de preservar, difundir, criar formas de resgatar e registrar fatos dos nordestinos, de forma especial na Feira de São Cristóvão, no Rio.

— Entre outros, a partir de 1997 criei na Feira o Fórum Gonzagão de Cultura, um coletivo de artistas e intelectuais para trabalhar diversos projetos de resgate e manutenção das tradições no reduto, e em 2004 o tablóide jornal da Feira de Tradições Nordestinas do Campo de São Cristóvão/RJ. Ainda está em vigor, trabalhando para resgatar e registrar personagens e fatos históricos do lugar — relata.

Gilberto é de uma família de artistas e cedo se envolveu com música, participando desde a infância de festivais em Mossoró.

— Tenho 11 irmãos entre os estados do Rio Grande do Norte e Bahia, e quase todo mundo da minha família trabalha com música Minha mãe, Marieta Teixeira, por exemplo, foi cantora na juventude. Sou compositor nato, componho desde que me entendo por gente, tenho em torno de 500 músicas e não  paro de idealizar e compor — diz.

— A partir de 1983, no Rio de Janeiro, comecei a compor música popular brasileira, especialmente música nordestina. Hoje, focando em projetos de resgate da história da Feira de São Cristóvão, componho músicas temáticas e exclusivas para os projetos, como Etsedron, Contos & Cantos da FSC, Forró da Feira, São João da Feira, entre outros — relata.

— E não me limito somente ao forró, meu universo musical é amplo como a música do Nordeste, minhas raízes têm xote, frevo, xaxado, maracatu, baião, caboclinho, ciranda, arrasta-pé, coco e forró, sim. Costumo dizer que saímos do Nordeste, mas o Nordeste não sai de nós, onde quer que estamos o Nordeste está ao nosso lado, sempre — expõe.

O universo artístico de Gilberto é o Nordeste, seja na música, tradições, cultura de raiz, cotidiano, e também na literatura. Até o momento ele tem seis livros escritos, três já lançados, e outros estão em processo de finalização.

Caraforró para interpretar músicas

— Costumo dizer que o meu maior pecado é não tocar um instrumento, e espero um dia remediar. No entanto, adoro interpretar e não simplesmente cantar, sempre me transformo caracterizado na hora do palco, e como artista eu incorporo o personagem Caraforró, interpretando composições próprias e obras clássicas do Nordeste — explica.

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