A arte revolucionária de Lucas Lima

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O jovem Lucas Lima da Rocha é um desenhista que dedica o seu talento para retratar o cotidiano de nosso povo e a história das lutas revolucionárias do proletariado. Nascido em Campo Grande (MS), Lucas tem 20 anos e é estudante de História da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

Entre seus notáveis desenhos, encontramos imagens da labuta dos camponeses pobres brasileiros, de destacados dirigentes populares e revolucionários – como Lenin, Stalin, Olga Benário etc. – e das históricas lutas de resistência antifascista, em particular a Grande Guerra Patriótica na União Soviética, tema da maioria de seus trabalhos.

Em entrevista ao jornal A Nova Democracia, Lucas Lima nos contou um pouco de como surgiu sua inspiração para transformar a luta popular em arte.

AND: O que lhe inspirou a desenhar sobre temas revolucionários e qual o papel que a arte deve desempenhar na sociedade?

Lucas: O que me inspirou foram os heróis e heroínas da luta popular. Eu acredito que a revolução deve ser propagandeada em todos os espaços e o povo deve tomar os campos artísticos. A arte deve servir ao povo, expressar sua realidade e, além disso, ser um instrumento de transformação, diferente do que pensam estes artistas liberais que reproduzem pensamentos individualistas a partir de suas zonas de conforto. Arte popular deve ser um elo entre o povo trabalhador e a realidade, deve romper com a dominação sistêmica, reagir à cultura burguesa. Deve inflamar a rebelião das massas, sendo o alicerce da nova moral revolucionária do povo.

AND: Além de fazer desenhos com retratos de dirigentes revolucionários, você faz muitos desenhos sobre a União Soviética e a Grande Guerra Patriótica contra o nazifascismo. O que lhe inspira a desenhar sobre isso?

Lucas: Desde muito cedo já me interessava por estudar assuntos militares. Porém, a União Soviética e a Segunda Guerra são assuntos que transcendem as questões meramente políticas e econômicas da guerra. A mobilização popular das classes trabalhadoras durante os anos 1930 e 1940 foi fundamental na derrota dos regimes fascistas, não somente na heroica vitória do Exército Vermelho, mas também na atuação de guerrilhas, partisanos, por toda a Europa, que demonstram a luta popular encarniçada contra os invasores fascistas. E, por motivos de ocultamento da história da luta operária, a participação do povo é deixada à margem da história. Esse conjunto de fatores me desperta interesse.

AND: Como você vê o atual cenário político brasileiro e qual sua posição sobre as eleições de 2018?

Lucas: Sobre as eleições, mantenho a postura de denunciar o sistema eleitoral burguês. De modo geral, neste momento a velha face “democrática” do Estado burguês-latifundiário brasileiro está ruindo diante da grande crise do capital internacional. Nesse sentido, os militares reacionários cada vez mais ocupam espaços na política brasileira. Os direitos básicos do povo, conquistados ao longo de tantas lutas, estão sendo perdidos.

O esfacelamento da nação encaminhado pelos monopólios internacionais aprofunda ainda mais o caráter semicolonial do nosso país. A guerra civil contra o povo está declarada e, nesta conjuntura de 2018, há a total falência do modelo conciliatório do populismo petista. São os estágios iniciais de aprofundamento total das contradições de classe.          

AND: Como artista popular você vê com otimismo o avanço das lutas do povo brasileiro?

Lucas: Devemos nos atentar e compreender o movimento das massas. Sigo com uma visão otimista, não haverá direção oportunista que conseguirá deter a rebelião das massas. Como Mao Tsetung uma vez ensinou: “Quadros e camponeses transformar-se-ão no meio de suas próprias lutas. Nós devemos deixá-los agir, para em suas ações aprenderem lições e enriquecerem seu conhecimento e talento. Nesse sentido um grande pessoal crescerá. A atitude de temer dragões a frente e tigres atrás não construirá quadros”. O povo brasileiro conquistará a vitória!

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